Logo na segunda-feira após o período de repouso de Gael, Dona Íris teria mais uma sessão de quimioterapia, então ele a levaria, já que ele não tem nenhuma entrevista, ou um bico.
Ele dobrou a cadeira de rodas e a carregou quando eles saíam de casa.
— Oh! Não devolveu a cadeira querido?
— Nós lutamos por tantos meses para conseguir uma para você, aquele homem em dois segundos conseguiu esta. SE ele sentir falta, ele que mande buscar. Pelo menos uma coisa boa ele terá que deixar para trás.
Gael e a sua mãe pegaram dois ônibus até conseguirem chegar ao hospital onde Dona Íris vai receber o tratamento.
Essa é a primeira vez que Gael a acompanha, das outras vezes ele estava muito ocupado tentando ganhar pelo menos o mínimo para eles não passarem fome.
Dona Íris já estava visivelmente cansada quando eles desceram no último ponto, vendo o estado da mãe, Gael ofereceu:
— Mãe, melhor se sentar na cadeira, ainda tem duas quadras até o hospital.
— Nem pensar, eu já vou ter que ir todo o caminho de volta nessa coisa, então não me obrigue.
— Mas, mãe...
— Sem mais, vamos logo que eu não quero chegar atrasada.
Sem que Gael insistisse mais, eles seguiram lentamente para o hospital. Quando lá chegaram eles encontraram uma fila considerável até a recepção.
Foi cerca de uma meia hora até que eles chegaram ao balcão, na metade do caminho Dona Íris rendeu-se e sentou na cadeira, era tempo demais para ela ficar de pé.
Uma mulher muito mal-humorada e mastigando irritantemente um chiclete disse:
— Próximo!
Ela disse bem alto, mesmo que, eles estivessem bem próximos a ela.
Gael disse a pegar os documentos da mãe:
— Íris Silva.
A mulher digitou algo no computador, que Gael pensou ser o nome da sua mãe. Logo em seguida a mulher disse-lhes:
— Sinto muito, mas a sessão dela foi cancelada.
Ele olhou para a mulher sem acreditar e disse:
— Como isso é possível? Esse tratamento é muito importante para ela.
— Olha só gatinho, não surta, todo o mundo após você está na mesma.
— O que só torna tudo isso mais absurdo, eu posso saber pelo menos o motivo disso?
— Acabaram os insumos, aguardem em casa até nós avisarmos que já podem vir.
Gael iria continuar a insistir, porém, Dona Íris puxou a manga da sua camisa.
— Filho, não insista, não é a primeira vez que acontece e nem será a última.
Ele nunca ficou a saber disso, pelo visto a sua mãe não queria preocupá-lo. No entanto, como ela ficaria boa se não fizesse o tratamento corretamente?
Gael desistiu, pois, percebeu que aquela situação é muito aborrecida para sua mãe, então ele apenas a levou para casa.
Na volta, eles acabaram não usando a cadeira, pois, ele permitiu-se o luxo de um táxi, a mão já passara por coisas demais naquele dia, para enfrentar mais dois ônibus de volta.
Assim que eles chegaram em casa, ele foi tomar um banho e arrumou-se, já decidiu algo na sua cabeça e ele estava confiante que iria dar certo, pois dessa vez, ele não resistirá, entregará a sua alma ao impiedoso Ravier Valente.
Mas, ele iria de bom grado, se isso significa que a sua mãe não passará novamente pela humilhação que passaram mais cedo. Supõe-se que a saúde é direito de todos, porém, a realidade é bem diferente.
Quando estava prestes a sair ele foi ver Dona Íris e ela dormia, Gael achou melhor, assim ela não vai tentar dissuadi-lo da decisão que havia tomado.
Ele refez o mesmo caminho das outras duas vezes. Contudo, desta vez ele está muito mais determinado que antes.
Desta vez quando ele chegou na recepção ele sabe para aonde vai e ele disse:
— Boa tarde!
A recepcionista olhou-lhe e logo o reconheceu.
— Ei! É o cara do outro dia, o doentinho, já está melhor?
Gael corou, um pouco envergonhado pela palavra que ela usou, porém, a jovem estava a ser bastante simpática.
— Desculpe-me pelo outro dia, eu penso que dei algum trabalho no outro dia.
— Imagina, eu fico feliz em poder ajudar.
— Bem, você é minha salvadora e eu nem sei o seu nome.
— Chamo-me Gema.
— Um nome bem diferente.
— É sim, eu adoro. Em que posso ajudá-lo Sr. Gael?
— Eu gostaria de falar com o Sr. Valente, se for possível.
— Ah! Claro, vejo aqui que tem um aviso da sua presença, aqui diz também que pode subir imediatamente.
Gael não esperava por isso e ele ficou mudo quando acompanhou Gema até o elevador onde ela o despachou para o andar do CEO, com um enorme sorriso.
Assim que a porta se abriu no seu destino, ele foi até a recepção daquele andar e após se identificar, foi informado que Ravier estava a numa reunião e que ele deveria esperar na sala do chefe.
Dessa vez, Gael estava bastante consciente de tudo ao seu redor e ele nunca viu tanto luxo na vida. Tudo ali grita opulência e “glamour”.
A mulher ofereceu-lhe algo para beber e ele pediu apenas água, que ela trouxe em seguida, muito eficiente. Agora ele trabalhará ali e terá que apresentar a mesma eficiência.
Claro que ele entrava devido ao acidente com Ravier, no entanto, desde que ele assinar o contrato, ele é apenas mais um entre todos os funcionários.
Passaram-se cerca de uma hora, Gael não estava ansioso, por sua própria opção, ele jamais voltaria a ver o rosto de Ravier Valente pessoalmente.
Ele deu-se um, tapa mentalmente, pois jamais dever chamar a este homem de Ravier, tão casualmente como faz na sua mente, a partir de agora é apenas Sr. Valente.
Quando Ravier entrou na sala, Gael não resistiu em observá-lo e ver que ele estava vestido num terno preto, caro e sem nenhuma rusga. Ele tinha uma expressão tão arrogante como sempre.
O que Gael não podia compreender era o pequeno sorriso de satisfação.
— Enfim aceitou minha oferta.
Gael não gostou nada da maneira convencida com a qual ele disso isso, mas ele não tem outra opção, a partir de hoje pela mulher que ele mais ama, se Ravier lhe mandar lamber os sapatos, ele faz.
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Atualizado até capítulo 107
Comments
É isso ai!!!
ahhhhh zé da manga
2024-10-28
0
🌟OüTıß🌟
wow
2024-07-06
1
🌟OüTıß🌟
O título 💅🎉
2024-07-06
1