...Harry...
Não consegui manter minha palavra de me manter afastada da Ísis, fiquei muito preocupado com ela, tive medo de algo acontecer com ela.
Por isso que sempre que podia eu dava uma volta pelo hospital, sem que ela me percebesse. Isso é uma das principais coisas que aprendemos quando entramos pela polícia, ser discretos e silenciosos.
Porém no dia que ela recebeu alta, tive que ir resolver um problema na delegacia então não pude escolta-la até a sua casa.
Mas daria uma passada por lá assim que eu saísse daqui. Meu celular toca e atendo o número desconhecido que me liga.
— Tenente? — A voz do outro lado parece ofegante.
— Sim, é ele. —Respondo girando a caneta em meus dedos.
— Tenente, sou eu, a Isis. — Assim que escuto seu nome consequentemente eu me levanto da cadeira.
— Isis está tudo bem? — Pergunto.
— Eu...Eu...Preciso da sua ajuda. — Ela gagueja um pouco, eu já saio do escritório em disparada, com o dedo eu chamo meu parceiro e ele vem correndo comigo. Ele pega um carro e eu outro.
— O que ele fez? Ele te bateu?
— Ele me enforcou. Eu saí correndo, mas tô com medo dele me achar. Eu o irritei muito.
— Isis se acalme, quero que você vá para um lugar movimentado, um supermercado, um shopping. Algo com bastante pessoas. Ele não fará nada perto de tanta gente, ele é muito covarde para isso. Não desliga o celular, vou te rastrear por ele. — Ligo o sistema de rastreamento, e consigo ver onde ela está, dirijo o mais rápido para lá, acionando a sirene, o que faz com que os outros carros dêem passagem para mim, desligo a sirene quando estou próximo ao lugar onde ela está, não quero causar tumulto.
Em minutos eu consigo chegar até onde ela está, Ela se mantém escondida dentro do supermercado, olhando alguns produtos na prateleira, como eu estou a paisana, passa despercebido pelas pessoas que sou um policial e isso não causa um alvoroço.
— Harry. — Ela corre para os meus braços, e eu a envolvo em um abraço. — Acho que eu fiz besteira. — Ela chora em meu ombro, o garotinho está bem atento a mãe.
— Você não fez besteira nenhuma, você deu o primeiro passo para se livrar dele. — Falo, quando eu percebo ela mais calma. — Onde ele está? — Pergunto notando os hematomas roxos em seu pescoço.
— Eu o deixei em casa, depois que chutei seu saco, ele me enforcava com a mão, achei que fosse morrer.
— Você está segura agora, ok. Quero te apresentar meu parceiro Thiago. Ele ficará com você, enquanto eu vou até a sua casa. Thiago colhe o depoimento dela.
— Pode deixar chefe. — Thiago diz.
Eu os deixo lá, e vou até a casa, que é próximo ao supermercado, me aproximo da casa, a porta está aberta, empunho minha arma.
— Polícia! — Grito, e procuro o indivíduo, na sala, na cozinha, nos quartos, olho no banheiro, e nada. Passo na lavanderia, vou até a varanda, mas ele não está, o canalha fugiu. Com certeza ele sabia que a Ísis ia procurar ajuda.
Saio da casa depois de ter passado o pente fino no imóvel, volto para onde a Ísis está com o meu parceiro.
— Ele não está mais lá. Você conhece alguém que ele poderia se refugiar? — Pergunto, Isis arregala os dois olhos, ela está completamente nervosa.
— Não, Meu Deus! Ele vai me achar, ele vai me matar...
— Ninguém irá te matar Isis. Eu te prometo. — Falo olhando em seus olhos para ela ter certeza.— Preciso te levar para o hospital, para você fazer um corpo de delito. — Falo.
— Mas eu não tenho com quem deixar o meu filho.
— Eu fico com ele, ele vai estar em boas mãos, eu te garanto. — Falo, ela concorda. — Thiago, oçbrigado cara, pode deixar que eu assumo daqui. — Aviso ao meu parceiro, ele acena e nos deixa a sós.
Começamos a caminhar até o carro, quando eu percebo os dois acomodados, eu ligo o veículo.
.........
Como prometido eu fico com o Ian, enquanto ela é examinada para coletar provas.
O garoto é encantador, e um fofo vive dando risada, ele ama passar a mão em minha barba.
Isis não demora para sair do consultório.
— Então doutora?
— Ela não foi violentada sexualmente, pelo menos não hoje, mas com certeza ela sofre violência doméstica, pude encontrar hematomas em seu pescoço, o resto eu vou mandar para análise.
— Ok, obrigado. — Agradeço a médica.
— Não, por isso tenente. — Ela volta para o consultório.
E eu me viro para a Ísis.
— Você tem um lugar que queira ir? Um familiar, amigo?
— Não, eu não tenho ninguém.
— Ok, eu posso conseguir, um abrigo para vocês. Mas dado o horário, hoje eu não conseguirei resolver isso. Você se sentiria bem em minha casa?
— Eu não sei... Acho que eu não posso aceitar.
— Será apenas por hoje, amanhã mesmo, conseguirei um abrigo para vocês. — Falo, ela pensa e por fim concorda.
..........
Chegamos em minha casa, abro a porta dando de cara com a sala.
Coloco a pequena mochila que ela trouxe em cima do sofá.
— Quer tomar um banho, comer alguma coisa? — Pergunto a ela.
— Se não for abusar gostaria sim, as duas coisas. Não comi nada ainda, só o Ian que tomou a mamadeira, antes de tudo acontecer.
— Certo, hã... pode ficar a vontade. a cozinha é por ali, só não me ofereço para fazer a mamadeira do carinha, porque minha experiência com criança é zero. — Falo rindo.
— Não, você já está fazendo demais por mim.
— Quanto a tomar banho. — levo ela até a suíte daqui de casa. — Aqui tem toalhas limpas, sabonete, shampoo e condicionador ficam aqui. — Aponto casa lugar no pequeno armário que tem no banheiro. — Mais uma vez, me perdoa por não ter nada para bebê, como eu disse, eu não tenho muito contato com criança.
— Consigo me virar, obrigada.
— Vou pedir algo para a gente comer, tem preferência?
— Não senhor.
— Sem Senhor, pelo amor de Deus. Aqui não é ditadura militar. Me chame apenas de Harry.
— Está bem, obrigada mais uma vez. — Ela me dá um rápido abraço mas já foi capaz de aquecer o meu coração.
— Não por isso. Vou deixar você tomar o seu banho, e fazer o pedido. Mais uma vez, pode ficar a vontade, se sinta em casa.
— Obrigada.
Saio do quarto, pego meu celular afim de abrir o aplicativo para pedir o lanche.
Quando ouço a campainha tocar atendo e vejo uma das pessoas que não queria ver.
— Francine, o que está fazendo aqui?
— Vim conversar com você.
Só me faltava essa, vou ter que despacha-la antes que ela veja a Isis, se não nem sei do que a Francine é capaz de falar.
E Isis já está muito fragilizada, não precisa mais isso na vida dela.
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Atualizado até capítulo 89
Comments
Cristina Santos
A nojentinha apareceu na hora errada . E agora ela vai dá um show e deixar a máscara cair de vez ou não . 🤔🤔
2025-01-28
0
Juliana Vicentina da Costa Nerys
Não precisa mesmo disso.
2025-02-16
0
Fabi Ribeiro
vixe essa Francine vai dá chilique Aff, bixa nogenta
2023-04-10
1