...Isis...
Volto a andar e passo pela recepção, o policial que me trouxe vem até a mim.
— Oi...hã...Como está o garoto? Perguntei por informações mas não quiseram me dar por não ser da família. — O policial diz.
— Ele desenvolveu uma pneumonia, eu não sei onde eu errei. Eu tomo tanto cuidado com ele, para ele não adoecer..— Me vi desabafando com um desconhecido, e seu olhar de compreensão me pega desprevenida, e as lágrimas voltam a descer.
— Ei, a culpa não foi sua. Crianças ficam doentes mesmo. — Ele aperta meu ombro como forma de apoio.
— Obrigada, por me ajudar. Mas agora eu preciso ir. Tenho que buscar algumas coisas para ficar com o meu menino. — Falo me afastando.
— Eu te levo até a sua casa, já está tarde e conseguir um meio de transporte será difícil.
Seria uma boa mesmo, mas com certeza João não irá gostar e ainda capaz de pensar que eu estou traindo ele.
— Muito obrigada, mas vou andando, é perto.— Minto descaradamente, porém não quero apanhar, preciso estar aqui, com o meu filho e se eu levar uma surra.
As pessoas me olharam com pena e terei que inventar uma desculpa para aquele hematoma.
— De jeito nenhum, não posso permitir que você ande sozinha por aí de madrugada, não é querendo ser machista. Mas essas ruas são perigosas. E é o meu dever proteger você.
Eu sei que ele está só sendo simpático, mas ter atenção de um homem depois de tanto tempo, mexeu com o meu coração.
— Está bem. Então aceito, se não for atrapalhar você.
— Claro que não. — Começamos a andar em direção ao seu carro.
— Espero realmente não estar atrapalhando você.
— Eu já disse que não tem problema. Acabo de sair da delegacia, estava resolvendo um caso que acabou tomando parte do meu tempo. — Harry abre a porta do carro para mim, e entra no lado do motorista dando partida no veículo.
O trajeto até em casa é feito em silêncio, em menos de quinze minutos paramos em frente de casa.
— Gostaria de entrar? — Pergunto.
Tenho certeza que se o João ver o policial terá medo e não me baterá.
— Estou bem aqui mesmo.
— Que isso, faço questão não vou demorar. — Insisto até convencê-lo a entrar comigo, abro a porta de casa, dou de cara com a sala apagada, acendo a luz.
— Pode ficar a vontade, eu já volto. — Aviso.
— Finalmente a puta resolveu aparecer...— João vem gritando do quarto.
Olho para o policial com vergonha, ele está muito sério, sua mão antes ao lado do corpo, foi parar em sua arma.
— Desculpa. — Dou um sorriso sem graça. — João avisei que tinha ido levar o Ian ao hospital. — Falo e nessa hora ele aparece na sala.
— Não sabia que tínhamos visita esposa. — João diz olhando para o tenente.
— Pois é, Harry me ajudou com o Ian quando estava precisando. Ele é tenente da polícia. — falo e João me olha por alguns segundos.
— Prazer em te conhecer. — João diz e aperta a mão do policial, que tem seu semblante sério, nem parece, o mesmo que estava conversando comigo a poucos minutos.
— Vou pegar as coisas para voltar ao hospital. — Falo e João me acompanha até o nosso quarto, pedindo licença ao Harry.
— Espero que você faça meu almoço todo dia, não vai deixar nenhum moleque atrapalhar sua vida de dona de casa.
— Mas João eu estarei no hospital. — Falo e João aperta meu braço com força, chegando a me machucar.
— Te vira, e não pensa que aquele policialzinho me intimida, se eu sonhar que está me traindo, eu te mato sua merda. — Ele solta o meu braço, e minhas lágrimas caem, a dor é forte e rapidamente arrumo minhas coisas.
Vou para a sala e o tenente franze a sobrancelha, depois olha na direção do João que está sentado no sofá.
Ele não diz nada e me acompanha até o seu carro.
— Está tudo bem com você? — Pergunta assim que entro no carro.
— Sim. — Respondo somente.
Ele nada diz e liga o carro, dando partida no mesmo.
Ao chegar no hospital, ele me ajuda com a bolsa.
— Obrigada mais uma vez.
— Não precisa me agradecer. — Diz sorrindo, então seus olhos vão parar em meu braço.
Olho para onde seus olhos estão, e percebo o roxo nele, automaticamente tento esconder com a blusa de manga curta.
— O que foi isso?
— Nada. — Minto.
Ele olha para mim por alguns segundos.
— Isso não parece nada, Isis. — Ele respira fundo.
— Eu me machuquei, só isso. — Digo, me sentindo ruim por mentir.
— Olha, não precisa me contar nada agora. Vou deixar meu telefone com você. Se precisar de ajuda, pode me chamar a hora que você quiser.— Ele me entrega um cartão.
Aperta meu ombro e vai embora. E eu vou para UTI, onde meu filho está.
Será que ele é o anjo que Deus me enviou para me ajudar? Mais que besteira essa, até parece.
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Atualizado até capítulo 89
Comments
Cristina Santos
Harry será o Salvador da Isis 👏👏👏 e o João vai se ferrar se machucar a Isis .
2025-01-28
0
Juliana Vicentina da Costa Nerys
É sua oportunidade.
2025-02-16
0
Cy
Com certeza foi. Deus ouve nossas Orações.
2024-10-08
1