Celina chegou finalmente na casa de Fernando, como estava tarde e ela queria evitar ele, seria mais fácil apenas pegar as coisas e sair. O que ela não esperava era que os seguranças dele estariam esperando por ela. Assim que passou pelo portão foi capturada.
— Me larguem seus idiotas, para onde acham que estão me levando. Me soltem. — Celina gritava com todo ódio dessa vida.
— O chefe pediu para esperar você voltar. Assim que voltasse fosse conduzida até o quarto dele. — O segurança respondeu.
— Espero que ele dê uma boa surra em você. Merece depois do que fez com Denilson. Ele teve que ir para hospital. Isso que dá ter piedade de gente assim. Ele deveria te tratar como lixo, como faz com todas as mulheres — Outro segurança disse empurrando Celina que estava com suas mãos presas já.
Celina percebeu que protestar contra aqueles dois não daria em nada. No máximo, conseguiria ainda mais problemas. Eles não pareciam felizes com o fato de um colega deles ter sido machucado sem qualquer motivo quando estava apenas cumprindo ordens de cima. Quando Celina se deu conta, já estava entrando no quarto de Fernando. Que era bem mais confortável do que ela imaginou que seria.
— Deixem ela aí. Estão liberados. — Fernando disse olhando para Celina que se contorcia com as mãos presas.
Fernando se aproximou e rompeu com as mãos o lacre que prendia ela. Já sabia da história do hospital e tudo que havia acontecido. Assim como Bianca pediu, eles seguiram ela. Foi assim que o carro que Celinha foi para o hospital acabou voltando para a casa. A pedido de Fernando que queria ir no local descobrir o que realmente tinha acontecido. Bianca também não deixaria seu pai em paz enquanto não soubesse da verdade.
— Senhor Fernando, me desculpa por toda bagunça que eu fiz. O meu filho precisou de mim. Ele passou mal e teve que ser internado. Nesse momento eu preciso pegar algumas coisas no meu quarto e voltar para lá. — Celina explicou receosa com a reação que ele teria.
— Precisa mesmo partir para violência? Dentro da minha casa? Bianca, minha filha, assistiu toda cena. Nunca deixe que nada disso se aproximando dela. Ela é uma criança. Não deveria ter que lidar com esse tipo de situação. Pensei que tivesse a mínima noção sobre isso. Não bastou apenas chutar a porta, mas foi além, machucando pessoas. O quer que minha filha aprenda com essas atitudes? — Fernando disse bravo.
— Sabe de uma coisa? EU NÃO ME IMPORTO COM ESSA MERDA TODA. O meu filho está na UTI. Ele está desacordado, respirando por balão de oxigênio. FRÁGIL! Ele não tem nem ao menos um ano de vida. Acha mesmo que aquele segurança ia me segurar de está com meu filho nesse momento? Ou que vou me sentir culpada por sua filha ter visto uma mãe querendo está com seu filho que estava em risco? Nesse caso, os fins vão justificar os meios. Só basta explicar a sua filha. Conte a ela que a vida não é um conto de fadas e algumas pessoas precisam realmente lutar para sobreviver. — Celina não se permitia sentir um centímetro de culpa, ela sabia muito bem como a razão é valida.
— Não é assim que vai funcionar. Você não pode fazer o que quiser e achar certo. Não debaixo do meu teto. Aqui nesse teto você não vai fazer nada disso. — Fernando disse sério para Celina que fez careta.
— Não tenho tempo, paciência e muito menos vontade para ser ameaçada. Ainda mais quando não estou fazendo absolutamente nada de errado. Você mais do que ninguém sabe o que estou falando, faria igual por Bianca ou até pior. Iria te o inferno por ela. Então guarde todo julgamento e hipócrisia para você mesmo. Agora eu tenho que ir. Meu filho me espera. — Celina rosnou abrindo com raiva, mas sua mão foi puxada.
— Não terminamos de conversar. Já disse que você não vai fazer o que quer aqui. Trabalha para mim, tem que seguir as minhas ordens sem reclamar. — Fernando estava sendo possuído pelo ódio. Celina claramente não se importava com quem ele era ou o que podia fazer contra ela. E isso deixava ele irritado de alguma forma.
— Enfia esse emprego no c*. Eu me demito. Agora larga meu braço. Eu preciso voltar para onde meu filho está. Então me larga logo — Celina gritou sem paciência. Tinha demorado mais do que esperava. Não queria ficar tanto tempo longe do seu filho naquele estado.
— Você não leu o contrato, certo? Faz nem ideia do que assinou. Bom, se a senhora deixar o emprego, não conseguir pagar a conta no mesmo dia que sair, seu filho foi colocado como seguro. Usado com penhora ou hipoteca. Caso não seja pago assim que deixar o emprego o valor do empréstimo, seu filho será meu para fazer o que quiser. Agora me diga, o que você vai fazer? — Fernando sorria debochado por saber que Celina não teria escolha.
— O que você quer que eu faça? Vai me impedir mesmo de ficar com meu filho nesse momento que ele mais precisa de mim? — Celina perguntou com lágrimas nos olhos, tudo estava ficando cada vez mais caótico.
— Eu não me importo nem com você, muito menos com seu filho. Minha prioridade é minha filha e como ela se sente. Você terá que explicar tudo, motivo do seu surto e seu tempo longe. Não quero que ela se sinta abandonada em momento nenhum. Se minha filha derramar uma lágrima que seja de tristeza por se sentir rejeitada, eu prometo, em nome dela, mato você e aquela criança. Agora pode ir. Ela agora está dormindo. Amanhã resolva tudo com ela. — Fernando abriu a porta empurrando Celina para o lado de fora.
Celina nem sabia como descrever o que tinha acabado de acontecer. Estava desnorteada. Ela só podia focar no seu filho naquele momento. Deixaria para ela do futuro resolver o que faria para que Bianca compreendesse e evitar sua morte eminente.
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Atualizado até capítulo 146
Comments
Erlete Rodrigues
assinou o contrato sem ler
2024-10-07
0
Dirléia
Poxa, pensei q ele se renderia mais rápido. Mas ainda tá um grosso e bruto com ela.
2024-08-25
0
Rita Silva
Minha nossa!!! Celina está mesmo encrencada. Não leu o contrato, essa ordinário, sem coração, ainda tem coragem de ameaçar de morte um pequeno bebê!!! Ranço deste homem!!! Não quero eles juntos. Celina poderia chutar o meio de suas pernas tbm. Quebrar seu brinquedinho!!! /Chuckle//Chuckle//Chuckle/
2023-12-03
11