Gael sabe que a sua maior riqueza é a mãe, ela sempre lutou muito para ele ter uma vida boa e ela conseguiu isso, até que ficou doente.
— Não se preocupe com isso mãe, eu já estou bem, se tudo der certo, amanhã eu estarei empregado.
Ele se levantou com algum esforço e disfarçando para que ela não percebesse que ele ainda estava com dor.
Pela manhã, Dona Íris acordou o filho, não era tão cedo como da outra vez. Ela sentiu um aperto no peito, mas sabia que o medo era irracional.
Gael acordou um pouco assustado e viu que era apenas a mãe o acordando ele se levantou, com bastante esforço.
Ele preparou-se para ir até a Magestic novamente, parecia até um Dejavu, mas ele tratou logo de silenciar o medo e a ansiedade que estavam se construindo no seu interior.
Quando ele chegou em frente a empresa, ele sentiu-se extremamente aliviado, primeiro por não ter acontecido nada, dessa vez ela chegou inteiro e depois, porque a sua costela trincada, estava o matando de dor.
A sensação que ele tinha é que o seu pulmão era esmagado, mas ele respirou fundo e resistiu.
Ali na entrada da empresa, haviam alguns sofás e poltronas espalhados por alguns pontos. Gael se esgueirou até o que estava mais próximo dele e se sentou, para tomar um fôlego, antes de seguir seu caminho.
Como ele ficou ali por um tempo, uma das recepcionistas aproximou-se dele e perguntou:
— Bom dia! Posso ajudar senhor?
Ele respirou fundo e respondeu para a moça que estava com um rosto simpático.
— Eu precisava apenas tomar um fôlego.
A mulher sorriu entusiasmada para ele e continuou:
— Se você está com dificuldades, apenas me diga para onde você vai e eu posso ajudar-te a chegar lá.
— Bem, eu tenho uma entrevista no Rh.
— Se você me disser o seu nome vai tudo mais rápido.
— Gael Silva.
Sorrindo, a mulher afastou-se e voltou para a recepção. Poucos minutos depois, ela voltou e disse:
— Siga-me, por favor.
Gael se levantou e seguiu a mulher até o elevador, ele estava com dor, por isso não prestou atenção ao botão que a mulher apertou. Ele apenas fechou os olhos e respirou fundo, agora mesmo estava chegando à conclusão de que não foi uma boa ideia sair de casa no estado em que está.
Quando o elevador abriu-se, já tinha outra moça tão alinhada e simpática como a da recepção. Que o direcionou para uma sala.
Era tanta a dor que Gael só estava se concentrando em sentar acordado, assim que o chefe do Rh aparecesse, ele pediria para ir embora. Se eles não aceitassem que ele volte outro dia, paciência.
Ravier sabia que seria uma batalha um pouco difícil, mas ele tem que convencer Gael a ficar na empresa dele, no qual claramente haverá uma cláusula onde este não poderá processá-lo pelo acidente que aconteceu.
Quando ele entrou na sala, percebeu haver algo errado. Gael estava pálido e estava com uma expressão de dor, ele não está bem, isso estava bem claro no seu rosto.
— O que há de errado com você?
Gael não consegue nem distinguir quem está ali na sala, numa atitude desesperada, ele levanta-se e tentar ir embora, mas ele sente o pé falhar e quando ele esperou o baque ao cair no chão, ele foi seguro por alguém forte o suficiente para lhe impedir de cair no chão.
Quando ele levantou a vista, viu o último rosto antes de perder a consciência, quase sem acreditar.
Ravier carregou com alguma dificuldade Gael para o sofá que tinha ali, o rapaz não é atlético, mas também não é pequeno. Ele sentiu-se um pouco incomodado por notar isso num cara.
Era de se pensar que ele reparasse em mulheres, mas a verdade é que Ravier nunca parou para dar uma segunda olhada em ninguém.
Após colocar Gael no sofá, ele ligou para a recepção e disse:
— Mande um médico imediatamente para a minha sala é uma emergência.
Depois da ligação Ravier passou as mãos pela cabeça, esse cara não pode morrer aqui, se isso acontecer, vai pegar muito mal na imprensa.
Ele sentou-se ao lado de Gael e verificou os seus sinais vitais, ele respirava, apenas permanecia com a expressão de dor.
Não demorou muito para que o médico viesse, afinal não era todo o dia que a enfermaria da Magestic recebia um chamado do CEO.
Logo que o médico chegou, ele levantou-se e apontou para Gael.
— Ele tem uma fratura em uma das costelas e não seguiu o repouso, então penso que deve começar por aí.
— Pode deixar senhor.
Gradualmente Gael foi a recuperar a consciência e o médico o examinou, com a recomendação de que ele volte para casa e continue o repouso.
Ravier o encarou de maneira dura e disse sem nenhuma emoção na voz:
— O que você veio fazer aqui? Não deveria estar em repouso?
— Mais fácil falar do que fazer Sr. Valente.
— O que é tão difícil? Basta você sentar a rabo em casa.
— Não fale assim comigo... Você... Você não sabe de nada.
A voz de Gael falhou, pois, ele ainda estava a sentir dor.
— O que Eu sei é que eu te ofereci ajuda e você recusou, como todo pobre, é orgulhoso, pelo visto isso não te adiantou nada até aqui.
— Cala a boca.
Gael nunca pensou que estaria dizendo uma coisa dessas, para o todo poderoso Ravier Valente, mas esse homem lhe tirou toda a compostura e educação que sua mãe lhe ensinou um dia.
Sem aviso, Ravier saiu da sala e quando apareceu novamente, ele estava com uma cadeira de rodas, depois acomodou Gael ali.
— O que você está fazendo?
— Te levando para casa.
— Um dos seus funcionários pode fazer isso, tenho certeza.
— Sim e amanhã eu vejo minha cara estampada em todos os jornais: "CEO da Magestic maltrata homem que ele atropelou". Não obrigado, eu tenho muito a perder.
Eles desceram pelo elevador privativo de Ravier e o homem o levou até em casa. Quando chegaram na frente da casa de Gael, ele só abriu a porta do carro, não queria ver nunca mais a face de Ravier em sua vida. Mas, antes que ele pudesse sair, Ravier disse:
— Daqui duas semanas, você começa como meu assistente, na Magestic.
Gael se virou para ele e disse:
— Eu não quero.
— Então para quê foi lá hoje?
— Eu preciso de um emprego, mas estou aprendendo que estar perto de você não é bom para mim.
Ravier puxou a porta com força e disse:
— Não seja tolo, a sua mãe e você precisam desse emprego. A minha empresa tem um bom plano de saúde, tenho certeza que a sua mãe não tem um.
— Não pode comprar-me.
— Eu não quero isso, são favores trocados, eu só quero ter certeza de que você não vai à imprensa.
— A minha palavra não basta?
Ravier olhou bem nos olhos de Gael e disse:
— Não fuja como um gatinho assustado, seja um gato gordo e preguiçoso, sente-se nos meus pés para que eu te faça carinho.
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Atualizado até capítulo 107
Comments
Elenilda Soares
gatinho que vai te deixar de quatro kkkkk
2023-12-18
19
Ana Lúcia
😂😂😂😂😂 cavalo
2023-12-18
2
Elizete Meneses
ochee o nome mudou ...?
2023-12-16
0