Com seu filho totalmente seguro nas suas costas, Celina desceu as escadas com sua caixa de brigadeiro, já estava preparada para as vendas de hoje, totalmente esperançosa que fossem rápidas. Já que hoje estava com o Ben. Não apenas por ele chamar atenção, mas por precisar apressar, para que ele não tivesse que ficar muito tempo andando por ai, não faria nada bem agora ele. Celina até pensou em não ir, mas o dinheiro estava saindo muito mais do que entrando, nossa protagonista não podia se dar ao luxo. Mesmo sendo um luxo justificado.
Quando Celina estava saindo do prédio que morava, acabou esbarrando em um homem de terno, ele era enorme, quase um muro em comparação a ela, que era bem pequena. Quando ela levantou o rosto para se desculpar, um outro que também estava de terno, puxou sua caixa de brigadeiros. Celina olhou desesperada. Seria um assalto? Roubam até brigadeiro hoje? Ela se questionava olhando para sua caixa de brigadeiro roubada.
— Olá, senhora. Eu me chamo Fernando Ferrer e você tem uma grande dívida comigo, acho que se lembra bem disso. Vim receber meu pagamento — O homem disse com um sorriso assustador, que arrepiou totalmente Celina.
— Eu não tenho dinheiro para pagar ainda, preciso de tempo para juntar todo o valor, não é uma quantia baixa. A dívida não era minha, como você já deve saber, eu não sabia de nada disso até a minha mãe morreu. Preciso de um tempo para me reorganizar. — Celina estava tremendo já. Ao redor dela tinham vários homens. Ela não sabia o que fazia ela tremer, se era por sua vida ou do filho.
— Pensei que o ano que foi dado tinha sido mais que suficiente para você lidar com seus problemas. Não que eu me importe muito. De qualquer forma, vamos entrar no meu carro e conversar mais sobre isso. Vamos ver se conseguimos negociar sua dívida. O que você pode me oferecer. E tenho certeza que não será esse brigadeiros. — Fernando disse apontando para seu carro sorrindo debochado
— Não podemos conversar aqui? Eu meio que prefiro. Minha mãe me ensinou a não entrar em carro de estranhos. Sabe como é, né? — Celina disse dando um passo para trás.
— A mesma mãe que morreu de overdose e deixou uma dívida milionária para você? Sério? Que herança maravilhosa a boa mãe com conselho deixou. De qualquer forma, não foi um pedido, foi uma ordem. Caso não queria ir por livre e espontânea vontade, acabará indo pela pressão, meus amigos não costumam ser delicados, nem com mulheres e muito menos com crianças. Qual será sua escolha? — Fernando perguntou já andando para o carro. Celina não tinha escolha. Era melhor ir na paz e evitar que Ben fosse ferido em qualquer confronto desnecessário.
Sem muitas opções, Celina tira o Ben de suas costas e coloca em seus braços. Na mesma hora, notou que ele parecia um pouco mais vermelho que o normal. Entrou no carro olhando para o filho, que parecia está respirando com dificuldade e bastante suado. Celina sentou no banco, pensando nas alternativas, o que ela poderia fazer naquele momento. Enquanto buscava uma resposta, alguém falava com ela.
— Bem, como você deve saber, não somos do tipo que perdoa dívidas, muita menos que alisa a cabeça daqueles que nos devem, sejam homens, mulheres ou crianças. Se está devendo tem que pagar. Te demos um ano para que conseguisse isso. Já que não tem o valor, teremos que encontra outra forma de você nos pagar. Só não vou perder dinheiro. — Fernando falava sorrindo olhando para a Celina que era linda ao seus olhos. Já ela, não estava prestando nenhuma atenção em nada que eles estava dizendo. Ao colocar a mão no Ben, percebeu que ele estava queimando em febre. Não tinha como se preocupar com que o agiota dizia
— Motorista! Por favor, pode conduzir até o hospital mais próximo? O mais rápido possível, por favor. — Celina gritou desesperada com lágrimas nos olhos.
— Quem você acha que é para mandar no meu motorista? Você enlouqueceu? Não sabe que posição você está? Não prestou atenção no que eu estava dizendo? Acha que só porque é bonitinha e está com um bebê nos braços, pode fazer o que quiser? Que vamos aliviar para você? Saiba que está muito enganada. Nenhum desses fatores me importo nenhum pouco — Fernando gritou indignado com Celina.
— Que se exploda o que você falou, a dívida ou o que for. Meu filho está doente, ele precisa de um hospital e vamos ao hospital. Se algo acontecer com meu filho, eu juro, gastarei a minha vida para acabar com a sua. Agora me leve ao hospital. — Celina gritou com os olhos cheios de lágrimas, ela queria se mostrar forte e assustadora, para que ele tivesse o mínimo de medo e ouvisse ela. Contudo, era Celina que estava cheia de medos, estava em um carro com um agiota, havia gritado com ele, seu filho estava com febre e dificuldade de respirar. Ela só podia rezar para que tudo desse certo e aquele homem tivesse um pingo de coração.
— O que a criança tem? — Fernando perguntou parecendo desinteressado.
— Não sei, acho que ele está com febre e dificuldade de respirar. Ele nasceu com um problema no coração. Eu não sei. Pensei que ele estava nem agora pela manhã, agora do nada está queimando em febre — Celina só conseguia chorar.
— August, leve para o hospital mais próximo. Rápido. — Fernando ordenou e Celina respirou aliviada.
Ao chegar no hospital, Celina desceu do carro correndo com o bebê no braço em direção da entrada. Os homens armados já estavam do lado de fora e apontaram a arma para ela. Que acabou parando, caindo no chão, chorando pedindo compaixão para que ela pudesse levar seu filho para o hospital. Assistindo a cena, Fernando faz um sinal para seus homens, que se afastam dela, guardando as armas.
— Vá. Seu filho precisa de cuidados. — Fernando disse sério para ela.
— Obrigada. Obrigada — Celina disse antes de se levantar e sair correndo para dentro do hospital
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Atualizado até capítulo 146
Comments
Nil
Ela é forte vai conseguir. Eu acho que o Fernando vai apaixonar por ela. E ajudá-la a cuidar do Benjamin.
2024-06-11
1
Silvaniatorresmartinssampaio Torres
coitadinha/Cry/
2024-05-31
1
Edivania Gomes
coitada 💔💔😭😭
2024-05-19
1