Celina acabou adormecendo sentada na poltrona enquanto esperava o Ben se recuperar. Sendo acordada por Thiago, que estava examinando o garoto, que parecia animado, sorrindo olhando para o cardiologista. Celina ao compreender o que estava acontecendo, levantou e foi para o lado do seu filho.
— Desculpa, acabei adormecendo. — Celina se desculpou, Ben era ainda novo e sua noite era bastante agitada. Celina nunca pensou que viveria com tanto sono. — Como ele está?
— O Benjamin? Ah! Ele é um garoto muito forte. Já está quase todo recuperado. Só vamos precisar modificar um pouco sua medicação, para evitar que casos assim aconteçam. Aqui está a receita e umas amostras grátis da medicação que eu tinha no meu escritório. Aconselho a procurar a farmácia que faz a distribuição medicamentos de alto custo. Perguntei as enfermeiras e elas anotaram o número e o endereço nesse papel para você. Elas não sabem exatamente tudo que é necessário, mas você indo ou ligando para lá deve descobrir. Espero que vá no hospital e possamos acompanhar bem esse rapaz. — Thiago explicou acariciando o nariz do Ben, que ria com a brincadeira.
— Muito obrigada. Eu não tenho palavras para agradecer. Você literalmente salvou a vida do meu filho — Celina confessou
— Não, a luta dele apenas está começando. Creio que serei apenas uma ferramenta, quem vai salvar a vida dele é você. Boa noite. — Thiago disse antes de sair.
Depois que o médico saiu, Celina se encostou na cama, avaliando tudo que havia acontecido. Precisava encontrar uma forma de ganhar dinheiro sem colocar o Ben em risco. Seu filho precisava de atenção, mas também de dinheiro. Ela não podia simplesmente deixar de trabalhar, porém, como poderia conciliar Ben e o trabalho? Vender brigadeiros não daria certo. Até mesmo levaram a caixa com todos seus doces.
Quando Celina lembrou da caixa de doces sendo confiscada, se assustou com a ideia que o cara poderia está esperando até agora do lado de fora. Juntando as forças que não tinha, mas pensando na segurança do seu filho, ela super assustada, foi ao lado de fora do hospital para confimar se estava ou não lá. Para seu alívio, ele não estava mais. Quando ela estava voltando, percebeu uma enfermeira próxima do Ben, mexendo com ele. Celina correu na mesma hora para perto do berço.
— Algo aconteceu? — Celina perguntou, na mesma hora pensou que poderia ser um sequestro ou que Ben estivesse piorado.
— O Doutor Thiago liberou seu filho para ir para casa. Viemos tirar suas medicações e dar alta para ele. Se quiser, pode pegar a ficha dele e adiantar o pagamento da conta, assim já pega ele aqui para ir para casa. — A enfermeira sorridente sugeriu para a mãe.
— Conta? — Celina perguntou travada. Isso não estava no seu planejamento financeiro regrado.
— Sim, ou tem plano de saúde? Como você entrou de forma tão urgente, acabamos não pegando seus dados corretamente. De qualquer forma, no mesmo guichê que pode pagar, pode passar o cartão para pagamento no crédito ou pode colocar seu plano de saúde. Enquanto isso, vou liberando o pequeno Benjamin. — A enfermeira disse sorrindo para Ben.
Sem conseguir dizer nenhuma palavra sequer, totalmente em desespero, com medo de quanto seria o valor. Celina pegou a ficha e foi direto ao guichê que havia na entrada do hospital. Nem conseguiu ouvir o que atendente dizia, pensando o que ela podia vender para pagar essa conta extra, apenas entregou a ficha que levava em sua mão.
— Senhora, pronto. Seu filho está liberado. Desejo bastante saúde. Boa noite. — A atendente concluiu chamando o próximo da fila.
— Quê? Mas não era aqui que eu deveria pagar? — Celina perguntou confusa.
— Sim, mas todo atendimento já foi pago. — A atendente respondeu um pouco confusa com a reação de Celina.
— Poderia me dizer quem fez o pagamento? — Celina perguntou.
— Na verdade, até poderia se fosse no cartão de crédito, mas na realidade foi no cash e não pediu recebo. Apenas pagaram. — A atendente responde ao acessar as informações do sistema.
— Certo. Obrigada. Boa noite — Celina não sabia se ficava feliz ou desesperada. Não fazia ideia de quem poderia ter feito isso. Claro, a conta deveria ser um valor absurdo, ela não teria muita facilidade em pagar, deveria está feliz, mas era complicado quando não se sabia de onde tinha vindo esse pagamento. Uma sensação ruim vinha sobre isso.
De qualquer forma, ela pegou o Ben e foi ao ponto de ônibus. Tinha que economizar dinheiro. O ônibus apareceu 40 minutos depois. Totalmente lotado. O motorista ao ver que ela estava carregando o bebê, abriu a porta traseira, a parte da frente estava impossível de passar. Ela subiu, respirou fundo, segurando uma mão no banco e outra o bebê. Depois de algumas paradas, alguém ofereceu o banco para ela.
Finalmente, depois do tuor do ônibus para casa, ela finalmente chega, veio todo caminho pensando em como poderia trabalhar sem sair de casa. Não conseguia pensar em nada.
— Celina, como foram as vendas hoje? Eu trouxe o jantar e sobremesa para gente. Vamos comer? — Diana gritou da cozinha. Estava esquentando a lasanha que comprou para comemorar sua entrevista.
— Vamos. Deixa eu colocar o Ben no berço, ele acabou adormecendo no ônibus — Celina respondeu quase sem forças. O dia dela tinha sido um grande caos. Estava se sentindo exaurida.
— Ônibus? Você não costuma ficar apenas aqui no bairro? — Diana perguntou acompanhando Celina até seu quarto.
— O Ben passou mal, acabei indo bater em um hospital distante. — Celina respondeu enquanto colocava Ben com carinho no berço portátil que Diana tinha dado de presente para Ben.
— Sério? Me desculpa. Foi minha culpa. Como ele está? — Diana disse se sentindo culpada e preocupada com Ben.
— Não foi sua culpa. Está tudo bem. Não foi tão ruim. E isso ajudou a encontrar um médico, que ofereceu seus serviços e me falou sobre conseguir medicações na farmácia. Tudo provém para o bem. — Celina disse acariciando a cabeça do filho.
— Ele era gato? Tem aliança? — Diana perguntou empolgada.
— Deixa de ser safada, vamos comer. — Celina disse rindo puxando a amiga.
— Ahhh! Ele era gato, né? Me conta — Diana estava curiosa sobre o médico misterioso
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Atualizado até capítulo 146
Comments
Erlete Rodrigues
tão bom ter amiga verdadeira
2024-10-05
0
Dirléia
E saber q tnts mães passam por isso. É uma tristeza sem fim.
2024-08-25
0
Nil
É muito triste 😢 😢 😢 😢
2024-06-11
2