O dia foi tão exaustivo que Ravier não teve nem tempo para estar de mau humor. Isso foi um alívio para Gael, ele preferia estar morto de cansado como agora, do que oprimido pelo humor de Ravier.
Todos os funcionários já haviam ido embora quando Gael terminou seu trabalho, era um relatório sobre a última reunião com uma empresa gigante de varejo.
Quando ele se levantou para ir embora, Ravier também saiu da sala, ambos foram em direção ao elevador e enquanto Ravier entrou tranquilamente, Gael estacou na porta.
Ele não quer irritar o chefe, por isso ele não sabia qual a reação de Ravier.
O mesmo apenas o olhou e disse:
— Entre.
Gael então entrou rapidamente e ficou o mais afastado de Ravier que ele conseguiu, o que era praticamente impossível naquela caixa de metal.
Ele não precisou apertar o botão para o térreo, pois Ravier já havia feito isso. As portas do elevador se fecharam e o ar ficou ainda mais pesado ali.
Abruptamente o elevador apagou as luzes e deu um baque, depois disso, ficou parado, como se estivesse morto.
Gael ficou apavorado e passou a apertar os botões, no entanto, nenhum deles funcionou e ele continuou os apertando.
Ravier bufou e segurando a mão dele disse:
— Pare imediatamente com isso.
Ao sentir o toque de Ravier, Gael ficou ainda mais apavorado e puxou a sua mão como se o toque do mesmo queimasse.
— Eu não gosto de lugares fechados.
Ravier não disse nada, ficou apenas encarando Gael sob a luz de emergência. O mesmo parecia um peixe tentando puxar o ar.
— Pare com isso, pega todo o ar para você.
— Eu sinto-me mal, penso que vou morrer.
Ravier revirou os olhos, mas algo passou por sua mente, o modo afetado com que Gael disse aquela frase... Foi a primeira vez que ele viu um traço de feminilidade nas ações de seu assistente.
O pior de tudo? A masculinidade dele reagiu imediatamente e ele agradeceu aos céus que a luz de emergência não o denunciaria.
— Para com isso, ou eu vou...
— Vai matar-me Sr. Valente? Por favor, faça isso logo, eu não suporto mais ficar aqui.
Gael não se importou em dar um chilique, ele só queria sair dali o mais rápido possível.
— Já disse para parar com isso.
Como Gael parecia não escutá-lo, Ravier o pegou pelo colarinho e o precionou contra a parede.
— Eu disse para parar.
Gael suspendeu a sua respiração, ele nunca esteve tão perto de Ravier e estava hipnotizado por aqueles olhos escuros.
— Desculpa-me, suponho que sou claustrofóbico.
— Só respire e isso logo passa.
Ravier soltou Gael, ou ele não responderia por seus atos, ele poderia fazer qualquer coisa... até beijá-lo.
— Como vamos sair daqui?
— Temos que esperar, com certeza alguém vem.
— Como você pode ter tanta certeza?
— Você não é profissional, como pode falar tão casualmente com o seu chefe?
— desculpa-me Sr. Valente, eu estou apenas fora de mim.
— Eles virão, pois é o protocolo, há sensores que indicam quando há algo errado.
— Espero que você esteja certo, pois eu não quero pernoitar aqui.
— Além da sua claustrofobia, tem algo mais o incomodando?
— Não... Não há nada.
Dando um sorriso de lado, Ravier disse para Gael.
— Você mente muito mal.
— Não estou a mentir.
Ele levantou-se sobre Gael e disse:
— Tem certeza?
A respiração de Gael saiu entrecortada, Ravier exalava uma masculinidade que o atrai. Ele olhou para a boca deste e mordeu os próprios lábios num gesto inconsciente.
— Eu não sei o que você está a falar?
— Admita e eu darei o que você quer.
Gael queria que essas palavras significassem o que a sua mente pensou, mas ela sabia que não.
— Eu só... quero sair daqui.
— Se você não consegue deixar a hipocrisia de lado, eu mesmo vou mostrar-te o que você quer.
Sem que nenhum dos dois pudesse acreditar no que estava a acontecer, a boca de Ravier alcançou a boca de Gael.
No primeiro momento Gael ficou imóvel, ele não sabia nem se a sua alma ainda estava no corpo, no segundo seguinte, ele correspondia ao toque de Ravier.
Foi um beijo voraz, tinha uma necessidade ali que ambos estavam a tentar negar há um tempo.
Gael já estava completamente entregue, a sua mente virou geleia e não havia nem uma célula do corpo dele que queira resistir.
Ravier não podia acreditar, ele beijava um homem e o que ela sentia era algo que ele nunca experimentou. Pela primeira vez ele sentia que isso não era apenas um ato mecânico.
Mas, isso trouxe medo, frustração e ele sentiu que estava a decepcionar sua família. Então, quando de repente o elevador começou a funcionar, ele afastou-se assim que a porta se abriu foi embora sem nada dizer.
Gael estava atordoado, ele nunca imaginou que o grande macho alfa Ravier Valente pudesse beijar outro homem e ainda por cima ele.
Ele só saiu do transe quando as portas do elevador se fecharam e só deu tempo de ele ver o carro de Ravier saindo em alta velocidade. Nessa altura, Gael não confiou em si mesmo para dizer se aquilo tudo foi real ou não.
Ele viu o carro de Ravier ir em alta velocidade e seguiu a pé na mesma direção, apenas porque se tratava da saída, ele não tem um carro, então ele teve ir todo o caminho andando.
Quando ele chegou na frente do prédio pediu um carro de aplicativo e não demorou para ele estar em casa, já passava das dez e sua mãe estava dormindo no sofá, com certeza havia adormecido ali lhe esperando.
Ele pegou Dona Íris no colo e a levou para o quarto, quando ele a depositou na cama ela despertou.
— Querido, chegou tão tarde.
— Tive que fazer horas extras hoje mamãe.
— Não devia trabalhar tanto.
— Pode deixar, eu vou chegar mais cedo amanhã.
Dona Íris fechou seus olhos e Gael foi tomar um banho, ele não conseguia ñ pensar em comer nada, sua mente ainda estava presa no momento daquele beijo.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 107
Comments
Da Silva Lopes Clinger
ufa já estou gostando
2024-09-28
0
Roberta Kelly
amando que massa
2024-08-26
0
🌟OüTıß🌟
calma...preciso processar os aconteceu
2024-07-06
2