- Quem é aquela jovem\, Felipe. - Indagou Renata assim que ficou sozinha come ele. - Muito arrogante para ser uma empregada.
- Ela não é uma empregada. - Felipe respondeu puxando Renata para seus braços para beijá-la. A morena era mais um dos casos temporários dele\, que gostava de ter lindas mulheres sempre a disposição\, mas que nunca eram levadas a sério.
- E porque Jamila levou ela para cozinha? Pelo que entendi\, ela vai dormir na ala dos empregados. - Renata era uma observadora nata. Ela não ia com frequência para casa de Felipe\, mas já tinha percebido o sistema de funcionamento do local.
- Ela é uma convidada de Victor e vai ficar um tempo hospedada aqui\, mas não quero ela no primeiro andar. Quero preservar minha intimidade. - Felipe respondeu voltando a beijar Renata. - Os quartos dos empregados são confortáveis.
Seduzida pelos beijos de Felipe e pelas mãos dele experientes pelo seu corpo, Renata não perguntou mais nada sobre aquele assunto e ambos foram para cama. Ela conhecia muito bem o estilo de Felipe e não queria perder tempo com coisas sem importância.
No outro dia, Felipe acordou logo cedo para ir para empresa e já despachou Renata com seu motorista. Victor estava chegando e o encontro dele com uma de suas amantes era completamente desnecessário.
- Bom dia Jamila. - Cumprimentou educadamente Felipe\, assim que se sentou a mesa para tomar seu café da manhã.
- Bom dia\, senhor Felipe.
- Deu tudo certo ontem a noite? - Felipe perguntou se referindo a acomodação de Marina. Ele queria saber se ela tinha criado algum caso ao ter observado que estava na ala dos empregados.
- Sim sim. Eu levei para Marina até o quarto e rapidamente ela se organizou. Aparentemente\, ela é muito tranquila.
- Ela não questionou nada?
- Não senhor.
A governanta se retirou da sala em seguida, deixando Felipe sozinho. Ontem a noite, ele não pode observar muito bem Marina. Ela usava um casaco azul marinho, pesado, e um gorro na cabeça. A pele do rosto dela era branca, as bochechas estavam coradas por conta do frio da noite e os olhos azuis o encaravam com certa suspeita. Inicialmente, ele viu medo e apreensão, mas depois que ele reclamou do horário da chegada dela, a jovem ergueu o queixo de maneira atrevida e desafiadora, respondendo ele de forma corajosa. Felipe riu ao relembrar a cena.
- Queria saber o motivo desse sorriso no seu rosto\, Felipe. - Indagou Victor que tinha acabado de chegar.
- Eu tive uma companhia agradável na minha cama\, durante a noite. - Respondeu Felipe mudando completamente a expressão. - Sua convidada chegou ontem. Num horário extremamente inconveniente.
- Eu já estou sabendo disso. Ao contrário de você\, sua governanta me mandou uma mensagem logo cedo me informando sobre tudo que aconteceu.
- Ótimo. Assim eu posso terminar meu café da manhã em paz e ir direto para empresa. - Felipe sorriu satisfeito.
- Onde está Marina? - Victor observou ao redor.
- Possivelmente\, ela deve estar dormindo. - Felipe falou com desinteresse.
- Ela gostou do quarto dela? Em qual quarto ela está dormindo?
- Por que você quer saber? Eu acho inapropriado\, você ir ao quarto dela. Mesmo essa jovem tendo aceitado vir morar aqui para viver as suas custas. - Zombou Felipe.
- Não fale dessa maneira! Eu sempre fui amigo dos pais dela. Marina poderia ser minha filha. - Victor ficou irritado com aquela insinuação de Felipe.
- Eu tenho que ir trabalhar agora\, mas não se preocupe. Sua convidada está bem instalada e assim que ela acordar\, ela virá encontrar com você. - Felipe se levantou da mesa e foi para garagem da casa para pegar seu carro. O motorista tinha ido levar Renata em casa\, dessa forma\, ele teria que ir dirigindo para empresa.
Victor resolveu que ia esperar Marina na piscina. O dia estava muito bonito e a temperatura um pouco mais quente. Avisando isso a Jamila, ele seguiu lá para fora com um jornal na mão para ler as notícias. Marina acordou bem mais tarde do que o de costume. De fato, a viagem foi bastante cansativa e ela tinha dormido muito pouco no avião.
Assim que ela tomou banho e vestiu uma roupa, ela saiu do quarto observando toda movimentação ali fora. Várias empregas com fardas andavam de um lado para o outro bastante ocupadas. Algumas passavam com roupas de camas limpas, outras com vassoura, rodo e balde de limpeza, Marina não viu Jamila entre aquelas mulheres desconhecidas e decidiu seguir para cozinha para procurar a governanta.
- O senhor Felipe não virá almoçar em casa hoje\, mas o senhor Victor está na piscina e irá almoçar conosco. - Jamila conversa com a cozinheira\, dando instruções para o almoço\, quando Marina entrou na cozinha.
- Bom dia Jamila. - Cumprimentou Marina assim que ela acabou de falar com a cozinheira.
- Olá Marina\, bom dia. Você dormiu bem? - Respondeu Jamila simpática.
- Sim. Bastante. Eu estava precisando mesmo de um descanso.
- O que você quer comer no café da manhã? O senhor Victor está na piscina esperando por você\, mas primeiro você deve se alimentar.
- Está quase na hora do almoço\, Jamila. Eu não quero atrapalhar o serviço de vocês. Posso comer uma fruta\, por mim está ótimo.
- De jeito nenhum\, Marina. Eu posso preparar um café da manhã reforçado para você. - Ofereceu Jamila. - Vamos fazer o seguinte. Eu vou levar você até a piscina para que encontre o senhor Victor e em seguida\, eu levo seu café da manhã lá. Tem alguma coisa que você não come?
- Não. Eu como de tudo\, mas não quero atrapalhar. - Marina respondeu ao mesmo tempo que Jamila já a levava para piscina. - Eu posso comer qualquer coisa.
A piscina da casa era enorme e possuía mesas com ombrelone e espreguiçadeiras. O jardim que cercava aquele espaço era lindo e cheio de árvores. Era tão grande que mal se via o muro de segurança da casa. Victor estava sentado em uma das mesas, lendo tranquilamente seu jornal, quando Marina se aproximou com Jamila. Observando-a dos pês a cabeça, Victor não podia deixar de perceber a semelhança da jovem com sua mãe.
- Meu Deus menina. Você é a cópia da sua mãe. - Victor falou sorrindo se levantando da cadeira para cumprimentar Marina.
- Bom dia\, senhor Victor. Aliás\, já é quase boa tarde. - Marina ficou feliz com a recepção calorosa de Victor. Totalmente diferente da reação do filho dele na noite anterior.
- Senhor não. Eu já disse que você deve me chamar de Tio. - Corrigiu Victor relembrando Marina de uma das conversas que tinha tido com ela por celular antes dela chegar.
- Tudo bem\, tio Victor. - Marina falou um pouco sem graça. Não queria ser enxerida ou forçar intimidade com ninguém.
- Eu vou voltar para cozinha e já já trago seu café da manhã\, Marina. O senhor que alguma coisa\, senhor Victor? - Perguntou Jamila.
- Não\, pode ir Jamila. Tenho muitas coisas para conversar com essa linda mocinha. - Victor respondeu dispensando Jamila.
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Atualizado até capítulo 81
Comments
Silvaneide Ágatha
❤️❤️❤️❤️
2024-12-05
0
Silvaneide Ágatha
🤩🤩😍
2024-12-05
0
Silvaneide Ágatha
🤬🤬🤬🤬
2024-12-05
0