Celina esperava que tudo terminasse com um belo "Felizes para sempre", era o que ela desejava para sua vida, mas tudo deu totalmente errado, ela não sabia o quanto que daria errado aquela história toda.
O casal, assim como combinado, participou de todas as consultas e bancou todo custo de Celina nos últimos meses. Até o dia que foi descoberto em uma das consultas periódicas que o bebê teria uma doença, ainda na barriga da mãe, o bebê foi diagnosticado com uma cardiopatia. Na sala do médico, nada foi dito, apenas um grande silêncio se fazia na sala, enquanto o médico explicava todas as complicações e como deveria agir daqui em diante com o diagnóstico. Já dentro do carro, a voz do casal começou a sair.
— Quer fazer quando o aborto? — Kleber perguntou olhando para Celina
— Aborto? O bebê tem seis meses já. Não posso abortar agora. Vocês enlouqueceram? Vocês disseram que cuidariam da criança. — Celina ficou nervosa ao perceber a mudança de atitude do casal após a consulta.
— Não vamos querer uma criança com defeito, ela só vai nos trazer problemas. Você aborta e tentamos novamente. Deve vir um sem qualquer erro, só tivemos azar. — Vanessa explicava, como se o bebê fosse figurinha, que se compra várias até tirar aquela que você realmente precisa.
— Isso não faz nenhum sentido. Eu não irei abortar. Foi uma escolha de vocês. Não podemos fazer isso com essa criança. Ele já tem seis meses — Celina não conseguia pensar como poderia acontecer isso.
— Podemos pagar o aborto, caso queira se livrar disso. Se por ventura, queira tomar outra decisão, você fica por você. Além disso, também será demitida. Nos ligue caso queira o aborto, do contrário, esqueça da nossa existência — Kleber deixou claro parando na frente da casa de Celina. Que desceu sem falar nenhuma palavra.
Três meses depois daquele dia, deitada naquela cama de hospital, segurando o bebê, Celina pensava o que faria da sua vida agora. O casal havia desistido do bebê. Não queriam um filho com defeitos. Isso ecoou por dias na mente de Celina. Como alguém poderia dizer que seu próprio filho era defeituoso? Que tipo de seres humanos tratam o outro dessa forma?
— E agora, Benjamin, o que faremos da nossa vida? — Celina perguntava para criança que dormia no seu colo.
O médico havia dito que Benjamin precisaria de tratamento por toda sua vida e talvez algumas cirurgias. Celina pensou algumas vezes em deixar a criança no orfanato ou até na frente da casa de alguém muito rico. Desistiu quando pensou como sua saúde era delicada. Aquele pequeno bebê em seus braços não sobreviveria sem cuidados certos
Um outra problema assombrava Celina, além de ter que cuidar de um pequeno tão delicado, sem apoio da família. O detalhe de está desempregada, sem qualquer dinheiro na poupança e ainda devendo ao agiota, que garantiu que mataria ela sem o pagamento. Nos últimos nove meses, foi custeada com o dinheiro da família que contratou como barriga de aluguel. Agora sem o auxílio financeiro e sem o pagamento pelo bebê. Ela estava no vermelho.
Três dias depois do parto, Celina e Benjamin receberam alta. Estavam voltando para casa. Uma parte dela estava feliz de volta, outra, estava pensando como pagaria as medicações que o médico passou e como iria comer esses dias. Ao chegar em casa, olhou ao redor, aquele lugar era enorme. Havia sido deixado de herança pelo seu pai. Celina sentou na cama, olhando para o bebê em seus braços e sorriu.
— Vai ser uma grande batalha, mas vamos conseguir vencer. O começo sempre é difícil. Só não sei o que faremos sobre o seu berço, roupa, fraldas. Não tenho nada disso. O que acha de vender a casa do seu avô? Podemos ficar em um quartinho. Você não se importa, certo? — Celina iria vender aquela última lembrança do seu pai. O importante era cuidar do Benjamin.
Logo passou em uma Imobiliária para colocou a casa a venda. Um funcionário fez uma pequena avaliação da casa. O preço não era o que Celina imaginava. Mesmo assim, era a única coisa que tinha por enquanto.
A casa demorou alguns dias para ser vendida, Celina se agarrou ao cartão de crédito para conseguir comprar o básico para sobreviver. Desistiu das fraldas descartáveis e comprou algumas de pano. Conseguiu algumas roupas de bebê mais baratas em um bazar e passou a dormir com seu bebê. Precisava economizar, boa parte do limite do seu cartão foi gasto com medicação.
Pouco mais de um mês, a casa foi finalmente vendida, Celina passou a morar em um pequeno quarto, na casa de uma amiga, pelo menos até se organizar. Como não cabia tudo no lugar, ela vendeu a maioria dos móveis. O que foi ótimo. Cada dia ela se assustava mais e mais com o valor do tratamento do Benjamin. Percebendo que não tinha como manter muito tempo o tratamento com o dinheiro que tinha. Então ela decidiu, encontrou uma nova forma de ganhar dinheiro. Iria comprar alguns materiais e venderia brigadeiro na rua. Conversou com sua amiga para que ficasse com o bebê durante a tarde em suas férias da faculdade. Depois teria que levar a criança, era única forma, mas decidiu não pensar nisso agora.
Celina estava vendendo brigadeiros tem mais de quinze dias. Com a venda conseguia pagar um ou dois medicamentos de Ben. Ela estava já saindo, com sua caixa de brigadeiro, quando Diana chamou ela
—Amiga, desculpa, tenho uma entrevista importante. Eu estava como substituta, a, pessoa na frente deu errado. Me pediram para ir agora. Me desculpa mesmo. — Diana disse passando Ben para os braços da mãe.
— Tudo bem, amiga. Te desejo toda sorte do mundo. — Celina disse sorrindo
A amiga abraçou ela e desceu correndo as escadas, o Uber já estava esperando. Enquanto isso, Celina pegava um pano grande para prender Ben nas suas costas. Não podia segurar ele e os brigadeiros
— Então, Ben. Hoje é dia de trabalhar com a mamãe. Tenho certeza que sua beleza vai ganhar vários cliente — Celina disse apertando as bochechas do filho antes de colocar ele nas suas costas com ajuda do pano.
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Atualizado até capítulo 146
Comments
Jucelia Oliveira
colocar fotos deles autora
2025-02-20
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Rafa Queiroga
Eu sei que é ficção e tem que seguir um roteiro pra desenvolver a história,mas primeiro ela não poderia ser demitida,isso é lei, segundo ela assinou um contrato da barriga e não tinha nada lá que ela tivesse direito com relação ao dinheiro? pois a gestação se desenvolveu normalmente
2024-07-01
5
Nil
Que triste, ela foi abordado com o filho deles por uma doença, que com o tratamento é muito amor pode alcançar a cura 😪😪😪😪🥹🥹🥹
2024-06-11
0