Celina agradeceu ao Thiago, ele realmente estava sendo um anjo em sua vida. Celina se aproximou do filho, que agora dormia bem mais calmo. Ben estava usava um balão de oxigênio novamente e a sua febre já estava baixando. Celina se sentia aliviada por ter conseguido chegar a tempo. Não conseguia nem imaginar o que poderia ter acontecido se ela tivesse demorado um pouco mais.
— Como o pequeno está? — Fernando apareceu na porta surpreendendo Celina. Ela havia esquecido totalmente que Fernando havia trazido ela para o hospital, depois de praticamente forçar ela a entrar no carro.
— Eu queria dizer que ele está bem, , que vai melhorar em pouco tempo, mas eu realmente não sei. Me sinto tão perdida. Parece que nada que eu faço nada direito e minha vida é um total caos — Celina confessou
— Porque acha isso? — Fernando perguntou se aproximando, só aí percebeu que Benjamin estava no oxigênio. — O que ele tem?
— Benjamin nasceu com uma cardiopatia. Por isso, foi abandonado pelos pais que me pagaram para ser barriga de aluguel deles. Havia aceito querendo pagar a dívida que a minha mãe fez com o senhor. Deu tudo errado, como pode ver. Nada vem fácil, né? Bem. Meu pai sempre dizia isso. Eu fiquei desempregada, com um bebê doente e devendo ao mundo. Vendi minha casa para pagar as medicações dele, mas mesmo assim, não é suficiente. Ben vai precisar de uma cirurgia e acompanhamento médico. Eu me pergunto se posso fazer isso. Mesmo juntando todo dinheiro que posso, não tenho certeza se é o suficiente. — Celina desabafou. Estava com um nó na garganta, estava cada vez com mais dificuldade de lidar com a situação. As lágrimas já estavam nascendo em seus olhos.
— Parece bem difícil. Posso ajudar colocando um plano de saúde para vocês dois. Na empresa a maioria dos meus funcionários tem. Isso deve diminuir o valor gasto com médicos, procedimentos e alguns medicamentos. Boa parte dos gastos hoje, devem ser cobertas pelo plano. E eu tenho confiança que esse pequeno será tão guerreiro quanto a mãe. Vocês vão conseguir superar isso. — Fernando disse alisando o cabelo de Benjamin. Surpreendendo Celina com sua atitude.
— Obrigada. Eu não tenho palavras para agradecer o que está fazendo. Queria poder retribuir. — Celina agradeceu de coração.
— Não precisa. Só cuide bem da minha filha. Vou voltar para casa. Um segurança ficará aqui te esperando. Quando acabar vá direto para a mansão. Estimo melhoras — Fernando disse antes de sair.
Celina não conseguia compreender quem era realmente Fernando, horas parecia uma pessoa maravilhosa, na outra trancava ela ou deixava ela com alguém vigiando. Como uma prisioneira. Ele era a Fera, da Bela e a Fera? Exceto pela parte que Celina se identificava muito mais com a Rapunzel. Não adiantava quebrar a cabeça pensando nisso naquele momento. Não iria mudar nada na sua situação. Ela tinha que se forcar nas suas prioridades. E naquele pequenino que estava dormindo naquele berço.
Benjamin só foi liberado quase amanhecendo. Apenas quando estava totalmente estável foi dado alta, para não ter risco que viesse a piorar. Voltaram para mansão como Fernando havia orientado, sendo levada pelo segurança, que não saiu da porta do quarto do hospital em nenhum minuto. Assim que chegou, foi direto para o quarto, deu um banho em Ben, deu de mamar, colocou ele para dormir. Precisava descer e trabalhar.
Como Bianca estudava pela manhã, tinha que acordar cedo, preparar ela para escola, alimentar e ir deixar ela. Descobriu os horários pelo segurança. Fernando deixou com ele a função de me passar todos os horários de Bianca, do mês inteiro. Até ela, tinha uma agenda que deveria ser seguida rigorosamente.
Bianca deu algum trabalho para tomar café da manhã. Ela tinha sérios problemas para comer. Celina negociou com ela, se ela tomasse seu café, poderia levar um sanduíche para escola. Bianca concordou sem nem pensar. Comeu tudo. Celina logo subiu para pegar o Ben, não podia deixar ele sozinho. Um dos seguranças já havia colocado uma cadeirinha antiga de Bianca no carro que era designado para Bianca, para que Celina pudesse levar o bebê em segurança quando fosse necessário.
Celina desceu do carro, para deixar Bianca na porta da sala. Como era recomendado na lista de horários. Não podia deixar ela no portão. Na entrada da sala, uma professora muito bonita, alta e esguia esperava.
— Bom dia, Princesa Bianca. Sua nova babá? — A professora perguntou olhando com desdém para Celina. Que não conseguia compreender a razão disso.
— Não! Minha mãe. Pode me dar licença, a aula vai começar. — Bianca falou com um rosto sério para professora, surpreendendo Celina, que apenas via a garota fofa o dia todos, mas antes de entrar, olhou para Celina e sorriu — Até mais tarde, mamãe.
A professora olhou um pouco para Celina com nojo, depois virou o rosto e entrou na sala fechando a porta. Ela seguia sem entender absolutamente nada que tinha acabado de acontecer. Desde uma Bianca brava a professora temperamental, contudo, ela não tinha muito tempo para ficar pensamento. Tinha que voltar para o carro, Ben esperava por ela.
Celina voltou para casa, alimentou Ben, deu sua medicação, brincou um pouco, depois colocou ele para dormir. Na verdade, era ela que precisava de um cochilo antes de ir buscar a Bianca na escola. Não havia dormido nada já que estava no hospital com Ben. Ela colocou um alarme antes do horário da saída de Bianca e se deitou um pouco.
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Atualizado até capítulo 146
Comments
Andrinne Silva
Tô achando q vai perder a hora 🤭
2024-04-13
3
Joselia Freitas
Que homem frio,🤣👏💋❤️💕🌹
2023-12-20
6
Rita Silva
Misericórdia!!! Q luta essa da Celina, escrava do agiota mandão e tendo q dar conta de fuad crianças...uma com problemas de saúde o outra birrenta!!! Aff!!! 😕😕😕
2023-12-03
7