Como não podia mesmo começar a trabalhar hoje, decidiu faxinar a casa, lavar as roupas de Ben e as dela. Aproveitou para ligar para o Thiago, cardiologista, uma funcionária dele atendeu, explicou que ele estava em cirurgia, anotou o nome e ficou de retornar para Celina quando fizesse contato com o médico.
— Será que posso te levar na farmácia? Acho que não, né? Você passou um grande problema ontem. Vou ligar para lá e descobrir o que precisa, assim não daremos viagem em vão — Celina disse ao filho, colocando ele no em um paninho com alguns brinquedos.
Aproveitou que ele estava entretido e ligou para farmácia. Perguntou sobre as medicações, descobriu que das três que Ben tomava até aquele momento, uma delas não era oferecida, as outras duas estavam incluída no catálogo de distribuição, mas apenas uma delas estava disponível. Aproveitou para perguntar o que era necessário, a atendente passou todos os documentos necessários para o cadastro. Entre os documentos necessários estavam as receitas, exames, documentos e um papel que era disponibilizado no local, que precisa ser preenchido com algumas informações do Ben e do médico. Agradeceu a informação.
— Filho, alegria de pobre dura pouco. Quase me iludi que teria todas as medicações, mas uma já é um avanço, certo? Ainda bem. Você está precisando de roupas e sapatos. Está ficando tão grande, meu bebê? Sim! O bebê está lindo, forte e enorme. Mamãe ama tanto. — Celina disse para seu filho. Ela sabia que Ben não entendia ela, mas gostava de conversar com ele. Era um bom ouvinte afinal.
Algumas horas depois, a atendente retorna explicando que tem uma vaga para o Doutor Thiago em uma semana. Perguntando se poderiam marcar. Celina concorda na hora. Estava aliviada que tinha conseguido um médico bom para seu filho. Passou o dia um pouco inquieta por não está trabalhando, com tantas dívidas, era difícil ficar sozinha.
Se passaram ainda dois dias sem resposta do aplicativo de entregas. Quando finalmente chegou a resposta, ela gritou de alegria tão alto, que assustou Ben, que desatinou a chorar. Celina correu sorrindo, para abraçar ele, dançando com ele em seus braços em comemoração por sua loja está aceita. Ela só não havia esquecido de um pequeno detalhe: Precisa de clientes para vender.
Se passou dois dias para aparecer os primeiros pedidos, quando surgiram, Celina quase não acredito. No mesmo dia, apareceram vários pedidos, deixando ela empolgada. Claro, não era aquilo que ela imaginou. Foram apenas cinco pedidos, mas ela estava esperançosa que iria melhorar. Na verdade, precisava melhorar. Ela tinha contas a pagar.
No terceiro dia, ela se desesperou com a quantidade de pedidos que estavam chegando. Quando ela se deu conta, já era 25 pedidos. Por sorte, já havia adiantado os bolos e os recheios. Apenas precisou montar os pedidos. Tudo feito. Alguns minutos depois o motoqueiro já estava levando todas as encomendas.
Com todos os pedidos enviados, ela sentou no sofá casada, suspirando. Fazendo uma lista mental de tudo que precisava comprar para reabastecer os produtos.
— Amiga! Vamos para balada? — Diana entrou gritando animada.
— Vamos. Será que no bar tem leite materno para vender? — Celina brincou. Sabia que Diana não tinha feito de sacanagem, ela apenas agiu como sempre.
— Me desculpa! Então que tal fazer uma festa aqui? Você precisa relaxar um pouco. — Diana estava preocupada com o fato da amiga só focada no Ben e não nela.
— Amiga, no momento, se você ficar com meu filho por uma hora, para eu conseguir tomar um banho e dormir um pouco, fará meu dia feliz. Eu não preciso de balada, sim de uma noite completa de sono. — Celina confessou. Estava sentindo seu corpo destruído. Dormir era o que ela mais queria.
— Posso levar Ben para um encontro? Aí você pode ter a noite inteira de sono. — Diana perguntou, Celina teve uma crise de riso.
— Ben está prisioneiro no momento, só pode sair daqui com a liberação. Sem encontro para ele por enquanto. — Celina respondeu bagunçando o cabelo da amiga.
— Que ditadora. Porque não fazemos assim, meu encontro será aqui, você dorme e eu olho o bebê. — Diana sugeriu. Estava vendo claramente que a amiga estava completamente exausta. — Se você não descansar, sabe que não vai conseguir cuidar dele, certo? Você precisa cuidar de você também.
— Combinado. Você está certa. Se precisar de mim, pode me acordar. Vou só dar um banho nele e colocar para dormir. — Celina concordou, ela não tinha forças para debater sobre isso.
Como tinham combinado, Celina deu banho, alimentou e colocaram o berço na sala com o Ben já dormindo. Celina nem ao menos tomou banho, que tanto queria, para lavar os cabelos. Ela apenas caiu na cama e dormiu. Queria aproveitar o sono.
Dias se passaram, os pedidos estavam apenas aumentando, o faturamento crescendo, assim como a esperança dela de virada. Já estava no dia da consulta, por sorte, foi marcada pela manhã, assim ela poderia abrir a loja apenas a tarde.
— Você não vai assim, de jeito nenhum para essa consulta — Diana gritou vendo Celina passar.
— Porque? Está suja? — Celina já estava acostumada ao Ben sujar ela.
— Você está parecendo uma mãe. — Diana disse indignada, fazendo Celina ter uma crise de riso.
— Não sei se já te apresentei, esse é o Ben, meu filhos. Por incrível e mais absurdo que seja, eu sou uma mãe — Celina respondeu nem acreditando em como sua amiga era boba.
— Eu sei que você é, mas você não precisa se arrumar como uma mãe. Hoje você tem que ir bem piranha. — Diana disse puxando minha mão.
— Sabe que uma mãe-piranha, não combina muito. Eu preciso parecer minimamente apresentável, peste. — Celina explicou para amiga
— Bem, você precisa mais daquele tanquinho do que dignidade. Já viu dignidade dar örgasmös? Não, certo! Então vamos trocar essa roupa. — Diana não ia mudar de opinião.
— Podemos ser uma piranha elegante pelo menos? Uma que cuida do filho e também quer ørgasmøs? — Celina gargalhou imaginando como se vestia uma piranha com dignidade.
— Vou pensar no seu caso. — Diana respondeu piscando o olho, antes de tirar Ben dos braços de Celina e entregar algumas roupas para ela.
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Atualizado até capítulo 146
Comments
Dirléia
Tenho a leve desconfiança q Fernando está vigiando e comprando tudo q ela faz.
2024-08-25
1
Mônica
Eu acho q quem compra toda produção o Fernando
2024-04-15
4
Andrinne Silva
E eu li "orgulho" kkk
2024-04-13
1