...Isis...
Meu menino acordou poucas vezes, mas segundo o médico ele estava respondendo bem aos remédios, o que me alegrava um pouco.
João não veio ver o Ian nenhuma vez ainda, e eu duvidava que viria, mas deixo esse ser para lá e fixo meus olhos no Ian.
É tão triste ver seu filho ligado a tantos aparelhos, mas se for para ter meu filho de volta, que seja feito qualquer coisa.
Me sento na cadeira acolchoada mas mesmo assim muito desconfortável, fecho meus olhos.
Me lembro do João pedindo para mim ir até em casa e deixar as coisas preparadas para ele, como irei fazer isso? Impossível largar meu filho só e ir fazer suas vantagens.
Lembro do tenente Harry, me oferecendo ajuda mas eu não tenho nem para onde ir, com certeza meus pais não .e aceitariam de volta ainda mais com um bebezinho. Acho que tenho que aceitar a minha situação.
Ouço passos pelo quarto e quando abro os olhos vejo o tenente Harry junto com uma moça.
— Olá, boa tarde! — Ele me cumprimenta.
— Tenente. — Falo mas sem ainda olhar para ele.
— Isis essa é minha namorada Francine. — Não sei porque mas essa notícia, foi como levar um soco no estômago. É claro que um homem como ele, iria ter namorada, mas porque a notícia parece não me agradar.
— Prazer em conhecê-la. — Respondo e vou para apertar sua mão, mas a mesma me deixa com a mão parada no ar, então trato de encolher a mão e cruzar os braços no seio.
O tenente parece que não se agrada da atitude da garota, mas ele não fala nada.
Vai até o bercinho do meu filho e passa a mão no cabelinho do Ian.
— Alguma novidade no caso dele? — Harry pergunta com carinho.
— O médico disse que ele está reagindo bem ao tratamento. — Falo.
— Que bom, logo mais vocês estarão em casa. — Harry diz mas seus olhos estão em mim, o que acaba me acanhando.
Mas só de pensar em voltar para aquela casa, um arrepio ruim passa por minha coluna.
— Obrigada. — É tudo que consigo responder.
—Me conta Isis tem marido ou namorado? — Francine pergunta grudando o braço na cintura do namorado.
— Sim, eu tenho um marido. — Digo e vejo ela me dando um sorriso.
— Tão bom né? Ter alguém que nos ame e poder amar essa pessoa. — Ela vai para beijar o tenente mas ele gentilmente se desvencilha dela.
— Acho que já vamos, amanhã eu passo para saber mais sobre o garoto. Se cuida também. — Ele diz pegando a mão da Japinha e indo embora.
Quando ele sai pela porta sento na cadeira e suspiro alto, que homem.
..........
Saio do banheiro, tomei um rápido banho, aqui no hospital mesmo, deixei uma enfermeira olhando o Ian.
Quando retorno ao quarto, levo um susto, ao lado do Ian está João.
— O que está fazendo aqui? — Pergunto calma, embora por dentro eu esteja com medo.
— Eu vim ficar aqui com o garoto, enquanto você deixa as coisas preparadas em casa.
— Você só pode estar brincando comigo, está achando que sou sua empregada? — Falo brava, e vejo a hora em que seu semblante muda, e eu dou um passo para trás, irritei ele.
— Como é? — João diz e avança para perto de mim, e nesse momento ouvimos um barulho, tenente Harry entra, João da um passo para trás soltando meu braço.
— Desculpa, não queria atrapalhar vocês.— Harry diz ainda nos observando.
— Não atrapalhou. — Eu digo.
— Será que eu poderia conversar com você a sós? — O tenente pede mas quando vou responder o meu marido toma a frente.
— Não, minha querida esposa está de saída. Não é Isis? — João me ameaça com os olhos posso sentir.
— Sim, é verdade. Eu sinto muito, outro dia conversamos. — Falo já pegando minha bolsa.
— Não seja por isso, posso te dar uma carona, minha casa é por aqueles lados. — O tenente tenta mais uma vez.
— Não, obrigada. Mas não preciso. — Falo, passo a mão na cabecinha do meu filho, João vem até a mim e me dá um abraço, eu estranho mas não deixo transparecer.
— Veja lá o que você vai fazer ou contar. Não se esqueça que o moleque está comigo. — Me assusto com suas palavras, ele finaliza me dando um beijo.
Ele seria capaz de fazer o mal para o seu filho?
Deixo um beijo na testa do meu filho e saio de cabeça baixa, passo pelo tenente, sem olhar em sua direção.
Quando alcanço a saída do hospital, sinto alguém segurar meu braço. Acabo me assustando e consequente solto um grito.
— Desculpa, não tinha a intenção de te assustar. — Harry pede dando um passo para trás.
— Eu... — Minha voz trava, respiro fundo buscando ar.
— Tudo bem, o erro foi meu, não devia colocar a mão em você.— O tenente fala. — Eu só queria me desculpar pela antipatia da minha namorada. — Se desculpa.
— Sem problemas, não precisava se desculpar. — Eu falo pronto para sair.
— Tem certeza que não quer uma carona? Te deixo na porta de casa. — Pergunta novamente, eu até queria mas o que o João falou para mim, fica na minha mente.
— Obrigada mas vou recusar. — Falo.
Ele acena e entra em seu carro, vejo ele indo embora e começo a andar.
Não acredito que terei que ir em casa só para fazer os serviços de casa para o João.
Quero tanto meter o pé, mas tenho medo. E se a justiça não conseguir me ajudar? Vejo tantos casos na televisão, não quero ser mais um número nas estatísticas.
Penso no meu filho, então só por isso eu continuo a lutar.
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Atualizado até capítulo 89
Comments
Aparecida Fabrin
mete pé na bunda desse miserável logo, e conta par o Harry
2025-02-20
0
Laria Silva
🤦🏽♀️
2024-09-05
0
vania souza
tem gente que fica anos sem ter noção das coisas
uma prima minha é uma delas
sofreu tanto até ficar velha e conseguir sair dessa vida e não foi falta de aviso
todos queriam ajudar mas
o "amor " sabe né
2024-02-09
0