...Harry...
Vejo Isis sair acompanhada do Soldado, quando ela sai da minha vista chamo o Thiago para o escritório do delegado.
— Patrão, o senhor está podendo falar? — Pergunto ao bater na porta.
— Claro, entra aí. — O delegado pede largando alguns papéis de lado. Ficamos em posição descansar em frente ao nosso chefe. Que consiste em manter os pés paralelo ao ombro e as mãos atrás das costas.
— Senhor, o Cabo Thiago ao fazer a guarda da senhorita Isis presenciou um disparo na direção de ambos.
— Você pegou o meliante? — O delegado pergunta.
— Não senhor, quando eu corri atrás dele, infelizmente ele foi mais ágil.— Thiago responde parecendo chateado. — Mas posso garantir não ser o Foragido.
— Não? — Pergunto confuso, tinha quase certeza de que era ele.
— Não, o tal suspeito era negro.
— Poderá ele estar agindo com alguém?
— Não tenho dúvidas senhor!
— Ok, Tenente Harry o caso é seu, te dou carta branca, para fazer o que quiser. Mas veja bem tenente, age conforme a lei.
— Sim senhor, Chefe.
— Só isso?
— Sim senhor!
— Estão dispensados. — Saímos do escritório e eu me viro para o Thiago.
— Você seria capaz de fazer um retrato falado?
— Com certeza.
— Faz isso para mim por favor, com sorte teremos uma ficha dele na polícia, quem sabe assim conseguimos chegar atrás do João.
— Pode deixar chefe.
Thiago vai para o lado direito enquanto eu sigo para frente até a sala de vídeos.
— Harry!
— Oi.— Sou recebido com beijos e abraço, o pequeno Ian dorme.
— Preciso te mostrar algo. — Isis me entrega o pequeno, eu coloco ele em uma das camas da sala. — Eu recebi enquanto eu estava na casa da minha irmã, antes de ouvirmos aquele tiro.
Isis me entrega o celular, vejo que é um aplicativo de mensagem, noto que é de um número desconhecido.
— Filho da mãe! Vou precisar ficar com o seu celular, quero ver se conseguimos rastrear ele, mas prometo te comprar outro.
— Não, tudo bem, eu só quero acordar desse pesadelo logo.
— Vai passa, eu te prometo. — Beijo sua testa. — Vou te levar para o abrigo.
Olho meu relógio, seis horas da noite, com sorte conseguirei passar no shopping e comprar um celular para a Isis. Ela precisa de um celular para a gente manter contato.
Eu os acompanho até o carro mas antes passo na sala de evidências.
— Thiago, tenta rastrear a última mensagem do celular, acho que é do João. — Entrego o celular em suas mãos.
— Ok.
— Eu vou levar eles para o abrigo.
— Está bem chefe.
Nos despedimos com um aperto de mão, e eu seguimos para o carro, passo no shopping e peço para ela escolher o celular. No fim ela acaba pegando um preto.
Eu como sempre verifico seu quarto, antes dela entrar. Compramos comida no caminho, e jantamos, na brinquei um pouco com o Ian e deixei ambos no abrigo, com o coração apertado.
Ando preocupado com ela, até cogitei a possibilidade dela morar comigo, mas ela não quis. Disse que daria despesas e ela não tem como ajudar.
Mas a garota é tão traumatizada, por conta do embuste, que estamos caminhando com esse relacionamento no passo de tartaruga.
Mas sei que valerá a pena, assim que tudo se resolver.
Entro em casa, desativo o alarme, tomo um banho, coloco uma roupa fresca, pois a noite está quente.
Ligo meu sistema de câmera, e repasso a gravação do tempo que eu estive fora, não encontro nada.
Por volta das nove horas da noite minha mãe me liga, Dona Carmen ficará feliz, quando souber que eu terminei com a Francine, minha mãe nunca foi com a cara dela.
— Oi mãe.
— Esqueceu da mãe?
— Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, mas jamais esqueceria de você.
— Acho bom, como anda o trabalho?
— Bem mãe, cada vez mais corrido, mas graças a Deus bem.
— Que bom meu filho. E o namoro?
— A gente terminou mãe.
— Finalmente, antes só do que mal acompanhado.
— Verdade mãe.
— Seu pai quer falar com você. — Fica um silêncio por alguns segundos e depois ouve-se a voz potente do meu pai.— Meu filho, como anda as coisas por aí? — Meu pau pergunta.
— Bem, pai. Trabalho e mais trabalho é o que eu faço.
— Entendi. Carmen vou até o escritório conversar com o nosso filho e já volto. — Ouço meu pai falando para minha mãe e aposto que minha mãe arqueou uma das sobrancelhas, desconfiada.
Escuto passos e ouço a porta sendo aberta e logo após, fechada.
— Filho, Francine me procurou, disse que você havia sido violento com ela, quando vocês foram terminar.
— Ela o que? Eu nem encostei naquela louca.
— Eu sei, é por isso que estou te contando, fica esperto aí. Ela se deu uma de vítima para mim, pedindo para eu conversar com você. Ela sabe que eu jamais aceitaria isso de você. Não foi assim que eu o criei, então sei que ela está mentindo.
— Obrigado pai, por me avisar.
— Por nada. Eu nem contei isso para a sua mãe. Ela é bem capaz de apertar o pescoço da Francine.
— Fez bem pai, a mãe só arrumaria problema para ela.
— Ok, Vou me deitar agora.
— Boa noite pai.
Desligamos o celular e fico pensando quando essa Francine vai seguir o caminho dela?
Deixo Francine de lado e me deito para dormir.
Que Isis e Ian tenham uma boa noite de sono.
...ΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩ...
...AVISO...
Pessoal meu filho caçula está doente, é por isso que estou demorando para atualizar os livros. Mas se Deus quiser logo mais sairemos do hospital e poderei seguir escrevendo.
Obrigada a todos que estão lendo.
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Atualizado até capítulo 89
Comments
Aparecida Fabrin
muito boa sua história.
2025-02-20
0
Cy
Cada capítulo é um enigma. 🤭
2024-10-08
1
Ilma Matias da Cruz
quem está por trás de tudo é a doída da Francine
2024-09-13
0