Celina já estava desesperada, andando de um lado a outro do quarto. Não conseguia fazer contato com Diana e já estava anoitecendo, ela não chegava com o Ben. Quando já estava prestes a pedir um Uber para ir ao hospital, seu celular tocou, era o número do cardiologista de Ben que chamava. Pelo menos, da sua recepção.
*CHAMADA ON*
— Alô? — Celina atendeu nervosa.
— Senhora Celina? Mãe do Benjamin? — A atendente perguntou.
— Sim, sou eu — Celina tentava manter a calma.
— Aqui é da recepção do consultório do cardiologista Thiago Moreira. Ele pediu para avisar a senhora que o pequeno Ben precisará ficar internado, no exame que ele veio fazer foi identificado uma pequena alteração no seu coração. O doutor achou melhor deixar ele em observação alguns dias aqui no hospital. — A atendente disse, Celina sentiu suas pernas perdendo a força.
— Eu estou indo para aí. Chegarei em alguns minutos. — Celina disse pegando a sua bolsa.
— Certo, avisarei a ele. Até mais. — A atendente falou antes de desligar.
*CHAMADA OFF*
Celina desceu correndo as escadas, quase caindo. Arrependida por ter enviado seu filho com Diana, por ter sido fraca por conta de uma maldita porta, se sentia culpada de ter priorizado errado. Seu filho agora estava longe, doente e ela naquela maldita casa. Ela estava prestes a passar pela porta quando foi detida por Denilson.
— Desculpa, senhora. Não pode sair sem autorização. Terá que conversar com senhor Fernando antes de sair e conseguir a liberação — Denilson explicou afastando Celina da porta.
— Saia da frente. Eu não tenho tempo para isso. — Celina disse nervosa já, não estava com paciência para esse tipo de situação novamente e nem tinha tempo para isso.
— Senhora, você sabe que apenas estou segundo ordens. Será rápido. Fale com o chefe, ele vai entender se for algo importante. — Denilson percebeu que Celina estava alterada, tentava acalma, mas era em vão.
— Eu mandei sair da mërdä dessa porta. Eu não vou pedir novamente. — Celina gritou.
— Senhora, como já havia dito, não posso fazer isso. — Denilson respondeu calmante, não podia se deixar levar por Celina.
— O que está — Fernando gritava segurando Bianca no colo, mas foi interrompido por Celina.
— Eu mandei sair, seu idiota. — Celina disse antes de socar o nariz do Denilson — Vá você e sua autorização para o inferno.
Denilson na mesma hora colocou a mão do nariz que sangrava, mas não saia da frente da porta. Celina chutou no meio das suas pernas com toda sua força, na mesma hora ele caiu no chão gemendo segurando seu amiguinho, Celina correu para fora, entrou no carro que era preparado para Bianca e partiu para o hospital para encontrar seu filho.
Ainda chocado com a cena que tinha acabado de assistir, Fernando olhava para seu funcionário no chão gemendo depois de um chute, ficou imaginando que a porta era de menos e se preocupando se realmente sua filha estava em boas mãos. Fernando foi trazido para a realidade por Bianca.
— Papai, o que será que aconteceu com a mamãe? Ela não costuma ser assim — Bianca perguntou, Fernando teve uma crise de riso.
— Você fala isso, mas ela arrombou a porta do seu quarto com um chute. Por falar nisso, vou tirar a fechadura de lá. Não quero mais você agindo dessa forma. — Fernando sabia que a filha merecia um sermão pela atitude, mas a conversa que Celina teve com ela parecia suficiente.
— Eu sei que errei, mamãe me explicou, não vou fazer novamente, mas papai, podemos ir atrás da mamãe? Acho que tem algo de errado com ela. — Bianca pediu ao pai, que olhava pensativo sobre o pedido dela.
Enquanto dialogam sobre Celina ser violenta ou não. Ela chegava no hospital. Subiu correndo para a parte de cardiologista, Thiago conversava com Diana que chorava. Celina sentiu uma dor enorme no peito ao ver sua amiga chorando desenfreadamente.
— O que aconteceu com meu filho? — Celina perguntou com a voz embargada.
— Celina! — Diana gritou correndo para ela.
— O que aconteceu com o Ben? — Celina não podia pensar em consolar Diana que chorava desesperada com em seu ombro, queria saber sobre seu filho.
— Celina, se acalme, sente um pouco aqui e vamos conversar. — Thiago tentou acalmar aquela mãe nervosa.
— Primeiro você me responde sobre meu filho, depois decido se quero ou não me sentar. — Celina respondeu com o olhar sério.
— Bem, vejo que não tenho muita escolha. O Ben teve uma pequena parada cardíaca, mas eu estava por perto na hora e foi logo resolvido. Com essa pequena complicação ele foi levado diretamente para UTI. Precisa ser monitorado e ficar no oxigênio. Tivemos que induzir por enquanto o coma, mas vamos logo trazer ele de volta. A ideia é só tirar um pouco da carga do coração, mas senhora Celina, temos que organizar tudo para a cirurgia dele, não poderemos demorar mais. O ideal seria esperar ele está estável, mas pela velocidade que está avançando tudo, pode ser perigoso a espera para sua vida. — Thiago respondeu.
— Ele pode morrer com a cirurgia? — Celina perguntou.
— Olha, se fizermos com ele assim como está agora, creio que tem cerca de 40% de chance que ele fique bem, sem qualquer complicação, claro, talvez não seja a primeira cirugia dele, mas vai melhorar bastante a qualidade de vida. — Thiago explicou.
— Quer dizer que meu filho tem mais chances de morrer que sobreviver e essa nem é a cirurgia definitiva? Ele terá que fazer outras? — Celina estava em choque como tudo ficou dessa forma.
— Possivelmente terá que fazer outras cirurgias. Agora, o importante, será deixar ele confortável e seguro, mas esperamos' Ben estabilizar um pouco e depois começaremos a preparação para cirurgia. Por enquanto, deixaremos ele na UTI por segurança, até que possa fazer a cirurgia. Quer visitar ele? — Thiago perguntou vendo que Celina tremia — Senhorita Diana, poderia pegar um copo de água para sua amiga? Ela precisa de acalmar um pouco.
Diana que antes chorava, se deu conta que não era o momento para ela surtar, mas apoiar a amiga. Concordou com Thiago, indo pegar a água. O cardiologista sentou Celina na cadeira, ela estava pálida, sua pressão havia caído. Ela não conseguia absorver ou digerir toda a informação.
— Respire. É uma grande batalha, mas você e Ben são fortes. Não é uma opção ser forte no caso de vocês, é uma necessidade. Então, vamos beber a água, nos acalmar e nos preparar para essa batalha? — Thiago sabia que não era fácil, já havia lidado com vários casos assim.
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Atualizado até capítulo 146
Comments
Erlete Rodrigues
difícil ser forte nessa hora
2024-10-07
0
Nil
Aí que agonia, estou triste com a situação do bebê e da Celina 💔💔💔💔💔
2024-06-12
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edvalda araujo🌺🐬
eu conheço uma pessoa que seu rescenacido fes uma cirurgia no coração 💓.O bebê.
2024-05-31
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