Depois de algumas trocas de roupas, finalmente estava pronta para ir. Diana decidiu apostar no preto, um vestido curto, um casaco de couro preto e uma meia arrastão. Nada confortável com aquela roupa para carregar um bebê, mas Diana não estava aberta a negociações.
— Tenho mesmo que usar isso? — Celina perguntou fazendo careta.
— Sim, volte com o encontro marcado. Confio no seu potencial — Diana brincou. — Você está linda, Lina. Sei que anda difícil, mas é importante se sentir linda e poderosa. Ben precisa ter uma mãe que se ama muito.
— Fácil falar quando o bebê não está te babando. Está com o cabelo arrumado é meu melhor. — Celina queria voltar a se arrumar como antes, ela amava andar produzida, cheirosa. Sentia falta, mas ela não conseguia. Ben tinha um sono bem quebrado e necessitava de muita atenção. Faltava forças e tempo.
— Um passo de cada vez. Hoje você está linda. E aos poucos Ben vai dormir melhor, parar de te babar. Apenas não se esqueça no meio do caos e estarei aqui por você. Agora vá lá e conquiste aquele médico gostoso. — Diana encorajou a amiga. Que apenas riu pegando o Ben.
Celina não queria correr o risco de Ben adoecer, ele estava tão bem. Então decidiu pegar um Uber para o lugar. Aproveitar que tinha tirado um dinheiro nessa semana com os bolos de pote e a economia de uma das medicações. Se deu esse pequeno luxo.
O hospital era bem perto, para alegria de Celina que teve que pagar pouco na viagem. O lugar era enorme, ela entrou meio perdida, depois de perguntar para uma pessoa e outra, conseguiu encontrar a sala do médico. Na recepção se apresentou e alguns minutos depois, já estava sendo chamada para entrar.
— Bom dia — Celina disse abrindo a porta devagar
— Bom dia! Quase não te reconheci. Como está o pequeno Ben? — Thiago perguntou se levantando da cadeira e as aproximando deles dois.
— Não teve mais febre. A respiração parece normal. Só não sei se é normal, o Ben ele dorme muito mal de noite. Ele tira pequenos cochilos apenas durante todas as noites. É normal, certo? — Celina sabia que era normal o bebê dormir pouco no início, mas não sabia até quanto era normal.
— Vou passar alguns exames para ele. Um deles será um aparelho que vai monitorar ele durante a noite. Só vamos ter que esperar o dia que uma das máquinas estiverem liberadas, não temos tantas e pode demorar um pouco, mas vai sair de forma gratuita. Eu vou passar as medicações para você pegar na farmácia além dos exames. Alguns você pode fazer aqui mesmo. — Thiago disse com o Ben no braço, colocando ele com cuidado na cama e avaliando ele.
— Liguei para farmácia, precisa de um papel que eles entregam lá — Celina explicou sem tirar os olhos de Ben. Era sempre uma ansiedade ver ele nas mãos de outra pessoa
— Aqui nesse hospital por ser público já temos ele. As meninas da recepção vão responder ele para você. — Thiago respondeu — Ben parece bem, apenas parece cansar com facilidade. Depois dos exames vemos qual é melhor tratamento para lidar com ele nesse momento.
— Muito obrigada. — Celina agradeceu enquanto Thiago entregava o bebê para ela e rabiscava alguns papéis.
— Alguma dúvida? — Thiago perguntou
— O que ele tem? Tem cura? — Celina nunca teve coragem de perguntar, tinha medo da resposta.
— Não vou mentir para você, depende do paciente e do grau. A parte boa é que descobriram cedo, logo foi iniciado o tratamento. A probabilidade de cura é alta ou até de manter uma vida normal, convivendo bem com a doença. — Thiago respondeu.
Aliviada pela informação, se ainda havia uma chance, ela lutaria com garra por ela. Por menor que fosse, ela se agarraria aquela esperança. Celina agradeceu ao médico, antes de sair foi até a recepção pedir o papel da farmácia, como foi orientada. A recepcionista pediu os exames solicitados, disse que marcaria todos e ligaria para repassar as datas. Celina nem acreditou que não teria que ir para uma fila do posto as cinco horas da manhã para marcar um exame.
O dia se passou normalmente, depois que chegou em casa. Decidiu que iria no outro dia na farmácia, aproveitaria para comprar os materiais que estavam acabando novamente. Logo os pedidos começaram a chegar e o caos se iniciou fazendo o resto do dia voar.
Como Diana só teria a tarde vaga, Celina decidiu esperar ela chegar para ir na farmácia, não queria que Ben ficasse batendo perna e adoecesse. Assim que a amiga chegou, Celina saiu, não queria correr o risco de fechar antes que ela chegasse.
Na farmácia, ela pegou apenas uma fila, menos demorado do que ela pensou que seria. Demoraram mais para conferir as documentações e liberar o cadastro. Logo liberado, resolvido, já saiu com a medicação de Ben em suas mãos. Pegou o ônibus para a loja que comprava seus materiais, não demorou muito lá. Comprou o que estava na lista e já estava voltando para casa a pé. Por sorte era bem próximo da sua casa. Para cortar caminho, passou em uma pracinha, onde sempre havia uma movimentação grande de crianças e seus pais. Quando notou uma linda menina chorando muito.
— O que aconteceu com essa princesa? — Celina perguntou de joelhos para menina, que parou de chorar assim que ouviu sua voz.
— Mamãe? — a criança disse surpresa
— Você está me confundindo, pequena. Não sou sua mãe. Onde estão seus pais? Você está perdida? — Celina perguntou olhando ao redor, se havia alguma mãe procurando uma criança.
— Não sei onde o papai está. — A criança respondeu voltando a chorar.
— Olha, que tal você comer uma das minhas jujubas e vamos procurar juntas o seu pai? — Celina sorrindo passou o saquinho de jujubas para criança que aceitou se nem piscar. Segurando sua mão, ambas saíram em busca do pai da menininha.
Juntas, percorreram boa parte da praça. Quando Celina se surpreende com a presença do agiota que ameaçou ela outro dia, vindo em sua direção. Seu coração disparou.
— Criança, temos que sair daqui agora. É perigoso. — Celina disse para menina. Que ignorou totalmente ela e saiu correndo na direção do agiota, para o desespero de Celina.
— Papai! — a menininha gritou se jogando nos braços do homem.
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Atualizado até capítulo 146
Comments
Edivania Gomes
nada aver
2024-05-19
2
Giorgia
Vulgar!!!!!
Meia arrastão?????
2023-12-03
8
Claudia Bastos
se ele era só barriga de aluguel em tão ela pode fazer o pae paga mesada pós o filho e dele em dependente da mãe
2023-11-30
9