...Isis...
Hoje acordei determinada vistar a minha irmã, mesmo com medo da sua reação, eu quero ir.
Ela vai ver o Ian pela primeira vez, tomara que ela esteja morando no mesmo endereço. Ja que eu havia ligado e deu que o número era inexistente.
Harry disse que passaria aqui para me levar até a casa da Luísa, estou aguardando ele chegar.
Ouço uma batida na porta e Harry entra fardado, porra, ele fica muito mais lindo assim.
— Desculpa a roupa, mas acabei de sair de uma operação. E não quis passar em casa para não atrasar você. — Harry explica me dando um beijo na testa.
— Não, tudo bem. Eu podia esperar você, não precisava vim correndo.
— Jamais deixaria você esperando. Podemos ir?— Pergunta e eu concordo. Pego a bolsa do Ian e ele nos guia para fora do quarto.
— É a primeira vez que eu vou sair do abrigo. — Falo, vejo algumas mulheres pelo caminho, algumas chegando, e tem o mesmo ar de tristeza que eu quando cheguei aqui. Vejo mulheres com hematomas pelo rosto, flashback passam em minha mente.
— Está tudo bem. — Harry diz me tirando das minhas lembranças, eu aceno e entramos no carro, vejo uma cadeirinha no carro. — Comprei para ele, sei que ainda vamos sair muito. — O tenente diz e coloca o Ian sentado na cadeirinha, ele estranha um pouco, mas logo se acalma quando Harry da um mordedor para ele.
Ele fecha a porta do passageiro e abre a porta da frente para mim.
— Obrigada. — Me sento e vejo ele dando a volta no carro, senta no banco do motorista, tira a arma da cintura e coloca dentro do porta-luvas.
— É difícil atirar? — Pergunto curiosa enquanto ele passa o cinto de segurança, ele me analisa um pouco mas por fim ele me responde.
— Precisa de um preparo. Mas as pistolas são mais fáceis do que um fuzil por exemplo.
— Entendi.
— Vamos até a casa da sua irmã, me passa o endereço, para eu colocar no GPS. — Falo o endereço e ele digita rapidamente no GPS.
...........
Como me lembrava a casa pequena com um jardim na frente e um pequeno canteiro de rosas.
— Ainda está do mesmo jeito. — Falo, Harry está o tempo todo atento a rua mas ainda sim consegue prestar atenção no que eu falo.
Aperto a campainha, e poucos minutos depois, minha irmã abre a porta, seus cabelos cacheados caindo no ombro, seu tom de pele é um pouco mais claro que o meu, mas ainda sim uma preta linda.
— Meu Deus! Isis — Luísa abre o portão correndo, ela se joga nos meus braços, foi só o tempo do Harry pegar o Ian. — Que saudades irmã! — Ela me dá um beijo demorado na bochecha.
— Eu também senti sua falta. — Nós duas choramos abraçadas uma a outra.
Nos recuperamos das emoções e ela nos convida para entrar, sentamos todos no sofá vermelho da sala.
— E você é? — Minha irmã pergunta olhando para o Harry.
— Sou Harry amigo da Isis.
— Uou minha irmã finalmente se livrou daquele embuste e pegou um policial gostosão. O que mais eu perdi?
— Meu Deus Luisa! Não tem nada disso. Harry e eu somos apenas bons amigos, inclusive foi ele que me ajudou com o João. — Falo sem graça.
— Desculpa, falha minha. E esse bebezão? — Luísa pergunta, pega o Ian dos braços do Harry.
— É o seu sobrinho, Ian. — Falo.
— Que lindo! Ele é uma graça e essas bochechas que vontade de morder. E Luísa realmente morde, arrancando um chorinho fraco do Ian que logo se recupera.
Começamos a desenrolar a conversa, falo tudo que aconteceu nos últimos tempos, e no final acabo indo parar nos braços do tenente, relembrei toda minha situação.
Harry quando percebe que estou mais calma, resolve ir ao banheiro e percebo minha irmã me olhando muito e com cara de que quer falar algo para mim.
— Diga Luísa.
— Você ainda me conhece mesmo né?
— Claro.
— Esse tenente está caído por você.
— Não diga besteira, até parece, o que eu teria para oferece-lo?
— Nem vem Isis, você é linda para cacete, além do mais de ser uma pessoa legal e simpática.
— Acho que você ainda continua lendo muitos romances. Isso não é um dos seus livros Luísa. Harry não me vê assim, ele é simpático comigo porque somos amigos.
— Mas você é tapada mesmo. Está na cara. — Minha irmã diz e nesse momento Harry chega então trocamos de assunto.
Luisa nos convida para lancharmos, ela nos prepara um café fresquinho e tira do forno um bolo de laranja.
Comemos conversando, tínhamos bastante coisas para botar em dia, Luísa não está mais com o David, ela perdeu um bebê quando estava com 13 semanas, minha irmã também sofreu e eu não estava com ela, mas sem ficar triste, podemos recompensar o tempo perdido.
Quando começa a escurecer decidimos ir embora.
— Obrigada pelo café, estava uma delícia. — Abraço minha irmã na frente do portão.
— Por favor volte mais vezes, você também Harry está convidado. — Luísa fala.
— Eu viria mesmo não sendo convidado. — Acabamos rindo da fala dele.
— Vou te esperar no carro. — O tenente diz me dando um beijo na testa.— Tchau Luísa foi um prazer te conhecer. — Harry pega o Ian dos meus braços para colocar na cadeirinha.
— Cada vez eu tenho mais certeza que esse homem sente algo por você. Abra teu olho, porque um cara desse não fica sozinho por muito tempo.
— Lá vem você de novo. Tenho que ir, beijos irmã, fica com Deus. — Dou um último abraço nela e entro no carro, então Harry pisa no acelerador.
Como foi bom se sentir livre um pouco, sem me preocupar com o que o João pensaria ou faria.
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Atualizado até capítulo 89
Comments
Cristina Santos
Luísa tá certíssima Isis , o homem tá caidinho por você. presta atenção vãs atitudes, nos beijos na testa , no cuidado com você e o Ian .
🥰🥰🥰❤️
2025-01-28
0
Cy
Concordo plenamente! 🤣🤣🤣
2024-10-08
0
MARIA LUZINETE DIAS SILVA
Pensei que a irmã iria convidá-la para morar com ela já que ISIS está num abrigo
2023-10-07
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