Gael ainda praguejava Ravier, quando uma mão passou por sua costa. Depois de tudo o que havia passado durante o dia, ele virou-se assustado para ver quem era.
Colocou a mão no coração e disse:
— Pelo amor de Deus Ananda, você quer me matar do coração?
A prima começou a rir e disse:
— Quem era que você xingava por todos esses nomes?
Ainda puxando o ar devido ao susto, Gael respondeu:
— O troglodita do meu chefe.
Dando um sorriso desconfiado, Ananda perguntou:
— E o que ele te fez?
— Nada demais, o que todos os chefes fazem, infernizam a vida do funcionário, até que a vida seja bem miserável.
Só quando Gael se virou que Ananda foi capaz de ver o olho roxo.
— Meu Deus primo, o que foi que aconteceu com você?
— Não foi nada.
Ananda encostou na parte roxa e ele quase deu um pulo.
— Por favor Ananda, seja mais delicada.
— Desculpe -me, mas isso está bem feio.
Gael pensou: Como pode Ravier o ter acariciado no rosto, quando ele estava tão horrível.
Eles entraram em casa e sua mãe também se espantou com o estado do seu olho, ele então explicou para ambas o que havia acontecido.
— Não acho que você deveria voltar lá meu filho.
— Como não mãe? É o meu trabalho.
— Mas, esse homem pode voltar, querer vingar-se de você.
— Acho que ele já aprendeu a lição mãe.
— Mas, fique atento primo.
— Você também não Ananda.
— Eu sim, esse lugar que você trabalha parece ter um ambiente muito tóxico. Principalmente esse seu chefe.
Gael apertou a boca e arregalou os olhos, Ananda já estava falando demais como sempre.
— Do que você está falando minha querida?
— Eu? Não, nada tia, só estou falando isso porque ele atropelou o Gael, para começar.
— Ah sim! Eu também não gosto nem um pouco dele. Por favor, filho, não se deixe expor demais para esse homem, ele não me parece ser uma boa pessoa.
— Esquece isso mãe, embora tenha acontecido isso estou feliz no meu trabalho. Tenho certeza que o Sr. Valente não tem do que reclamar.
Gael queria evitar esse assunto, principalmente pelo fato de que ele queria esquecer o beijo, as carícias e principalmente a grosseria.
Ele mudou de assunto e ele e Ananda ficaram fofocando a noite toda.
Logo pela manhã, a prima tomou o seu caminho e ele foi para o trabalho.
Assim que saiu da casa de Gael, Ravier ficou pensativo, o local que ele mora não é dos mais perigosos, no entanto, fica muito longe da empresa. Algo passou pela mente dele, Gael terá uma grande surpresa amanhã.
Ele estava tão distraído nos seus pensamentos, que ele nem percebeu ninguém se aproximando, só sentiu uma mão passando por seu pescoço. Ele imediatamente tratou de imobilizar essa pessoa contra o seu carro, respirando aliviado quando viu Felicit ali.
— Ai querido, quanto mais você faz assim, mais eu me apaixono.
— O que você quer Felicit?
Ela passou a mão pelo abdômen de Ravier, mesmo por cima da roupa, ela sabia haverem gominhos ali, olhou sedutora para ele e disse:
— O mesmo de sempre o meu querido, você.
Fazendo biquinho e um pouco de manha, ela continuou:
— Por que parece que eu nunca consigo chegar aqui?
Ela apontou para o coração dele, o atrito das unhas dela com o tecido do terno dele fez algum barulho, mas ela não se importou.
— Por que não tem nada aí Felicit, eu não tenho um coração.
— Eu quero morar nem que seja no vazio, mas eu quero estar com você Ravi.
Ravier sentiu uma ponta de culpa, Felicit parecia tão vulnerável agora que ele não conseguiu mandá-la embora.
— Tudo bem, vamos para casa.
Felizmente Ravier conseguiu manter Felicit sob controle e durante à noite, eles apenas dormiram. Logo cedo, ele foi para a academia, pois precisava se preparar para o dia.
Ravier deu o seu máximo nos exercícios, pois como nos outros dias, ele acordara com o seu desejo nas alturas, infelizmente não era pela bela mulher que estava no seu lado na cama pela manhã.
Ele estava num ponto em que já havia até mesmo se acostumado a sonhar com o seu secretário durante a noite, aquilo já não era novidade para ele e já percebera que não adianta lutar contra isso, apenas aceitar.
Basta apenas que ele mantenha isso no campo dos sonhos, só tem que controlar o que ele pode, que no caso é a realidade.
Assim que ele entrou no seu apartamento, percebeu haver algo diferente. Felicite estava sentada emburrada olhando a porta, sabiamente ela esperava, para a próxima briga.
Isso com certeza já era uma rotina entre eles, por mais que Ravier sempre tente evitar. Resta saber qual o motivo desta vez.
— Onde você estava?
— Você sabe muito bem, eu malhava, como faço todas as manhãs.
— Para qual das suas vagabundas você comprou um carro?
— Como você sabe sobre isso?
— Isso importa?
— Ah! Não precisa dizer-me.
Ravier rapidamente concluiu quem foi, pois, o dono da concessionária era muito amigo do pai de Felicite, então bastou juntar dois mais dois.
— Foi o Hugo que comentou com o meu pai, ele imediatamente ligou-me, pois, claramente, nenhum de nós dois usamos um carro tão barato.
— Por que você tem essa necessidade de controlar a minha vida Felicite, sabe, isso cansa-me.
— Talvez porque não posso confiar em você Ravier?
— Tudo o que você tem são suposições, nunca te traí. Por que não pode entender isso.
— Então diz-me, para quem você comprou esse carro? Por que eu simplesmente não consigo acreditar que vai andar num carro popular.
Felicite disse essas últimas palavras como se um carro popular fosse uma ofensa. Mas, Ravier apenas escolheu esse carro para que Gael não chame atenção desnecessária.
Ele paga um bom salário para ele, no entanto, ele sabe que devido ao estado de saúde da sua mãe, provavelmente ele não terá condições para comprar um carro agora.
— Muito bem!? eu comprei este carro para o meu secretário.
— Você não paga um salário a ele, por que comprou um carro?
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 107
Comments
Leyda Dayana Alves Ferreira
essa mulher e uma estúpida mesmo o homem humilhar ela trata como lixo e ela ainda ficar atrás dele cruzes que ranço dessa sonsa
2024-11-29
0
Elizete Meneses
tento sentir pena pela feliciA só a diagrama n tem nem amor próprio...credo
2024-11-20
0
Da Silva Lopes Clinger
vai pro inferno cadela chata não tenho paciência
2024-09-28
3