Capítulo 05

No outro dia, logo cedo, Sidney ligou para Pedro pedindo ajuda. O motorista que deveria levar Paulo ao aeroporto ainda não tinha chegado e ele já estava atrasado.

- Ele deve ter se atrasado por conta da chuva, Sidney. Está muito forte. - Respondeu o pai de Marina assim que Sidney começou a se queixar do motorista.

- Paulo vai perder o voo desse jeito. Eu estou preocupado com isso. - Sidney falou aflito.

- Eu posso levar Eele. - Pedro se ofereceu. - Eu e Luiza já estávamos indo para cidade grande, mas íamos sair mais tarde. Eu vou falar com ela para adiantarmos nossa saída e dessa forma, Paulo não perderá o voo.

- Pedro, eu não sei nem como agradecer a você. Eu não dirijo na estrada e por conta disso sempre dependemos do motorista.

- Não precisa agradecer. Agora, eu tenho que desligar para agilizar tudo com Luiza. Diga a Paulo que no máximo em 30 minutos, eu chego aí.

Pedro chamou Luiza e explicou tudo que estava se passando e rapidamente, ela trocou de roupa para acompanhar o marido. Marina, que tinha visto toda aquela movimentação, se ofereceu para ir também.

- Não, Marina. Eu não sei a quantidade de mala que Paulo está levando e prefiro não sair daqui com carro cheio de gente. - Explicou Pedro. - Você pode ficar aqui e a noite, nós já estaremos de volta.

- Tudo bem, papai. - Marina aceitou obediente.

- Filha tem comida na geladeira, mas se quiser pedir alguma coisa diferente, eu deixei dinheiro dentro do jarro da mesa da cozinha. - Luiza avisou apressada a Marina, pois sabia que tinha que sair logo. Paulo já estava atrasado.

- Não se preocupe com isso, mamãe. Vão logo. Eu amo vocês. - Marina falou se despedindo dos pais.

- Eu também amo você demais, minha princesa. - Luiza respondeu e em seguida saiu apressada.

- Te amo, filha. Se cuida. - Pedro falou entrando no carro.

Indo para seu quarto, Marina resolveu mandar uma mensagem de boa viagem para Paulo. Assim que enviou a mensagem, ela recebeu um alerta de texto não enviado. Era como se o celular de Paulo estivesse desligado. Ela achou aquilo estranho, mas não deu muita importância. Já tinha se despedido dele no dia anterior e quanto ele quisesse falar com Marina, ele podia ligar para o celular dela.

Na verdade, Marina nem desconfiava que Cynthia tinha trocado o aparelho celular do seu filho por um novo. O chip também era novo e dessa forma, Cynthia tentava ao máximo afastar Marina e Paulo. Ela sabia que eles poderiam entrar em contato um com o outro através das redes sociais, mas levaria um pouco de tempo até que pensassem nisso por conta da falta de contato pelo celular. Dessa maneira, a própria Marina ou Paulo poderiam se afastar ou perder o interesse um pelo outro.

Choveu forte durante todo o dia e Marina aguardava a volta dos seus pais, mas sem notícias de ambos. Já era por volta das nove horas da noite, quando ela resolveu ir tomar um banho, começando a ficar preocupada com a falta de notícias.

A meia noite, Marina, que cochilava no sofá da sala, foi acordada por batidas fortes na porta de entrada da sua casa. Assustada, ela se levantou para verificar quem era.

- Marina abra a porta. Sou eu, Sidney. - A voz conhecida falou do outro lado da porta e imediatamente Marina abriu.

- Boa noite senhor Sidney. - Marina falou com uma expressão confusa. Não fazia ideia do porquê do senhor Sidney estava na sua casa tão tarde. - Meus pais ainda não voltaram da cidade. - Ela se apressou em falar, caso ele estivesse precisando falar com seu pai.

- Marina, eu posso entrar? - Indagou Sidney com uma feição triste e abatida.

- Claro, senhor Sidney. Peço desculpas por não ter convidado antes. - Marina ficou sem graça. - O senhor que um café ou uma água? - Ela ofereceu gentil.

- Não, Marina. Eu queria que você se sentasse no sofá. Eu quero conversar com você. - Cada vez mais, a situação ficava confusa para Marina, mas ela obedeceu ao senhor Sidney e se sentou no sofá de frente para ele, que se sentou na poltrona. - Aconteceu um acidente na estrada, Marina. - Ele parou para respirar profundamente. Era difícil dar aquela notícia.

- Está chovendo muito. Normalmente tem acidentes. - Marina começou a falar nervosa, como se não quisesse ouvir o restante do que sr. Sidney tinha para dizer. Ela já pressentia algo ruim.

- Me escute. - Sr. Sidney interrompeu Marina, colando a mão dele sobre a dela, que estava apoiada no braço do sofá. - Seu pais ...

- Eles devem estar chegando me breve. - Marina não queria ouvir aquela notícia. Seus olhos já estavam cheios de lágrimas.

- Seus pais não sobreviveram ao acidente, Marina. - Sidney concluiu a notícia arrasado. Sabia que a jovem não tinha família na cidade, somente seus pais e agora ela se tornou uma órfã.

- Não. O senhor deve estar enganado. Papai é muito prudente e dirigi muito bem. Isso deve ser um engando. - Ela falou com lágrimas escorrendo pelo rosto, balançando a cabeça de forma negativa.

- O acidente aconteceu por volta das quatro horas da tarde, Marina. Assim que eu fui comunicado, eu fui pessoalmente ao local e reconheci seu pai e sua mãe. - Explicou Sidney com tristeza. - Eu não viria aqui sem ter certeza.

- Não... não... não... por favor Deus. - Marina chorava copiosamente. - Isso não pode ter acontecido. Não com meus pais. Por favor. - Ela levou as duas mãos ao rosto, desesperada.

- Eu queria que você pegasse algumas roupas e fosse para a fazenda comigo. Cynthia está esperando por você lá. Eu não quero que você fique sozinha aqui. - Sr. Sidney era um homem bom e tinha ficado amigo de Pedro depois de todos esses anos trabalhando juntos.

- Eu não quero ir. Quero ficar aqui e esperar pelos meus pais. Eu sei que eles não iam me deixar sozinha, eles vão voltar. - O estado de Marina era lamentável e sr. Sidney a abraçou para confortá-la.

- Marina, eu não posso deixar você sozinha aqui. Vamos para fazenda comigo e amanhã, com você mais calma, nós iremos resolver tudo.

Depois de um tempo, Marina acabou aceitando ir para fazenda dos Toledo. Na verdade, ela já tinha chorado tanto, que naquele momento estava anestesiada. Ela iria para qualquer lugar. Ficaria em qualquer canto, não tinha mais importância. As únicas pessoas que se preocupavam com ela haviam partido e agora, ela estava completamente sozinha e sem saber o que fazer.

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Silvaneide Ágatha

Silvaneide Ágatha

tadinha 😔

2024-12-05

0

Silvaneide Ágatha

Silvaneide Ágatha

😭😭😭😭😭

2024-12-05

0

Silvaneide Ágatha

Silvaneide Ágatha

nogenta 🤮🤮🤮

2024-12-05

0

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