...Isis...
Começo a tirar a roupa do meu filho para dar um banho nele, até que percebo que esqueci a mochila na sala, arrumo meu neném novamente e o pego indo até a sala.
Com a minha aproximação, posso ouvir uma conversa, ao chegar vejo Francine e Harry conversando.
— Francine, eu não quero mais saber. Está tudo acabado. Vai embora da minha casa. — Harry pede, posso ver que ele está nervoso, dou a volta para sair, não quero atrapalhar nada.
— Mas Harry não é possível que você está terminando comigo por conta daquela.... — Francine me nota. — O que essa encardida está fazendo aqui? — Francine grita e eu não tenho outra reação a não ser ficar calada.
— Francine, olha a boca, não esqueça que está em minha casa. — Harry pede. — E não devo satisfações a você. — Ele diz a Francine então volta seu olhar para mim. — Isis pode ir, eu resolvo aqui. Depois eu vou lá. — Aceno em concordância e me viro, volto para o quarto. No fim eu nem peguei a mochila, eu me sento na cama, esperando o Harry.
O tenente entra no quarto minutos depois, trazendo minha mochila nas mãos.
— Desculpa, por ter presenciado aquilo. — Harry diz entregando a mochila para mim.
— Não precisa se desculpar, ela está certa. Também não gostaria de chegar em casa e encontrar outra mulher com o meu namorado.
— Eu e Francine não estamos mais juntos. A gente terminou ontem, ela veio tentar reatar. O que não é possível. — Harry me explica, e isso acaba mexendo comigo.
— Sinto muito.
— Não estávamos mesmo dando certo juntos. — Ele revela, e sai do quarto dizendo que vai finalmente pedir algo para gente.
Tomo um banho com meu neném, amo esse toque de pele com pele.
..........
Vou até a cozinha faço a mamadeira do Ian, fiquei perdida a princípio para achar as coisas na cozinha, mas por fim acabei me encontrando.
Assim que sento no sofá para alimentar o Ian, a comida chega, Harry vem atender a porta sem camisa e os cabelos molhados, já que ele saiu recentemente do banho.
Me concentro na mamadeira do meu filho e não olho em sua direção.
— Como eu não sabia do que você gostava, fui em pizza. Todo mundo gosta de pizza de mussarela, não é? — Harry diz colocando as caixas em cima da mesa.
— Eu como de tudo, graças a Deus não tenho frescura com nada. — Digo e coloco meu filho de pé para ajudar ele a arrotar.
— Gosto disso.
Ele nos serve e da o prato em minha mão, tomando o Ian dos meus braços.
— Eu fico com esse carinha enquanto você come, aproveita que ainda está quente. — Harry fala, nossa tem tanto tempo que não como uma comida quente, geralmente já está tudo frio.
Eu como e acabo fazendo um gemido de satisfação, não como pizza desde que eu casei com o João, ele dizia que isso é gastar dinheiro a toa.
Olho para o Ian e vejo ele quase dormindo no colo do Harry, e o tenente parece empenhado em fazê-lo dormir, ele balança de um lado para o outro, enquanto canta uma música bem baixinho, é uma cena tão fofa e bonita, tudo que eu queria para o Ian era um pai para ama-lo.
Termino minha pizza, bem no momento em que o Harry chega na sala.
— Acredita que assim que eu deitei ele na cama, ele arregalou os dois olhinhos para mim.
— Ele costuma fazer isso mesmo. — Falo e ele sacode a cabeça sorrindo.
— Mas foi só continuar lá, fazendo carinho na cabecinha dele que ele logo adormeceu.
De repente ele fica sério, senta ao meu lado.
— Eu vou voltar naquele assunto chato, mas que é inevitável.
— Eu sei. — Falo triste.
— Você vai querer dar queixa né? Preciso confirmar.
— Claro, agora que eu comecei eu vou até o fim, mas confesso que estou com medo. — Falo e Harry pega minha mão.
— Eu sei, mas não é preciso. — Ele fala com tanta certeza que passo a acreditar nele. — Ótimo, então vou precisar que você vá até a delegacia conversar com o delegado, pode ser amanhã?
— Sim, eu posso ir lá.
— Então amanhã cedo iremos, quanto mais cedo resolvermos as questões burocráticas mais rápido poderemos ir atrás do desgraçado.
Ficamos conversando coisas mais leve, e eu gostei de saber mais um pouco sobre ele.
Ele não tem filhos e seus pais moram em outra cidade, mas só se vêem nos feriados por conta da correria do trabalho, ele não tem irmãos, mas segundo ele, ele ama ser filho único.
Depois de um tempo fomos nos deitar, fui para a cama, onde o meu filho estava dormindo.
.........
Escuto um barulho, abro os olhos assustada, vejo o João na minha frente.
— Achou que fosse se livrar de mim? — Ele aperta meu pescoço, consigo gritar.
Harry entra no quarto correndo, acende a luz com sua arma na mão, vem próximo a mim.
— O que aconteceu? — Ele pergunta.
— Ele estava aqui. — Falo com a voz trêmula.
— Impossível, ele não entraria aqui. Você devia estar sonhando. — Harry explica.
— Mas parecia tão real. — Falo e me sento na cama.
— Vou buscar uma água para você se acalmar. — Harry da meia volta para sair do quarto, mas eu me desespero.
— Não, você vai me deixar aqui? — Pergunto com a voz embargada.
— Isis, ele não está aqui. — Harry olha embaixo da cama, no banheiro, ele abre até a porta do guarda-roupa. — Está vendo, você está segura. — Ele fala e vai até a cozinha para pegar uma água para mim.
Tomo a água, me acalmando aos poucos.
— Se sentir mais segura, eu vou ficar um pouco mais no quarto.
— Não, tudo bem. Estou sendo infantil, pelo jeito. Pode ir dormir no seu quarto.
— Você está apenas assustada, desculpa se deu a impressão que eu estava te julgando. Eu só queria mostrar que comigo, você está bem e segura. Pode dormir, eu fico um pouco aqui. — Ele balança a cabeça e eu deito novamente, olhando para o meu bebê que não acordou com o meu grito.
Acabo dormindo olhando seu rostinho angelical.
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Atualizado até capítulo 89
Comments
Rejane Azambuja
Quantas mulheres passam por isso diariamente...😭
2024-12-10
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Raimunda Neves
Que estória triste, é de chorar com tanto sofrimento da Isis, dá uma revolta tão grande /Determined//Determined//Determined//Determined//Determined/
2024-10-31
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Quelzinha
Coitado , deve ser desesperador pra quem vivo isso , o psicológico então nem se fala
2024-02-06
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