O novo quarto de Marina ficava localizado no primeiro andar da casa, no final do corredor. Do incrível janelão, era possível ver a piscina que ficava naquele mesmo lado, mas não foi isso que chamou a atenção de Marina e sim o tamanho do ambiente. A cama king size ocupava uma parte da suíte, que também contava com um sofá, mesa de estudo e tv. A decoração em tons claros era muito elegante. O banheiro era todo em mármore branco com uma bancada de quase 3 metros de comprimento, chuveiro e banheira. O closet também era enorme. Marina não tinha roupas suficientes para ocupar 20% daquilo.
Juntando todos os 03 ambientes (quarto + banheiro e closet) caberia ali dentro praticamente toda casa que ela morou com seus pais.
SUÍTE DE MARINA
- Jamila\, eu realmente não vejo necessidade de ficar instalada aqui. - Marina falou\, enquanto Jamila já organizava suas roupas dentro do closet\, como senhor Victor havia ordenado. - Eu não quero incomodar ninguém e aquele quarto anterior estava excelente.
- Você não vai incomodar\, Marina. Essa casa conta com mais de 15 quartos iguais a esse e estão todos disponíveis. - Jamila explicou como se aquilo fosse uma coisa bastante comum. - Sua presença nem será notada. - Ela acrescentou esse comentário\, pois já tinha percebido que Marina tinha receio de Felipe. - O patrão trabalha o dia todo e sempre chega muito tarde em casa.
- Tudo bem\, eu não quero criar mais problemas entre Tio Victor e seu filho. - Marina respondeu envergonhada por toda situação.
- Senhor Victor está bastante animado com sua presença. Quer um conselho não solicitado? - Indagou Jamila simpática. - Aproveite tudo isso. Eu sei que você passou por maus momentos\, mas precisa deixar tudo para trás e seguir sua vida. Não recuse as boas oportunidades. Muita gente daria a vida para estar no seu lugar. - A gentil senhora sorriu e Marina agradeceu o conselho. Ela tinha gostado de Jamila logo de cara e ela parecia ser uma pessoa de confiança dentro daquela casa.
Pouco tempo depois, Jamila deixou Marina sozinha para descansar. Victor já tinha comentado sobre a universidade e ele queria resolver aquilo logo para organizar a vida de Marina pelo menos até os 21 anos.
Na suíte principal da casa, Felipe tomava um banho para sair com Renata. Na verdade, depois de ter passado a noite com ela, ele nem pretendia ver Renata novamente, mas estava tão irritado com toda aquela situação com Victor e a órfã, que ele precisava sair para espairecer. A lembrança de Marina discutindo com ele mais cedo, deixou Felipe inquieto. Durante o banho, ele não conseguia fechar os olhos sem lembrar de um par de olhos azuis o encarando com firmeza. Sem o casaco e o gorro cafonas do dia anterior, ele pode ver o quanto ela era linda. Marina tinha um rosto com traços perfeitos. Ela era alta para o padrão feminino, mas tinha um corpo extremamente delicado. Com as roupas certas, ela passaria facilmente por uma modelo internacional.
Felipe terminou de se trocar chateado com o rumo dos seus pensamentos. A última coisa que ele queria era se sentir atraído pela “obra de caridade” de Victor.
No outro dia, logo cedo, Marina se levantou animada para sair com Victor. Eles iam visitar uma universidade e se tudo desse certo, Marina já poderia começar a frequentar as aulas ainda nesse semestre. Pegando sua bolsa, ela lembrou que tinha que comprar um chip novo para seu celular. Ela precisava tentar falar com Paulo para contar tudo que estava acontecendo na sua vida e esclarecer aquela história que Cynthia falou para ela. Marina ainda estava magoada com ele, mas o carinho e a amizade que sentia por Paulo era mais forte que isso.
Assim que Marina desceu para tomar café da manhã, ela encontrou Victor sentado a mesa a sua espera.
- Bom dia querida. Você está animada para hoje? - Victor perguntou sorridente\, ao mesmo tempo que observava as roupas de Marina. Não que ela fosse uma moça malvestida\, mas ela não poderia continuar usando aquelas roupas de menina de interior na cidade grande. Muito menos na universidade\, onde o bullying era frequente com estranhos e desconhecidos\, como Marina.
- Bom dia Tio Victor. Sim\, eu estou bastante ansiosa para conhecer a universidade. - Ela respondeu se sentando a mesa\, enquanto uma das empregadas servia um suco de laranja para ela. - Obrigada\, Marina agradeceu a funcionária sorrindo.
- E você decidiu o curso que quer estudar?
- Eu gostei da sua sugestão. Acho que quero estudar administração.
- Ótima escolha! - Victor respondeu empolgado. - É um curso que tem muitas perspectivas de trabalho. Caso você tenha alguma dúvida\, nós podemos fazer um teste vocacional na própria universidade.
- Se não for incomodar muito\, eu queria comprar um chip para colocar no meu celular. Ele ainda não funciona aqui\, pois meu chip é de outro país. - Explicou Marina um pouco sem graça.
- Claro\, minha querida. Não tenha vergonha de pedir nada que você esteja precisando. Inclusive\, eu vou providenciar um cartão de crédito para seu uso pessoal. - Acrescentou Victor. - Amanhã\, eu já volto para minha casa e quero deixar você completamente adaptada.
Marina protestou com relação a um cartão de crédito, mas Victor explicou que seria necessário para as despesas dela e depois de muita insistência dele, ela acabou aceitando com a condição de pagar tudo depois. Ela não comentou com Victor, mas pretendia arrumar um emprego de meio período para se sustentar. Sabia que isso era normal e muitos jovens pagavam até sua própria universidade daquela maneira.
Ambos terminaram o café da manhã para sair e nem sinal de Felipe. Marina achou melhor assim, quanto menos encontrasse com ele, melhor. Não esperava que Victor fosse embora tão rápido da casa do filho e aquela notícia a deixou apreensiva, pois ficaria sozinha naquela casa, sem apoio de Tio Victor. Apesar de ter mudado de ideia muito rápido era claro para Marina que Felipe não a queria ali.
Por volta das duas horas da tarde, Felipe apareceu em casa para almoçar. Ele acabou dormindo com Renata em seu apartamento próximo a empresa e de lá, ele foi direto para o trabalho. Assim que entrou em casa, ele ficou surpreso pela quantidade de sacolas e caixas de grife feminina que estavam espalhadas pela sala. Jamila, que não esperava a chegada do patrão naquele horário, foi logo explicando o motivo da bagunça.
- Desculpe senhor Felipe. Eu já providenciei que uma das empregadas levassem tudo isso para guardar no closet de Marina.
- Nossa\, essa moça mal chegou aqui e já deu uma facada no velho. - Felipe se referiu a quantidade de coisas que foram compradas para ela. Na verdade\, ele sabia muito bem que aquela conta seria paga por ele mesmo.
- Eu acredito que Marina não está ciente disso\, senhor Felipe. - Apesar do pouco tempo de convivência\, Jamila gostava de Marina e saiu logo em defesa dela. - Assim que terminaram o café da manhã\, enquanto Marina estava escovando os dentes\, senhor Victor mandou que eu ligasse Ângela e passasse o tamanho das roupas e sapato de Marina para que ela providenciasse um guarda-roupa completo.
Ângela era uma personal shopper bastante conhecida na cidade. O próprio Felipe usava bastante os serviços dela, pois não tinha tempo para ir a shoppings fazer compras.
- Tudo bem. - Felipe falando torcendo a boca como se não acreditasse naquela história. - Mas arrumem isso logo. Quanto menos sinal daquela moça na minha casa\, melhor. Posso fazer de conta que ela não existe.
Seguindo as ordens do patrão, Jamila chamou as empregas imediatamente para levar todas aquelas compras para o closet de Marina. Ela não entendia a implicância gratuita com a jovem que tinha acabado de perder toda família. Jamila trabalhava há muitos anos com Felipe e sabia que ele não era uma má pessoa.
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Atualizado até capítulo 81
Comments
Silvaneide Ágatha
crentino , vai virar cachorrinho nas mãos da órfã 🤣🤬
2024-12-05
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Silvaneide Ágatha
que bom que Jamile gosta dela ❤️🤩😍
2024-12-05
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Silvaneide Ágatha
😍😍😍😍
2024-12-05
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