Gael chegou como diariamente, no horário, ele fez tudo o que sempre faz, da mesma maneira.
Depois do horário de entrada de todos os funcionários, Ravier já havia chegado, era metade da manhã. Gael percebeu que ele estava de bom, o que não correspondia ao humor dele, pois não pode compreender as atitudes do chefe.
Ravier saiu da sua sala e disse para Gael:
— acompanhe-me, tenho uma reunião agora.
Gael pegou os materiais que ele sempre leva nas reuniões, um bloco de anotações, o computador portátil e o gravador.
Ravier olhou impaciente-lhe e Gael não teve oportunidade de pegar mais nada, pois o humor variável de Ravier já estava a mudar.
Gael o seguiu. Ravier do seu lado, deu um sorriso de lado e pensou consigo mesmo, que nem o próprio Gael imagina o que está por vir.
Quando eles chegaram no estacionamento, Ravier se dirigiu para um carro popular, o que Gael estranhou muito, nunca o vira em outro carro, senão aquele carro em que ele o atropelou, ainda mais um carro tão barato. Porém, ele guardou os seus pensamentos apenas para si mesmo.
Gael tinha que admitir, embora não fosse um carro caro, era muito bom, exatamente o que ele comparia se a situação financeira dele não fosse tão deplorável. Ainda por cima, azul, sua cor preferida.
Embora Ravier o tivesse advertido de maneira grosseira, ele ainda parecia estar de bom humor e ele não quer de maneira nenhuma que isso mude.
Tudo ficou ainda mais estranho, quando Gael viu Ravier indo em direção à serra. Então ele atreveu-se a perguntar:
— Onde será a reunião? Na sua agenda não havia nada marcado para agora...
— Não se preocupe com isso, se eu quisesse matar-te, teria feito isso no dia em que te atropelei.
Após dizer isso, Ravier deu um sorriso de lado, que Gael achou muito ‘sexy’, porém, instigava ao perigo. Este homem é realmente muito perigoso para ele.
Por fim, eles chegaram a uma propriedade linda, cheia de natureza e verde para todos os lados. Lembra muito uma cabana de campo americana.
Muito luxuosa e com vários complexos. Um verdadeiro exagero, mas encantador.
Não se via ninguém ao redor e Gael passou a desconfiar haver algo errado.
— Com quem será a reunião Sr. Valente?
Ravier respondeu simplesmente:
— Com ninguém.
E depois saiu do carro sem dizer nada.
Gael o acompanhou, os seus pensamentos eram sobre o que sua mãe e prima falaram-lhe na noite anterior, que Ravier não é uma pessoa confiável.
Mas, será que ele é realmente capaz de fazer mal a alguém?
Ravier foi a andar em direção aos fundos da casa, Gael o acompanhava a uma certa distância.
Quando Gael observou o precipício à frente deles, imaginou ser o seu fim, com certeza Ravier o jogaria dali a baixo.
Ravier sentou na beirada e olhou para Gael, como que o desafiando a se sentar do lado dele.
Um pouco desconfiado e com medo, Gael assim o fez e na maioria das vezes, quando ele fica nervoso diz qualquer coisa que passa pela sua cabeça, ele disse:
— Olha Sr. Valente, se queria me matar, como o senhor disse, existem formas mais eficientes, por favor não me faça ficar deformado na minha morte.
Ravier deu uma gargalhada, que deixou Gael hipnotizado. Se ele vira algum lado bonito de Ravier, não se lembrava mais, pois aquilo fora eleito nesse momento, a melhor visão que teve dele até agora.
Este parecia ser um mundo paralelo, onde tudo parecia surreal demais para ser verdade. Para acabar de completar Ravier puxou a mão dele e entrelaçou os dedos no de Gael, que arregalou os olhos.
— Por que você não sai da minha cabeça?
— O que fala Sr. Valente?
Nesse momento, o celular dele tocou. Ravier soltou a mão de Gael e levantou-se para atender, era sua mãe.
— Fala mãe.
— Onde você está Ravier?
Ninguém sabe sobre aquele lugar, é seu refúgio, ele comprou aquele chalé assim que ficou noivo de Felicite, sabia muito bem que ele precisaria de um lugar onde teria privacidade.
— Estou numa reunião com um cliente.
— Qual cliente?
— É algo novo, você não conhece. É só para isso que você está me ligando?
— Felicite veio aqui em casa, ela estava muito arrasada, acha que você tem outra, que não quer mais casar-se com ela.
Ravier se virou para onde Gael estava sentado na beira do precipício e ele sinceramente pensou em se jogar dali, seria uma saída mais fácil para sua vida miserável.
— A Felicite está apenas sendo dramática como sempre, eu não disse isso para ela.
— E esse carro meu filho, para quem você comprou?
— Isso eu já disse para ela, agora se me der licença, eu estou ocupado.
Toda a vida, sorrisos e tranquilidade que Ravier estava a sentir, foram sugadas naquela ligação, então ele apenas foi até Gael e disse:
— Vem, vamos embora.
— Aconteceu algo Sr. Valente?
— Nada, meus aborrecimentos costumeiros.
Gael levantou-se e o acompanhou, para onde haviam deixado o carro. Quando se aproximaram do veículo, Ravier estendeu as chaves para Gael. Não era assim que ele havia planejado entregar o presente a ele, mas não tinha mais ânimo nenhum.
— Pegue as chaves, o carro é teu.
Pensando não ter ouvido direito, Gael perguntou:
— Como assim?
Ravier aproveitou que Gael estava próximo ao carro e colocou as mãos uma em cada lado e encurralou-o. Olhou bem, no fundo dos seus olhos e disse:
— Não me faça explicar nada agora, apenas aceite.
— Mas, eu não posso aceitar, não tenho como pagar isso.
— Veja como uma indenização pelos danos do acidente.
— De novo esse acidente? Eu só quero esquecê-lo.
— Pois eu não posso, pois foi o dia em que te conheci.
No mesmo instante o calor da proximidade foi-se e Ravier entrou no banco do passageiro, de cara amarrada e com a expressão fechada.
Gael teve que tomar algumas respirações para poder entrar no carro. Quando estava mais calmo sentou no banco do motorista e conduziu até a empresa.
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Atualizado até capítulo 107
Comments
Rosângela
Fico com muita raiva porque esse ravier não toma logo uma decisão ele quer enlouquecer o gael tadinho😡😡😡
2024-10-05
0
Da Silva Lopes Clinger
nossa que família heim
2024-09-28
1
Rosely Catini
kkkkkkk tadinho já tá assustado
2023-12-30
10