...Isis...
Eu nem sei como é viver sozinha, tudo que eu fazia eu pensava em como o João iria se comportar. Agora viver sem essa preocupação é esquisita, mas sei que irei me acostumar. E não estou nem reclamando, é só diferente você se reencontrar.
Dormi bem, dessa vez não tive nenhum pesadelo, Ian também estava bem, dormiu como uma pedra, acordou só de manhã para mamar.
Estou ajeitando a cozinha para tomar café quando ouço baterem na porta.
— Bom dia! Espero não estar atrapalhando. — Harry diz assim que abro a porta, dou passagem para ele entrar.
— Não, claro que não, eu iria preparar alguma coisa para tomar café.
— Então cheguei na hora certa, trouxe uns pães. — Ele me estende uma sacola.
— Obrigada. — Agradeço e coloco em cima da mesinha.
— Dormiu bem? — Harry pergunta me acompanhando na pequena cozinha.
— Dormi sim. — Respondo e coloco água para o café.
— E aquela bolinha de gostosuras?
— Ian? Ian dormiu feito pedra. — Respondo e percebo ele inquieto demais.
— É difícil? Cuidar de uma criança? — O tenente pergunta ainda inquieto.
— Não é fácil, mas também não é nenhum bicho de sete cabeças. Mas sem querer ser invasiva, o porque você está perguntando isso?
— Vou ser sincero com você, Isis. Minha ex está grávida.
— Parabéns então, papai. — confesso que fui pega de surpresa, o que é uma reação estúpida.
— Obrigado, mas não estou contente sabe?
— Mas porque você não queria ser pai?
— Querer eu até quero, mas é porque não era algo que eu estava planejando sabe. E eu queria ter filhos com a pessoa que eu amasse, e eu tivesse certeza que seria a mulher da minha vida.
— Entendo, mas nem sempre os nossos planos dão certo. — Lembro da minha história, imaginei outra coisa para a minha vida e o resultado foi sofrimento.
— É verdade, nunca estamos no controle de tudo — Harry diz e me ajuda a preparar as coisas para o café.
— Mas tenho certeza que você será um ótimo pai.
— Obrigado é o que eu quero.
— E de quanto tempo ela está? — Pergunto e Harry para de beber o café e me olha.
— Não sei. Esqueci de perguntar, mas acho que é recente.
— Claro, estou feliz por você se qualquer forma. Pretende tentar uma reaproximação?
— Não, irei assumir a paternidade e tudo. Mas ela lá e eu aqui. Não volto mais com ela. Até porque outra pessoa já habita meus pensamentos. — Harry diz pensativo. E isso mexe comigo.
— Então o cupido foi rápido né? — Pergunto tomando a bebida quente.
— Como um míssil, sem que eu esperasse, minha mente e coração foram atingidos. — O tenente reponde com um sorriso de canto.
— Com certeza ela deve estar muito feliz, você é um bom homem. — Falo.
— Ela não sabe, ainda estou encontrando coragem para falar com ela. — Harry fala e arruma um pão francês para ele.
— Que isso um homem desse tamanho, acostumado a pegar os mais perigosos criminosos, com medo de uma mulher. — Falo rindo, ele balança os ombros.
— A situação é um pouco mais complicada. Tenho medo, além de ela não estar afim de mim é claro, mas também tenho medo de perder a amizade dela, tem tanto pouco tempo mas já a considero como minha amiga.
— Aposto que não, vale a pena você contar, eu acho.
— Vou ver, quero sondar primeiro o terreno, se eu ver que ela está preparada, então revelo meus sentimentos a ela.
— Quero saber o rumo dessa novela, tá bom.
— Se tudo der certo, você será a primeira saber.
— Que bom. Posso te ter como amigo né? — eu o abraço.
— Não só pode, como deve. — Harry me abraça e circula os braços em minha cintura.
— Mudando um pouco de assunto, estou pensando em arrumar um emprego, na verdade eu preciso de um emprego. — Eu me afasto do seu toque, que estava ficando quente, pelo menos da minha parte.
— Não sei se é uma boa ideia, João ainda está solto, não confio em você andando sozinha. — Harry pontua.
— Mas eu não posso ficar presa aqui, eu preciso de dinheiro, daqui a pouco, o trocado que eu tenho irá acabar, e eu tenho um filho que precisa de coisas.
— Você tem razão. Tudo bem, você irá entregar o currículo, mas eu estarei junto e toda vez que você for para o trabalho eu a levarei, e se eu não puder o Thiago fará isso. — Harry pega as minhas mãos. — Não quero que pensa que eu estou te prendendo, só quero garantir a sua segurança, João é um homem covarde, ele tentará chegar perto de você quando você estiver sozinha. — O tenente me explica.
— Eu entendi, obrigada por me proteger. — Dou um beijo em sua bochecha e juro que pude ouvir um gemido de satisfação.
Nessa hora ouvimos Ian acordar chorando, eu o pego, e percebo que ele quer mamadeira.
— Deixa que eu pego ele, enquanto você faz a mamadeira dele.
Faço o mama do meu pequeno e pelo canto de olho posso ver os olhos do. Harry brilhar, ele irá adorar a paternidade por mais que seja em um momento pouco propício.
Harry se oferece para alimentar o meu filho, e eu permito, ele executa a tarefa muito bem.
..........
O tenente foi embora logo após o café da manhã, ele lavou a mini louça que sujamos, na verdade eu levei uma bronca, por estar recolhendo a louça.
O que achei muito estranho, sempre ouvi que homens não fazem serviço de casa, homens só trabalham fora e sustenta a casa. A mulher que tem que fazer o resto.
Sento na cama e ligo a televisão pequena que tem no quartinho, o lugar é pequeno mas é bem ajeitado.
O lugar que eu estou é um cômodo que é dividido entre o quarto e a cozinha.
O banheiro é comunitário, tem horário e tudo para tomar banho, mas é melhor que dormir na rua, pelo menos um teto em cima de nossas cabeças a gente tem e agradeço a Deus por isso.
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Atualizado até capítulo 89
Comments
Raquel Martins
Pena que nem todas as mulheres encontram um Harry desses.
2024-07-05
3
Edi Graças
Infelizmente ainda existe muitas mulheres presas em relações assim😢😢😢
2023-09-05
2
A Ribeiro
já que só assumira o bebê ...conta sobre seus sentimentos
2023-03-16
0