Depois de uma noite de insônia, se perguntando o que ele fez, Ravier deu um soco na parede do seu apartamento para extravasar a raiva. O sangue escorreu da sua mão.
Como um homem da estirpe dele pôde fazer uma coisa dessas? Beijar outro homem, o que diriam dele se alguém descobrisse?
Ainda bem que havia um termo de confidencialidade no contrato de trabalho, caso contrário, ele tinha certeza de que essa história infeliz estaria por toda a mídia.
Após isso ele foi direto para o banheiro, Ravier decidiu procurar no dia seguinte um terapeuta, ele precisava entender o que estava dentro dele. Principalmente porque assim ele ainda ostentava uma ereção estupenda.
Sem nenhuma oportunidade de mudar essa situação, ligou para Felicit.
— Venha para minha casa.
Ele não esperou que ela respondesse, afinal ela sempre estava tão ansiosa para servi-lo nas suas necessidades masculinas.
Não demorou muito para que ele escutasse a campainha. Ele abriu a porta e encontrou uma ansiosa Felicit.
— Oi! meu amor, fiquei muito feliz com a sua ligação.
Sem dizer nada, ele puxou-a para um beijo voraz. Felicit estava exultando, em todo esse tempo que estava se relacionando com Ravier, eles não tinham tanto contato como agora. O que a fez ter mais certeza de que o problema com ele era motivado por suas secretárias, elas roubavam-no dela.
Ela não gosta muito da maneira com que ele a trata, mais o importante é que ela será a Sra. Valente.
Não que ela precise de dinheiro, ela vem de uma família rica, o fato é que ela sempre desejou o melhor para sua mesma e não há homem melhor na sociedade do que ele.
Após a relação que eles tiveram, Felicit se esgueirou para ficar grudada em Ravier.
— Eu fiquei muito feliz que você me chamou amor.
— Eu não quero conversar.
Ela bufou, não era exatamente o que ela queria dele. Felicit almeja amor e romance com o seu noivo, pois foi isso que lhe foi prometido.
Foi isso o que Marjorie lhe prometeu, disse que o filho precisava apenas despertar para o amor.
— E quando pretende conversar comigo Ravier, quando estivermos casados e com filhos?
— Eu já disse que não quero falar.
Mas, dessa vez ela não estava disposta a se calar como das outras vezes, dessa vez ele insistiria e colocaria as suas necessidades primeiro.
— Eu sou o que para você Ravier? Sou alguém que considera, ou sou somente a primeira que está a mão quando quer satisfazer as suas necessidades?
— Não fale como se você não estivesse esse tempo todo do nosso noivado se oferecendo para estar na minha cama.
Felicit sentiu aquilo como um tapa no rosto. Ela não esperava ser tratada assim, Ravier sempre foi frio, porém dessa vez ele está a ser cruel deliberadamente com ela.
— Quem você pensa que eu sou? Sou a filha de uma das famílias mais ricas da cidade e não estou oferendo-me para um homem qualquer num bar, eu só quero que o meu noivo dê-me amor e carinho.
— Você deveria se amar primeiro.
— Erro o meu, mas o que eu posso fazer Ravier? Estou apaixonada por você.
— Isso é falso, você nem me conhece.
Ravier não estava feliz com essa conversa e ele não queria falar. Sabia que descontaria toda a sua raiva e frustração em Felicit.
Felicit vestiu apressadamente as suas roupas e foi embora. Claramente ela chorava.
Ravier sabia que esse desentendimento com Felicit geraria mais aborrecimentos no dia seguinte, a sua família e a dela entrariam em ação, assim que ela se lamentasse para todos eles.
Mas, isso não é importante agora, ele só precisa de paz. O que ele não vai conseguir, pois, seu desejo foi ativado novamente, só porque Gael passou levemente por sua mente.
Pela manhã, ele seguiu normalmente a sua rotina e quando chegou no trabalho, não lançou sequer um olhar na direção de Gael.
Gael estava em expectativa sobre o comportamento de Ravier em relação a ele. Podia confessar, que ele esperava que Ravier lhe desse pelo menos um bom dia! no entanto, isso não aconteceu. O mesmo chegou a soltar fogo pelas ventas, como em diariamente.
Ele resolveu manter a atitude que ele tinha diariamente que o chefe chega assim, a comunicação apenas por mensagens, é bem mais seguro.
O expediente matutino nem foi encerrado para que as previsões de Ravier se concretizassem, dessa vez foi o Sr. Valente pai quem veio censurar-lhe.
Alberto Valente passou direto pela mesa de Gael, ele não precisa de permissão de ninguém, para entrar aonde quer que ele queira.
Gael não teve tempo nem de ter qualquer reação, mas ele sabe que aquele é o pai de Ravier, então não terá nenhum problema.
— Por que você não para de me decepcionar Ravier?
— Bom dia para você também papai.
— Besteira! Eu quero que tenha essa educação quando for falar com a sua noiva e pedir desculpas para ela.
— Pedir desculpas para Felicit? Por que eu deveria fazer isso?
— Ela contou-nos que você não tem a tratado bem e que não queria mais casar-se com você.
— Um tanto melhor, não quero casar-me com ela também.
— E vai casar-se com quem?
Assim como Felicit, a teoria dos pais de Ravier, é que ele tenha uma amante oculta. Nas suas cabeças, eles nunca pesariam haver outro motivo por trás da sua resistência em casar-se.
— Com ninguém!
Alberto deu uma gargalhada e disse:
— Você pensa que convence quem Ravier, sabemos que existe outra mulher. Nenhum jovem, com todo o sangue pulsando nas veias, vai ficar tanto tempo sem uma mulher, como evitou a sua noiva.
— Felicit é grudenta e carente, isso já é um bom motivo para evitá-la.
O seu pai resolveu assumir outra abordagem e disse de maneira mais branda.
— conta-me filho e se essa outra mulher for adequada, prometo que não farei objeção para casar-se com ela.
Ravier estava furioso, mas ele sabia que se brigasse novamente com o seu pai haveriam consequências no seu trabalho.
— Pela última vez pai, não há outra mulher.
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Atualizado até capítulo 107
Comments
Elizete Meneses
claro n tem n temoutro mulher ...pq é home.m. é melhor o assistente
2024-11-20
0
Da Silva Lopes Clinger
sem comentários
2024-09-28
0
🌟OüTıß🌟
cara,como a Felicit deve tá?
ser usada como depósito de porra por alguém q vc gosta...?
2024-07-06
1