Quando Marina entrou no closet, ela estranhou completamente aquele ambiente. Antes, ele estava praticamente vazio por conta das poucas roupas que ela tinha, mas agora era o oposto. Várias roupas novas, com etiquetas, uma variedade de cores e modelos enorme. Tinha de pijama, robe, roupa íntima e até vestido de festa. Uma infinidade de bolsas e sapatos. De uma coisa Marina tinha certeza: aquelas coisas não pertenciam a ela e alguém colocou no quarto errado.
CLOSET DE MARINA
Procurando por suas roupas, Marina se vestiu rapidamente e foi atrás de Jamila para falar do mal-entendido no closet. Já era tarde quando ela desceu e por conta disso, ela não encontrou a governanta pela casa. Desistindo de falar com Jamila hoje, Marina resolveu voltar para seu quarto, quando foi surpreendida por uma voz que ela sabia muito bem a quem pertencia.
- Por acaso você está perdida? - Felipe perguntou provocando Marina. - Ou é comum de onde você vem perambular por casas alheias tarde da noite?
- Na verdade\, eu estou procurando Jamila. - Marina se virou de frente para Felipe\, respirando fundo\, ela tentou responder com educação. Ele usava uma calça escura e uma camisa de botão branca com as mangas dobradas até a altura do antebraço. Felipe era muito bonito e Marina se sentiu intimidada quando ele andou em sua direção.
- Eu não sei se você tem noção disso\, mas o tempo da escravidão já acabou e está muito tarde para que qualquer funcionário da casa esteja trabalhando. - Encarando Marina de forma cínica\, Felipe fez aquele comentário debochado\, deixando-a irritada.
- Eu vou voltar para meu quarto. Amanhã\, eu falo com Jamila. - Marina respondeu com raiva e já retomava o caminho para seu quarto quando\, mais uma vez\, ela foi interrompida por Felipe.
- O que você quer falar com Jamila? - Ele indagou curioso.
- Isso não é da sua conta. - Marina respondeu sorrindo atrevida\, virando-se de costas para Felipe\, indo em direção a escada\, mas sua satisfação durou pouco tempo.
Antes que ela pudesse dar mais um passo, Felipe a puxou pelo braço, fazendo com que Marina ficasse de frente para ele, muito próxima. Ela podia sentir o cheiro do perfume dele e aquela essência deixou Marina confusa.
- Tudo que se passa dentro da minha casa é da minha conta. - Felipe respondeu com um tom ameaçador\, encarando Marina nos olhos. - Jamila é minha funcionária e você não passa de uma hospede aqui. - Sua voz baixa e rouca causou um estremecimento em Marina\, enquanto ela tentava se soltar.
- Solte meu braço agora. - Ela falou por entre os dentes furiosa. Percebendo o quanto ela ficou nervosa\, Felipe soltou o braço de Marina e ela continuou a falar. - Existem roupas no meu quarto que não me pertencem. Roupas\, bolsas\, sapatos e vestidos. Eu acho que alguém cometeu um engano colocando lá. - Mesmo contrariada\, Marina respondeu o que Felipe queria saber.
- Ahn! Era somente isso? - Fazendo pouco caso da situação\, ele continuou antes de Marina responder. - Victor mandou uma personal shopper comprar todas essas coisas para você.
- Mas eu não preciso de nada disso. Eu já tenho minhas roupas e não quero dar mais despesas a tio Victor. - Marina protestou com sinceridade e Felipe achou aquilo curioso. Qualquer mulher adoraria ganhar um guarda-roupa completo de grife\, mas aquela atitude de Victor tinha deixado Marina incomodada.
- Eu\, se fosse você\, aproveitaria essa generosidade. Ângela\, a personal shopper\, deverá vir aqui para ensinar como você deve ser vestir. - Ele olhou para Marina dos pés a cabeça. Apesar de ela ser linda\, aquelas roupas simples não faziam jus a ela. - Eu posso garantir que as roupas escolhidas por ela são muito melhores que esses trapos que você usa.
- O que? Como você ousa chamar minhas roupas de trapos?! - O rosto de Marina ficou corado por conta da encarada que Felipe tinha dado em seu corpo e pela raiva por ele ter ofendido a forma como ela se vestia.
- Não seja hipócrita\, Marina. Agarre essa chance. Você é bonita e se vestindo melhor\, você pode até arrumar um bom partido na universidade e ir embora da minha casa mais cedo. - Felipe sorriu\, vendo Marina perder completamente a paciência.
- Fique você sabendo que eu tenho um namorado e que não preciso de nenhum bom partido! - Marina tentou continuar a falar\, mas foi interrompido por Felipe.
- Então você tem namorado? E ele deixou você ir embora para morar em um país desconhecido\, com um homem estranho? - Ele riu. - Acho que ele deve ser completamente apaixonado por você. - Felipe falou zombando de Marina.
- Paulo não estava presente quando tudo isso aconteceu. - Justificou Marina. - Tio Victor não é um estranho! Meus pais confiavam nele e por conta disso\, eu quis respeitar o último desejo deles. - Ela respirava fundo tentando se controlar. Marina nunca tinha brigado ou discutido com ninguém daquele jeito.
- Por outro lado é muito melhor para você viver com o tio bilionário em uma cidade grande e ir para universidade. - Felipe quis insinuar que Marina era interesseira e ela entendeu o recado.
- Fique você sabendo que eu vou trabalhar para reembolsar todas as minhas despesas a tio Victor! - Exclamou Marina ofendida. - Amanhã mesmo\, eu vou falar com ele para ir embora daqui! Não quero ficar onde não sou bem-vinda.
- Calma\, você leva tudo ao extremo. Eu não estou expulsando você e a casa é bastante. Também não seria de bom tom incomodar Victor com isso\, quando ele acha que já deixou você muito bem instalada. Seria até falta de educação da sua parte.
Marina não deu mais nenhuma reposta para Felipe e saiu correndo em direção ao seu quarto. Chegando lá, ela trancou a porta e se jogou na cama chorando. Tudo tinha sido tão agradável na presença de tio Victor. Ela estava tão feliz pela universidade, por ter conseguido falar com Paulo, mas do nada Felipe apareceu com o poder de estragar tudo, provocando e ofendendo ela sem motivo algum.
Em seu quarto, Felipe se deitou pensativo. Não sabia de onde surgiu aquela vontade de mexer com Marina. Devia ser porque seus olhos brilhavam de forma mais intensa quando ela ficava com raiva e ela ficava mais linda ainda. Afastando da mente a imagem de Marina, Felipe se levantou da cama para tomar um banho e em seguida foi dormir.
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Atualizado até capítulo 81
Comments
Silvaneide Ágatha
AFF ele morde e assopra
2024-12-05
0
Cida Oliveira Alves
Que nojento
2025-01-10
0
Silvaneide Ágatha
🤬🤬🤬🤬
2024-12-05
0