— Eu quero saber se a proposta que me fez ainda está de pé.
Ravier achou cativante a atitude de Gael, no entanto, a presença do mesmo ali, só demonstra que orgulho não enche a barriga.
De maneira displicente, ele pegou o contrato que o advogado havia preparado e o colocou em frente a Gael.
— Este é o contrato, se você quiser um tempo para lê-lo...
Ele não chegou a completar a frase e Gael puxou a caneta e assinou rapidamente. Dando um sorriso Ravier e encarando Gael profundamente disse:
— Muito bem, mas como seu chefe, se você assinar mais alguma coisa sem ler aqui na minha empresa haverá consequências sérias para você.
Gael sentiu um calafrio percorrer todo o seu corpo, mas não era de medo. Ele podia garantir que aquela era mais uma promessa do que uma ameaça. Claro, se não fosse o mais hétero de todos os homens que estivesse ali na sua frente.
A sua voz saiu um pouco trêmula e ele gaguejou quando perguntou:
— Bem... e... qual o cargo que eu vou ocupar?
Sem exitar e bastante sério, Ravier disse:
— Será meu assistente pessoal e leia o contrato, pois não vou ficar explicando o que você tem que fazer, se tiver alguma pergunta, faça para a Dayse lá na recepção, ela saberá responder. E me traz um café.
Depois disso, Ravier se virou para a tela do computador e concentrou-se no seu trabalho, ignorando completamente Gael.
Gael engoliu seu orgulho, ele não precisa de sua dignidade, precisa de sua mãe bem e saudável.
Quando ele saiu da sala de Ravier, soltou a respiração que ele nem notou que estava suspensa. O pior disso tudo é que ele não fazia ideia onde conseguiria uma xícara de café.
Ele sussurrou:
— Dayse...
Ele foi então até a recepção daquele andar e a mulher digitava freneticamente.
— desculpa-me, você é a Dayse?
— Sim, em que posso ajudá-lo?
— Bem, eu sou o novo assistente do Sr. Valente, ele disse-me que você iria orientar-me no que fosse preciso. Ele quer um café e eu não faço ideia de onde conseguir um.
Após olhar Gael de cima em baixo, Dayse soltou:
— Você é gay.
Aquilo não foi uma pergunta, foi uma constatação. Porém, Gael não se ofendeu, pois ela também não disse de maneira depreciativa e ao final de tudo, ele não escondia sua sexualidade de ninguém. No entanto, ele precisou perguntar.
— Como você sabe?
— Eu tenho faro querido. A máquina de café fica na próxima porta à esquerda.
Após dar uma piscadela para Gael, a mulher voltou a digitar e ele não queria demorar demais para entregar o café para Ravier, ele não pode falhar logo na primeira tarefa.
Ele foi até o lugar onde Dayse lhe indicou. O problema? Ele já havia visto uma cafeteira de cápsulas, no entanto, ele nunca havia usado uma.
— Droga...
Gael pegou o celular no bolso e pesquisou como fazia café naquela máquina e ele respirou aliviado quando viu o líquido negro descendo para a xícara.
Ele levou o café para Ravier, que não se deu ao trabalho nem de desviar os olhos da tela do computador.
Assim que ele se sentou na mesa que correspondia ao assistente de Ravier, bem na porta da sala dele, Gael não teve tempo nem de respirar, pois Dayse chegou e colocou um tablet e um celular.
— Aqui está toda a agenda do Sr. Valente e todos os contatos. Se precisar de ajuda, já sabe.
Gael pegou os dois e começou a fuçar, ainda bem que a tarde foi bem tranquila, Ravier pediu apenas mais uma xícara de café, o que fez Gael pensar que talvez ele não fosse dormir à noite, ou talvez ele nunca durma mesmo.
Claro que já tinha chegado a hora de ir embora, no entanto, ele não se mexeu para ir embora, muito menos foi perguntar a Ravier e quando ele pensou em perguntar a Dayse, a mesma já havia partido.
Gael só continuou a fazer seu trabalho, que naquele momento consistia em separar os correios eletrónicos de Ravier, que eram muitos e tinham de vários dias acumulados. Ele acabou se perdendo e se concentrando no trabalho também, só se dando conta do quão tarde estava quando Ravier saiu da sala e ficou surpreso ao vê-lo ainda ali.
No entanto, o homem não disse nada sobre passar por ele, foi apenas embora.
Gael foi embora para casa desanimado, seu primeiro dia de trabalho não havia sido bom, mas no momento em que ele entrou pela porta de casa, levava um enorme sorriso no rosto, sua mãe não precisa saber o que ele terá que enfrentar, ele só tem que garantir que ela fique bem.
Dona Íris estava sentada em frente à TV, como ela sempre ficava nesse horário para assistir a sua novela favorita.
— Onde você estava Gael? Fiquei preocupada quando acordei e você não estava.
— Eu estava no trabalho mãe.
— Trabalho? Como assim trabalho?
— Eu decidi aceitar a proposta do Ravier Valente.
— Eu não acredito, se estiver fazendo isso por mim Gael, peça demissão amanhã mesmo.
Ele se sentou ao lado dela, lhe abraçou é deu um beijo no topo da cabeça:
— Ei, se acalma mãe, lá é um ótimo lugar para trabalhar, tudo bem? Vê só cheguei inteirinho em casa.
— Tem certeza filho?
Dona Íris sempre foi muito protetora com o filho, ela queria poder guardá-lo em uma caixinha, longe de todas as maldades e tristezas desse mundo, mas foi-se o tempo em que ela podia colocá-lo debaixo da barra da saia.
— Já disse para não se preocupar mãe.
Após acalmar a mãe, Gael tomou u. banho, comeu algo e foi direto para a cama, ele sabe que precisará de toda a sua energia, ele observou a agenda de Ravier e sabe que não será a calmaria de hojE.
Assim que ele colocou a cabeça no travesseiro, a lembrança de Ravier, sentado, imponente, arrogante e másculo sentado em sua mesa invadiu sua mente, a lembrança foi tão forte ao ponto de lhe causar uma reação, ele espantou isso tudo para o fundo de sua mente, era um erro seguir por esse caminho com seu chefe.
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Atualizado até capítulo 107
Comments
É isso ai!!!
que isso dayse kkkkkkk
2024-10-28
0
Da Silva Lopes Clinger
seria um erro mesmo gatinho
2024-09-28
1
🌟OüTıß🌟
wow,não é nem zueira,como ela descobriu??? pq tipo,não pode estar tãaaaooo na cara e,pra quê falar??
2024-07-06
3