De sua vontade, Ravier seguiria seu caminho, mas ele ama seus pais, por isso ele entrou no carro.
— Isso é um sequestro?
— Cala a boca, você não pode fazer gracinhas agora e isso nem combina com você.
Ravier levantou as mãos como numa rendição, mas ele estava apenas se preparando para a batalha que seguiria. Ele já esperava por isso e não quer discutir no carro, onde ele não pode deixar esses dois falando sozinhos.
Dona Marjorie ainda tentou segurar sua mão, no entanto, ele a soltou e ficou em silêncio. Ela fez cara de magoada, mas a essa altura, Ravier estava pouco se importando, haja vista que eles não se importam com a felicidade dele.
Ravier não sabia para onde estavam indo e nem queria trocar qualquer palavras com seus pais, então ele ficou em silêncio enquanto o carro os conduzia.
O cansaço e a tensão do dia abateram-se sobre ele que acabou a dormir.
Naquele dia, Gael saiu exatamente no seu horário de trabalho. Ele podia fazer mais das suas horas extras, no entanto, ele estava muito ansioso para mostrar para sua mãe o carro.
Isso facilitaria muito a vida deles, no dia da consulta, não teriam que estar esperando carros de aplicativo.
Quando ele chegou em casa, buzinou do lado de fora.
Dona Ísis estava se sentindo muito melhor nos últimos dias. Realmente ser bem tratada era outro nível. Ela estava a esperar Gael com a janta pronta, mesmo que ele não tenha horários regulares para chegar.
Ser o secretário de Ravier Valente era muito estressante para o filho e a considerar que ele estava fazendo isso principalmente por ela, o mínimo 1ie ela podia fazer pelo filho era o esperar todas as noites com uma boa comida.
Ela ouviu de repente, sobre o som da TV um buzina insistente, estava alto e ela suspeitou que fosse em frente à sua casa. Mas, quem seria?
Dona Íris se levantou e foi até a frente da casa e encontrou um Gael muito sorridente saindo de um carro zero e muito bonito.
— Filho, que veículo é esse?
— É nosso, mãe.
— Como você comprou isso?
— Eu não comprei, foi uma cortesia do Sr. Valente.
— Você aceitou um presente tão caro filho? Não acho isso certo.
— Eu sei mãe, mas nós precisamos e, além disso, eu mereço, por aguentar aquele homem de humor variável diariamente.
— Você tem razão, mas é melhor não aceitar mais nada desse homem filho.
— Não se preocupe mãe, eu não pretendo aceitar mais nada.
Dona Íris fez questão de ajudar filho a abrir o portão de casa para colocar o carro para dentro.
Ele fez questão de dar uma volta com ela pelo bairro antes de finalmente colocar o carro na garagem.
Depois de tomar banho, ele serviu a sua comida indo comer ao lado da mãe.
— Não precisava cozinhar mãe, eu não quero que se preocupe com essas coisas, só tem que se concentrar em ficar boa.
— Minha melhora também tem relação com eu me sentir produtiva filho e você sabe que eu não gosto de ficar parada.
— Se isso te faz bem, eu só não quero que você se sinta obrigada.
— Eu sou sua mãe Gael, eu sempre vou cuidar de você.
Ainda era cedo quando sua mãe decidiu ir dormir. Nesse momento, ele recebeu uma ligação de Ananda.
— Primo, vai inaugurar “boate” no centro amanhã, vamos comigo?
— Em que furada você quer me meter dessa vez Ananda?
— juro-te primo, não é furada, é uma “boate” LGBTQIA+ muito chique. Vai estar cheia de gatos e ricos lá.
— Eu não estou interessado obrigado, a única coisa que me interessa ultimamente é a recuperação da minha mãe.
— E aquele gostoso do Valente, não se finja de santo, sei que você deve passar o dia inteiro admirando aquele corpo maravilhoso dele.
Gael não resistiu e soltou uma risada.
— Eu dou uma conferida às vezes, mas eu sou profissional demais para me aproximar.
— Isso eu tenho certeza primo, você sempre foi tão medroso. Se fosse eu, ia deixar aquele homem louco.
— Por falar no homem louco, ele me deu um carro hoje.
— Minha nossa! Ele abriu totalmente a porta de sugar daddy?
— Deixa de ser louca Ananda. Ele me disse que se trata de uma compensação pelo acidente.
— Fala sério Gael, você é mais inteligente que isso para ter sacado que isso não é verdade.
— Não viaja Ananda, se existe alguém inalcançável para mim, esse homem é Ravier Valente.
— Ele poderia até ser o próprio presidente, mas ele é homem, dá um jeito dele ver essa seu rabo gostoso e com certeza ele vai cair aos seus pés.
— Você só está se esquecendo que ele é hétero.
— Àquele homem? Eu sou mais macho que ele Gael, por favor, ele só está enrustido.
Gael não conseguiu conter a risada, sua prima é realmente hilária. Como seria possível que Ravier Valente se interesse por ele? Mesmo que eles tenham a mesma preferência sexual, com certeza ele se interessaria por um modelo, ou pelo menos alguém da mesma classe social que ele.
— Você sonha Ananda, esse homem nunca vai olhar para mim.
— Então, mais um motivo para você ir amanhã comigo. Além de ser o primo responsável, que vai ser meu motorista na volta para casa, nós vamos pegar geral.
— Está bem, por mim, está confirmado, mas eu preciso ver como a minha mãe vai estar, você sabe que se ela não estiver bem, eu vou cuidar dela.
Ananda comemorou do outro lado da linha e eles passaram mais algum tempo conversando.
Era sexta e todos chegaram normalmente na empresa. Alguns funcionários olharam para Gael com desprezo quando o viram descer do carro. As coisas ainda não estavam tranquilas, depois do que Eduardo fizera com ele, o pior é que muitos o culpam pela demissão daquele homem.
Muitos ficaram comentando sobre ele, no entanto, Gael sabe por que está ali, ele só seguiu para o seu posto tranquilamente.
A única coisa que o deixou um pouco apreensivo, foi no fato de Ravier não vir trabalhar, ele apenas envia um email dizendo para remarcar todos os seus compromissos.
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Atualizado até capítulo 107
Comments
É isso ai!!!
pior que é verdade kkkkkkk
2024-10-29
0
🌟OüTıß🌟
pô,se te dão(??) de coração não tem problema,É um pedacinho de amor naquele objeto,Então não tem problema.
mas já q é do patrão homofobico q parece q te odeia...É outra história.
2024-07-06
4
Elenilda Soares
🤔🤔🤔🤔
2023-12-19
3