...Isis...
Finalmente os dias de entrega de currículo me deram retorno, hoje saio feliz da entrevista. Consegui um emprego de balconista numa padaria.
Minha vida está conseguindo andar para frente, Ian está crescendo muito rápido, ontem ele completou 8 meses.
Há um mês tomei a iniciativa de sair do meu espancamento, porque aquilo não era casamento. E apesar do medo de encontrar com ele, estou bem. Meu filho tem boas noites de sono, eu não preciso me preocupar com o que falo ou faço. Harry tem me ajudado muito, graças a Deus em primeiro lugar e depois Harry, eu ainda não sucumbi.
Minha irmã tem ido me visitar com frequência, e não duvido nada ela e Thiago estar se enroscando por aí, já que ambos desaparecem e aparecem minutos depois. Claro que eu perguntei mas ela negou tudo.
Thiago tem se aberto mais comigo, não fica tão fechado e com certeza fala mais que duas palavras comigo.
Harry ainda não havia encontrado o João, o que me deixava apreensiva, mas ele havia dado um tempo, não recebi mais mensagens estranhas.
Harry juntamente com sua equipe não conseguiram rastrear as mensagens, ele havia comprado o chip e o celular em um nome fantasma.
Não deu em nada a busca, além do João, agora eles estavam atrás do homem que havia atirado na minha direção.
— Oi, está pronta? — Ouço Harry perguntar, como havia saído da entrevista e conseguido o emprego iríamos ao shopping comemorar.
— Sim. — Entro no veículo, logo após dele ajeitar o Ian na cadeirinha.
— Me conta mais sobre esse novo emprego.
— Então, será de segunda a sábado. Das 8 às 18 horas, podendo tirar duas horas de descanso. Tenho direito a vale alimentação também. E tudo que eu preciso fazer é manter o ambiente organizado e atender os clientes que chegarem.
— Até que é um emprego bom, para um começo está ótimo. Porque tenho certeza que você conseguirá ir longe.
— Obrigada, estou feliz. Vou poder alugar um cantinho para mim. — Falo e Harry fecha a cara na hora. — Não faz essa cara, já havíamos conversado a respeito disso.
— Eu sei, mas não consigo ficar calmo em saber que você estará em um lugar que não terá segurança dia e noite.
— Harry, não posso ser refém dele para sempre. Do que adiantou eu sair das garras dele? Para continuar a viver a mercê dele? Ele ainda está me controlando, se eu permitir isso.
— Eu sei e você está certa. Mas você não pode me culpar, eu tenho esse instinto protetor.
— Eu sei, e acho lindo isso em você. Mas tenho que começar a viver a minha vida.
— Ok. Vamos mudar de assunto, o Thiago nos convidou para jantar na casa dele, no sábado.
— Legal, podemos ir sim.
— Ele pediu para convidar a sua irmã.
— É claro que pediu, esses dois vão acabar em cima da cama um do outro.
— Já perguntei isso para ele, e ele disse que está só sendo simpático.
— E você acreditou?
— É óbvio que não, mas seja lá o que ele está aprontando. Com sua irmã é diferente, ele está indo muito mais devagar do que ele geralmente é.
— Eu gosto dele, então eu super apoio.
Harry estaciona o carro no estacionamento, seguimos para o elevador e vamos para o térreo de lá pegamos a escada rolante para a praça de alimentação.
É oficial, Harry conquistou Ian, meu filho ama o colo do tenente e sempre que pode o Harry o segura nos braços. E acho isso incrível.
Paramos em frente a um restaurante intaliano, pedimos fetuccine e aguardamos nós chamarem.
Quando eu vejo a ex dos Harry, espero que ela não me perceba, ops tarde demais, ela percebeu e está vindo até nós.
Ela não parece nada contente, ela está espumando raiva.
— Que merda é essa Harry? — Ela mostra um papel na direção do tenente.
— Eu fiz um boletim contra suas acusações sem fundamentos, achou que eu ia ficar calado? — Harry pergunta me devolvendo o meu filho. — Você irá responder judicialmente por inventar mentiras ao meu respeito.
— Harry, o problema não é com você. Eu te amo, jamais faria algo para te magoar. — Francine diz tentando tocar o tenente que dá um passo para trás.
— Olha, não quero saber porque você mentiu para o meu pai, sobre eu agredi-la. Mas você fez merda e irá responder por isso.
Eu só observo a conversa de ambos e uma pequena multidão começa a se formar. Na intenção de não causar um escândalo, resolvo me pronunciar.
— Pessoal, vamos conversar com calma, está chamando atenção das pessoas...
— A culpa é toda sua, sua preta imunda. Você tomou o meu Harry. Sua vaca gorda, porque não volta para junto com os outros macaquinhos da África e nos deixa em paz... — Francine está descontrolada, grita palavras racistas a plenos pulmões.
— Olha bem, como você fala comigo, sou preta sim e com muito orgulho e não vou deixar uma patricinha como você me rebaixar só por causa da minha cor de pele. Harry eu quero prestar queixa contra essa racista. — Falo para o tenente que concorda com a cabeça. Vejo a Francine arregalar os dois olhos.
— Francine você está presa por racismo. Vire-se de costas. — Harry diz pegando as algemas e colocando nos pulsos da Francine. — Você tem o direito de permanecer calado tudo que disser pode e será usado contra você no tribunal, você tem o direito a um advogado, se não puder pagar um o estado lhe oferecerá um... — Harry recita todos os direitos da Francine.
— Você não pode fazer isso comigo, Harry. — Francine grita.
— É isso aí, cadeia nela. — Ouço alguém gritar.
— Eu gravei tudo, sua racista, ficará conhecida na internet. — Uma mulher diz balançando o celular.
— Faço questão de ser testemunha do que essa mulher fez. — Um rapaz diz, vejo Harry ligando para alguém, não demora muito para o Thiago chegar, ele está fardado.
— Então essa é a racista? Bom saber que estarei mexendo com um saco de merda. — Thiago diz pegando Francine pelos braços.
Seguimos todos para a delegacia, inclusive as 3 testemunhas.
Não sei o que deu em mim, para confrontar uma situação dessa, mas eu amei a sensação e o alívio que me deu.
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Atualizado até capítulo 89
Comments
Juliana Vicentina da Costa Nerys
Passou de hora de colocar essa patricinha em seu lugar.
2025-03-02
1
Vanusa Crispim Da Silva
já vai tarde Francine
2025-01-21
0
Ilma Matias da Cruz
essa praga 🤬🤬🤬 oh mulher ordinária 🤬🤬
2024-09-13
0