— Papai? — Celina repetiu totalmente surpresa com o que estava vendo.
Enquanto o agiota colocava a menina no colo, Celina olhava a cena paralisada. Enquanto isso, a menina sussurrava para seu pai algo. Celina foi despertada do choque quando viu vários homens se reunindo ao redor dela.
— Levem ela para mansão. — o agiota disse, antes de se virar e ir embora.
Celina não teve muita escolha, foi levada a força para um carro, mesmo se debatendo e lutando. Não conseguiu se soltar dos homens de terno. Em pouco tempo, estava entrando em uma casa enorme. Resistiu para sair do carro. Só imaginava ser morta naquele lugar. Quem cuidaria de Benjamin? Acabou sendo levada para uma sala grande, com sofá. Ficou sentada pensando como sairia dessa.
— Mamãe! — a menina entrou na sala já trocada de roupa correndo.
— Minha pequena, você está me confundindo. Eu não sou sua mãe. — Celina respondeu acariciando o cabelo da criança.
— Bianca! — o agiota, Fernando gritou, Bianca ignorou o chamado e deu os braços para Celina, que não sabia o que fazer, então apenas segurou a criança.
— Papai, Bianca não gosta quando você grita com ela. — Bianca falou olhando sério para seu pai. Celina ficou ainda mais confusa.
— Me desculpe, filha. Eu errei. Poderia vir para o colo do seu pai? Assim podemos conversar com a senhorita direito. — Fernando disse com um sorriso no rosto.
— Não! Quero ficar com a mamãe — Bianca gritou. Celina olhou para o pai da criança confusa
— Você sabe que ela não é a sua mãe, Bianca. Venha para cá. — Fernando estava começando a ficar bravo.
— Eu sei, mas ela pode se tornar. Eu gosto dela. — Bianca disse fazendo seu pai colocar a mão na cabeça.
— Certo, certo. Se é assim então poderia brincar lá fora enquanto converso com sua mãe? — Fernando desistiu e apenas decidiu entrar no jogo da filha.
— Eu vou, mas se eu souber que você fez a mamãe ficar triste, vai se ver comigo. — Bianca alertou o pai antes de beijar o rosto de Celina, descendo do seu colo e saindo da sala como o pai pediu.
— Me desculpe sobre a Bianca. Não sei o que aconteceu com ela. Normalmente ela não interage com ninguém. Ignora todos ao seu redor e a única pessoa que ela deixa tocar nela sou eu. Me surpreendeu muito ela agir com você dessa forma. — Fernando disse olhando para Celina.
— Tudo bem. Fico feliz de saber que encontraramos você. Ela estava chorando muito quando encontrei ela. Se era apenas isso. Preciso ir. — Celina se levantou para sair. Tinha que sair dali o mais rápido possível.
— Se sente. Eu não esqueci quem você é. Eu e você sabemos da dívida milionária que tem comigo. Acho que podemos negociar já que estamos aqui. — Fernando falou olhando bem para Celina que se tremia de medo.
— Vai me matar? Não faz isso. Eu tenho um recém-nascido em casa que precisa de mim. — Celina disse preocupado.
— Não estou pensando em matar você ainda. Vamos negociar. Eu preciso de uma babá, todas as outra desistiram por Bianca apenas ignorar e fingir que elas não existiam. Faremos um contrato, você vem trabalhar aqui em casa, cuidar da Bianca por três anos. Irei diminuir o valor da sua despesa, você pagando 50% do seu salário por mês, terminará com três anos a dívida, assim que terminar o contrato. Porém, você vai passar 24h nessa casa, fazendo tudo que Bianca precisar — Fernando explicou.
— Eu não posso. Eu realmente preciso de dinheiro, mas como disse, tenho um recém-nascido — Celina achou a proposta tentadora, contudo, o que ela faria com o filho?
— Você não entendeu, não é uma escolha. Você decide entre aceitar ou ser morta por não pagar a dívida que tem comigo . Aliás, pode trazer a criança, desde que não atrapalhe o que Bianca precisar — Fernando respondeu bem despreocupado
Celina olhou para ele, pensou nas contas, no dinheiro que tem no banco que apenas pode ser usado para medicações de Benjamin. Fazer isso teria uma casa, dinheiro, acabaria com a dívida e seria um lugar seguro para seu filho ficar. Com o tempo ela podia colocar ele na escola. No horário contrário de Bianca. Assim a atenção dela não ficaria dividida. Apenas alguns meses, ela teria uma maior dificuldade.
— Eu concordo. Bem que você não me deixou uma escolha real. — Celina se sentia com uma oportunidade de fazer algo para seu filho, mas também o agiota não havia deixado muitas brecha para uma escolha diferente. Era trabalhar ou morte. Quem em sã consciência faria uma escolha diferente.
— Irei chamar meu advogado. Aliás, eu me chamo Fernando Ferrer. Você deve vir morar aqui hoje mesmo. Vou pedir a um dos funcionários que mostrem o quarto e você pode dizer a eles o que precisa ter nele. — Fernando respondeu se levantando.
Celina estava enviando mensagem para sua amiga, explicando a ela tudo que havia acontecido. Já estava na hora de ficar com o Benjamin. A amiga concordou em ficar algumas horas a mais até tudo se resolver e ficar com ele até o fim das férias, como já haviam combinado. Assim, Celina estaria um pouco menos pressionada com tantas crianças para dar atenção. Enquanto ela pensava, o advogado chegou. Fernando conversava com ele, dizendo o que era necessário e ele escrevia. Quando terminou, Celina nem quis ler o contrato, nada poderia ser diferente de qualquer forma. Ela estava vendendo a sua alma para o diabos. Era como se sentia.
— Pronto. Denilson, leve ela para um dos quarto vazios mais distante. Não quero ficar ouvindo choro de bebê de madrugada. Faça uma lista do que ela vai precisar em seu quarto até o que a criança necessita e não deixei que nada falte. Estou saindo. — Fernando ordenou antes de sair da sala.
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Atualizado até capítulo 146
Comments
Silvaniatorresmartinssampaio Torres
história ótima de ler
2024-05-31
2
Joselia Freitas
Estou adorando está história parabéns Autora 👏👏👏💋❤️💕🌺🌹🌹🌺🌺
2023-12-20
11
Rita Silva
Tô com medonho!!! Celina não leu o contrato!!!!/Shy//Shy//Shy/
2023-12-03
8