Assim que Dona Íris saiu do quarto do filho, pois ele a obrigou a ir até a café comer algo, Ravier a parou.
— Dona Íris, não é?
— Sim.
— Bem, eu quero falar com você sobre uma compensação sobre tudo o que aconteceu, pois, claramente o seu filho não irá aceitar.
— O que te faz pensar que eu aceitarei algo? Nós somos pobres, mas temos dignidade.
— Dignidade não vai ajudar a senhora e o seu filho, quando ele sair do hospital.
Ravier sempre foi um homem muito franco e direto, embora ele tenha uma visão muito pragmática sobre a vida, ele não trocaria toda a sua experiência de vida, por outra vida medíocre.
Dona Íris disse:
— A minha vida e a do meu filho não lhe interessa, penso que o senhor já fez o suficiente por ele.
— Acredito ter tido a impressão de que seu filho estava a ir a um lugar importante quando o acidente aconteceu.
— Sim, ele estava indo à uma entrevista de emprego, mas isso não importa mais, pois eu tenho certeza de que outro já deve ter preenchido a vaga.
Rapidamente Ravier percebeu que esses dois se tratam do pior categoria de pobres, os orgulhosos, ele assumiu outra abordagem.
— Então eu posso contratar o seu filho na minha empresa.
— Não acredito que o Gael vai aceitar isso, o senhor viu que ele não queria conversa.
— Eu posso fazer parecer que foi algo aleatório, o meu nome ficará totalmente fora disso.
— O senhor pode tentar, mas agora dá-me licença que eu preciso alimentar-me.
Ravier ficou para trás com um sorriso no rosto, depois ligou para o Rh da empresa, para que eles fizessem tudo para que Gael fosse contratado.
Gael estava dormindo novamente, com os remédios que ele havia tomado e deitado naquela cama, onde ele não podia se mexer livremente, ele dormiu.
Acordou algum tempo depois, com o seu celular tocando insistentemente. Ele olhou na poltrona logo ali e observou a sua mãe que dormia sentada, ele ficou ainda mais bravo com Ravier, se ele não lhe tivesse atropelado, ele teria agora um emprego e a sua mãe não teria que estar aqui, dormindo numa posição desconfortável para alguém na situação dela.
Ele esticou-se, ainda sentindo dor nas costelas, pegou o celular e atendeu, ele observou haverem pelo menos três chamadas anteriores de um número desconhecido.
— Estou.
— Sr. Gael Silva.
— Eu mesmo, quem fala?
— Aqui é da Majestic, nós estamos a ligar, pois, o senhor não compareceu à entrevista.
Ravier havia se surpreendido, quando deu a ordem ao Rh e descobriu que Gael estava indo exatamente para sua empresa, mas agora ele tinha outros planos para ele.
— Eu tive um acidente, por isso não compareci.
Gael não desconfiou que Ravier estava por trás dessa ligação, pois ele não pensou que o homem se daria ao trabalho de sequer olhar para o lado, ainda mais por alguém tão simples como ele.
— Quando o senhor estará disponível para uma nova avaliação?
— Bem, eu acho melhor convocarem outra pessoa, pois, eu vou ficar por pelo menos duas semanas em repouso.
— Duas semanas?
Gael ouviu a voz da mulher exit-ar do outro lado da linha e ele soube estar tudo perdido realmente, ele teria que procurar outro trabalho.
— Bem, compareça na nossa sede, assim que estiver bem-disposto. O nosso programa visa sempre trazer os talentos para a nossa empresa e não deixamos ninguém de fora.
Gael não esperava por isso e ele decidiu pensar sobre isso enquanto estava se recuperando. Fechou os olhos novamente e colocou-se a dormir.
Os dias passaram e Gael teve alta do hospital. Ele foi para casa com Dona Íris, que esteve ao lado da sua cama diariamente no hospital, mesmo ela estando bem pior que ele.
Quando eles retornaram para casa, à realidade abateu-se sobre eles. Gael não tem dinheiro para nada e as contas estão todas atrasadas. O pouco dinheiro que tinha, Dona Íris usou para se alimentar nos dias que ele esteve no hospital.
Ele pensou que a vida é realmente injusta, enquanto ele foi atingido, teve que gastar o pouco dinheiro que tinha. Ravier Valente o causador do acidente, no entanto, não sofrera um arranhão.
Pela manhã, ele esforçou-se para levantar, não podia continuar parado. Quando ele entrava na cozinha, viu a mãe que espremia o frasco de remédio, no entanto, nada saia dali, tinha claramente acabado.
Nesse momento Gael decidiu que não havia outra opção a não ser retornar para a ligação da empresa Magestic. Ele tem que tentar.
Ravier já havia quase esquecido de Gael Silva e a sua mãe Dona Íris, quando a chefe do Rh ligou para ele lhe informando que Gael Silva ligou, para saber quando deveria ir à empresa.
Ele olhou para o calendário no computador e constatou que não haviam se passado as duas semanas de repouso, como o médico havia recomendado. Mas, se Gael procurava o emprego oferecido, ele tem que aceitar, apenas isso, para que o plano dê certo.
Gael é o plano perfeito para Ravier, pois ele além de resolver o problema dos ciúmes da sua noiva e o problema das suas secretárias, que sempre se apaixonam por ele.
— Mande ele vir amanhã.
Ele foi essa ordem que a chefe do Rh seguiu quando ela disse para Gael vir à empresa no dia seguinte.
Depois que desligou a chamada, o coração de Gael estava um pouco acelerado e ele disse a si mesmo:
— Calma Gael, raramente vai observar o Sr. Valente, um trainee nunca terá acesso ao Diretor-executivo.
E isso acalmou o seu coração, ele olhou para a porta do quarto e constatou a sua mãe ali.
— O que faz querido? Pela casa que faz, parece um homem indo em direção à morte.
Gael sorriu e disse:
— Penso que estou apenas entregando a minha alma ao diabo.
— Não fala isso querido.
— É a verdade mãe, amanhã vou para uma entrevista de emprego na empresa do homem que me atropelou, você viu bem como ele é.
— Eu queria poder te ajudar.
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Atualizado até capítulo 107
Comments
É isso ai!!!
nossa pra que ofender 😮💨
2024-10-28
0
Da Silva Lopes Clinger
já vi tudo vai contratar o boy e se pegar no escritório delícia eu ainda não fiz mas pretendo com meu marido é claro kkk
2024-09-28
1
🌟OüTıß🌟
Ravier: Ótimo,me livro do ciúmes louco da minha mulher e das minhas secretárias apaixonadas(no cio)!
Ravier tbm:karalho,Xonei no pobre mal-agradecido...
2024-07-05
4