...Harry...
A noite foi um pouco agitada, Isis teve vários pesadelos, eu cada pesadelo que ela tinha, mais vontade eu tinha de pegar o desgraçado que acabou com o psicológico dela.
Na manhã seguinte fiz ela tomar café, enquanto eu dava a mamadeira do menino, eu não era costumado comer de manhã, então só tomei um café preto e saímos para a delegacia.
Ela contou todos os anos de maus-tratos, e isso doeu em mim, cada fala narrada, mais ódio por aquele miserável eu sentia.
Fiquei satisfeito quando o meu chefe deu o caso para mim, eu mesmo colocaria a mão naquele verme e vou fazer isso rindo.
Foi expedido uma medida protetiva, ele não poderia sequer passar na mesma calçada que a Isis.
João agora é definitivamente um fugitivo, já que ele não foi encontrado em sua casa para comparecer a delegacia por livre espontânea vontade.
Como prometido, consegui um quarto no abrigo para a Isis, o que me deixava encabulado, pois eu não estaria para protege-la, mas sei que ela não está confortável em minha casa.
— Eu ainda acho que você deveria ficar comigo? — Falo entrando com ela no quarto. Olhei o quarto de cima a baixo, queria garantir que ela estaria segura.
— Eu vou ficar bem, tem policial na entrada da casa e muitas mulheres circulam esse lugar.
Ela estava em um abrigo para mulheres que sofrem violência doméstica, elas ficam aqui até poderem se reestabelecer e conseguir resolver sua vida.
— Está bem, você tem o meu número. Qualquer coisa você me liga e eu venho direto para cá.
— Está bem, obrigada.
Eu aceno e dou um beijo em sua bochecha e um beijo na testa do garotinho.
Deixo o quarto dela e vou até a entrada do abrigo.
— Se liga, Isis do quarto 22 está hospedada aqui, quero seus dois olhos nela, qualquer movimento estranho no próximo ao quarto dela, me comunique.
— Não leve a mal chefe, mas a gente faz isso com todas, somos bem atentos.
— Sim, eu sei. Só estou te comunicando, fica esperto. Porque se algo passar despercebido aqui, é atrás de você que eu vou. — Aviso e saio do abrigo, voltando para a delegacia.
Falo com o meu pessoal e mando fazer um retrato falado dele e várias formas que ele poderia estar disfarçado, não quero deixar escapar nada.
— Chefe, recebemos uma ligação de que o João foi visto ao norte da cidade, sentido a rodoviária. — Um agente fala.
— Manda interceptar a rodoviária, não vamos deixar esse canalha fugir. — Peço e verifico a munição da minha arma antes de entrarmos na viatura atrás do desgraçado.
Porém quando chegamos aonde foi nos dito, vimos que foi uma pista falsa, o filha da puta não está aqui.
— Nós iremos pegar ele. — Meu parceiro bate no meu ombro.
— Eu sei que sim. — Falo.
Mas até lá eu fico angustiado, não confio nesse cara solto por aí e Isis com o seu filho, longe de mim. — Penso.
.........
Ao chegar em casa, tomo um banho, me troco, como qualquer coisa que há na geladeira.
E na hora de dormir uma certa mulher, não sai da minha cabeça, será que está bem? Com certeza está, senão ela ligaria para mim. Tomara que ela não tenha nenhum tipo de pesadelo.
E o Ian? Cara que saudades daquela bochechinha gorda. Nossa! Uma noite que eles dormiram aqui e eu já estou sentindo falta de ambos.
Me refiro na cama e não consigo dormir, acabo ligando para o meu parceiro Thiago.
— Fala mano! — Thiago atende.
— Então cara, tô sem sono, será minha companhia até ele vim.
— Sério isso?! Cara eu tô no meio de um encontro e estou prestes a entrar na saia da mina.
— Te vira, quero falar contigo. — Ouço ele suspirar. — Tá legal, nossa o que eu não faço por você cara. — Thiago fala e ouço ele falando algo para alguém, então volta a falar no celular.
— Pode falar, coloquei você no ponto, vai dá para conversar e dirigir ao mesmo tempo. — Ele diz, ouço ele ligando o carro.
— Valeu cara, fico te devendo.
— Suave mano, sabe que parceiros é para todas as horas. Então conta aí o que esta pegando.
— Sabe a Isis? — Pergunto.
— Claro a gostosa, Porra! que mulher! — Diz e se não fosse um dos melhores caras que confio teria ficado com ciúmes.
— Cala tua boca, não pode ver uma mulher que já quer enfiar esse pintinho seu. — Falo zoando ele.
— Pintinho não, respeita o malaquias. — Responde.
— Mano que nome escroto velho, mas não é sobre seu pênis que eu quero falar é sobre a Isis. Cara, sei lá mano, ela tá mexendo demais comigo velho.
— E porque você está ligando para mim e não para ela? — Thiago pergunta.
— Não sei velho. Já sei, eu vou ligar e posso usar a desculpa que estou preocupado com sua segurança. — Me levanto e vou até a janela do meu quarto.
— Mais é um covarde mesmo né? Custa dizer sentiu falta deles. — Thiago fala.
— Isis acabou de sair de um relacionamento violento, com certeza não irá querer se envolver com alguém agora, ela nem começou sentir o gosto da liberdade e vai lá eu dar em cima da moça, melhor eu sossegar no canto. — Falo olhando as estrelas do céu.
— Bom, você que sabe. Entoa fica aí remoendo esse sentimento, em vez de criar coragem e convidar a moça para jantar. — Noto uma movimentação estranha na porta de casa, pego minha arma.
— Vou pensar, cara, tenho que desligar, tem alguém na frente de casa.
— Eita mano, precisa de reforço?
— Não, valeu. Pode não ser nada. — Desligo o celular e devagar eu desço as escadas e abro a porta de casa, em vez de ir pela frente, dou a volta para surpreender quem estiver em frente de casa.
Ando alguns passos e posso ver a pessoa frente de casa, vou me aproximando, pronto para atirar se for preciso, mas quando chego perto me deparo com a Francine.
— Porra mulher! — Falo, ela toma um susto. — Eu poderia atirar em você. O que você faz aqui? — Pergunto e guardo minha arma no coldre.
— Eu vim te ver.
— Caraca Francine você não conhece a palavra termino né? Eu e você não vamos mais voltar, enfia nessa sua cabecinha.
— Mas foi injusto da sua parte, você terminou comigo por causa daquela mulherzinha. Eu nem ao menos fiz nada para você.
— Mais uma vez para ver se entende. Eu e vamos já não estava dando certo muito antes da Isis aparecer. Você ser racista foi o estopim para mim. Agora volta para a sua casa e não apareça mais aqui. — Falo e me viro para entrar em casa.
— Eu estou grávida! — Ela diz, eu me viro lentamente. — Você será papai. — Diz e não posso acreditar nisso.
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Atualizado até capítulo 89
Comments
Zenith Afonso
Acabei de ler uma história que, aconteceu a mesma coisa....
O cara quis terminar, e ela jogou a " bomba no colo dele "..
2025-02-04
0
Maria Ines Santos Ferreira
que chato nada a ver
2024-11-06
1
Janet Almeida
Essa japa tá mentindo com certeza
2024-10-08
0