Ravier foi para casa, ele precisava pensar, no entanto, assim que ele chegou na porta de casa recebeu uma ligação da empresa.
— Alô.
— Sr. Valente, desculpe incomodar, mas aconteceu um problema.
Ravier apertou o maxilar, ele não podia tirar nem a metade do dia de folga, que esses incompetentes já o chamavam como se o mundo estivesse a acabar?
— O que houve?
Quem ligou para ele foi o diretor Simon, da administração.
— Houve uma briga no refeitório da empresa e alguém ficou ferido.
— O que vocês são? A porta do quinto ano?
— Me desculpa senhor, eu só liguei por se tratar do seu assistente.
Ravier sentiu uma coisa estranha dentro de si, uma necessidade de ver se Gael estava bem.
— Eu estou voltando.
Por todo o caminho de volta, a sua mente estava bem confusa e ele se lembrou do modo como tratou Gael mais cedo, com certeza ele ficou estressado e atacou alguém.
Quando chegou na empresa, ele perguntou do segurança chefe que o aguardava no saguão.
— Onde estão os envolvidos?
— O seu assistente está na enfermaria e o Eduardo está na sala de segurança, até o senhor decidir o que fazemos. Isso nunca aconteceu na empresa, não sabemos como agir.
Quando o homem terminou de falar, Ravier já entrava no elevador, ele parou e disse:
— Chame a polícia para aquele idiota e o faça pagar da maneira mais rígida pelo que fez.
Logo em seguida ele se dirigiu para a enfermaria, tinha uma necessidade dentro de si, para verificar se Gael estava bem.
Quando ele chegou disse logo ao enfermeiro.
— Você chamou um médico? Por que não o levaram a um hospital?
— Nós não achamos necessário senhor, ele já está consciente e parece bem.
Ravier então entra na enfermaria e vê Gael, ele está com o olho roxo e parece já estar pronto para ir embora.
— Aonde vai?
Gael só nota a presença de Ravier quando ele fala.
— Não é nada nada demais Sr. Valente, não precisa preocupar-se, pode acreditar que já enfrentei coisas piores.
— Por que o Eduardo te bateu?
— Não importa.
— Está com a língua muito afiada Gael.
Gael olha furioso para Ravier, tudo o que ele passa é culpa dele, mas ele não vai dizer nada, pois é crucial que mantenha o seu emprego. Ele não disse mais nada, apenas pegou o seu paletó que estava na cabeceira e levantou-se para ir.
Ravier não o deixou passar e segurou no braço dele.
— Por que está bravo comigo? Não fui eu quem bateu em você.
— Mas, é a causa da minha desgraça desde que te conheci Sr. Valente e agora solta.
Ravier olhou por um momento para Gael e na sua mente, só lhe veio a ideia de beijá-lo novamente. Mas, ele soltou o seu braço e disse:
— Digo o mesmo de você Gael, é a desgraça da minha vida.
Gael mesmo furioso, sentiu aquilo como um, tapa. Mas, ele tem que aguentar, por sua mãe, ela é mais importante que tudo isso.
Ravier saiu primeiro e Gael saiu da enfermaria logo em seguida, nenhum dos dois foi para casa, ambos foram trabalhar e um não sabia da presença do outro na empresa.
Quanto a Eduardo, o segurança chefe chamou a polícia e ele foi preso. Antes de sair do prédio, quando soube que Ravier foi quem mandou chamar a polícia, ele prometeu se vingar.
— Esses dois viadinho vão me pagar, isso não vai ficar assim, eu vou me vingar.
Até que às sete Ravier saiu de sua sala e deu de cara com Gael. Ele tinha por certo que depois do acontecido, o secretário havia ido embora para sua casa.
— O que você ainda faz aqui?
Gael se assustou com a presença dele é disse:
— Eu estou trabalhando.
— Pensa em chamar a minha atenção ficando até esta hora?
— Sinceramente, eu nem sabia que você estava aqui ainda.
— Eu perdi a minha folga, então só me restou trabalhar.
Gael já tinha se acalmado e ele disse:
— Sinto muito por isso, se não fosse por essa situação, não teria voltado à empresa.
— Voltei porque sou o chefe. E... não foi culpa sua, o Eduardo passou de todos os limites.
— Muito obrigada, mas eu não deveria ter esperado para ver do que ele é capaz.
De repente ficou um silêncio entre eles e Gael disse:
— Bem, se o chefe está dizendo que está tarde, então acredito que devo ir embora.
Ravier tomou a frente e disse:
— Vem comigo, eu te levo até em casa.
Se não fosse pelo lado grosso e estúpido que Ravier assume algumas vezes, Gael acredita que eles poderiam até ser amigos, mas o lado troglodita dele sempre dá um jeito de aparecer e estraga tudo.
Durante todo o caminho Gael optou pelo silêncio, era muito mais seguro, Ravier tem um humor muito imprevisível e não se sabe como ele reagirá a cada segundo.
Quando Ravier parou o carro em frente a casa de Gael, ele disse apenas:
— Obrigado pela carona senhor.
Porém, ao tentar soltar o cinto de segurança, não conseguiu. Gael tentou uma segunda vez, porém foi em vão o cinto estava claramente preso.
— desculpe-me Sr. Valente, pode dar-me uma ajuda aqui?
— O que aconteceu?
— O cinto está preso.
Ravier então foi ajudá-lo, no momento em que as suas mãos tocaram-se, ambos sentiram um choque.
Ravier passou a mão pelo queixo anguloso de Gael, ele tinha uma expressão carinhosa e disse:
— O que está a fazer comigo?
Isso passou como um relâmpago e no segundo seguinte, ele fechou a cara e Ravier disse-lhe:
— Já está solto, saia do carro.
Sem outra alternativa, Gael saiu furioso e beu forte a porta do carro, foi o único protesto que ele pode fazer, pois, Ravier acelerou o carro, mal deu tempo dele sair.
Ravier foi mais uma vez para casa furioso consigo mesmo, ele mais uma vez ficou tentado por Gael.
— Isso tem que parar, você tem que deixar de ser fraco Ravier Valente.
Ele isso isso para si mesmo.
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Atualizado até capítulo 107
Comments
Raica Manuela
a porta do quinto ano, morri hahahhahaha
2024-11-19
0
Da Silva Lopes Clinger
eu lutei tanto que me casei com um homem incrível kkk mas isso não significa que eu não tentei ser macho kkkk
2024-09-28
1
Ariel.mmk.90
🤡🤡🤡
2024-08-02
1