...Madú...
Três dias depois eu estava na sala, bem arrumada e maquiada esperando pelo W, finalmente ele chegaria hoje pra acabar com a minha ansiedade.
Já passavam das 10h da manhã e nem sinal dele eu já estava impaciente andando de um lado para o outro. O Benj tinha dito que ele ia pegar o voo logo cedo e que estaria aqui ainda pela manhã.
— E aí Parça... —O Benj apareceu com um sorriso amarelo na cara.
— O que? Houve outro atraso, ou descuido? Cadê ele? — Respondi agoniada.
— Então, ele teve um problema no trânsito e perdeu o voo, daí ele ainda tá no aeroporto.
— Por acaso você tá mentindo pra mim Benj? — Me aproximei dele e falei seriamente.
— Eu? — Benj me olhou assustado. — Madú, na boa, eu tenho medo de você, mais até do que tenho do chefe, nunca mentiria pra ti. Vai que você descobre e me tortura até a morte.
— Deixa de ser besta Benj. — Respirei fundo. — Que horas ele chega?
— Não sei, mas saiba que ele tá fazendo um inferno no aeroporto.
— É bom que esteja mesmo, e que esse inferno dê resultado. — Subi as escadas de volta pro quarto, mas antes ouço a conversa do Benj com a Marisol.
— Ela é bem determinada, e ta realmente apaixonada pelo chefe. — Marisol falava.
— E ele por ela.
— São perfeitos um pro outro. Que ele nunca me ouça mas, gosto mais dela do que gostava da Aline.
— A Aline era uma menina sonhadora, a Madú é uma mulher, madura, segura de si. Tenho certeza que pra ela o dever da família não seria um empecilho. Muito pelo contrário, ela valoriza muito a família.
A conversa deles encerra e volto pro quarto.
Quem será essa Aline? Será que é a ex-namorada do W? E que história é essa de dever da família?
O Benj diz que não mente pra mim, mas em compensação não me conta praticamente nada. Ele é mesmo muito fiel ao chefe.
Ai chefe, volta pra mim. Merda!
Já passava das 13h, sinto o meu estômago roncar e decido descer pro almoço.
— Já ia subir pra perguntar se não ia almoçar. — Marisol falou assim que entrei na cozinha.
— Desculpa Marisol, perdi o horário.
— Tudo bem, vou chamar o Benj, ele disse que ia te esperar pra almoçar.
— Já to aqui. — Benj entra e antes que eu pergunte ele já vem em minha direção. — E o chefe continua no aeroporto.
— Ok! — Suspirei.
Depois do almoço, Benj recebeu a visita de uma das suas garotas. Eles ficaram algumas horas na casa da piscina e depois vieram me fazer companhia.
Eu estava sentada numa espreguiçadeira estudando um dos casos da Solano em meu notebook.
— E aí Parça! Essa é a...? — Benj fica confuso olhando para a garota.
— Não sabe o nome dela? — Perguntei.
— Na verdade sei, mas... não lembro. — Eu olho incrédula pra ele, mas a garota parece não se abalar com isso.
— Meu nome é Bruna. — Ela falou sorrindo.
— Bruna, isso! Essa é a Bruna. — Benj falou rindo também, fala sério.
— Você é inacreditável Benj. Muito prazer Bruna.
— Vou buscar uma limonada pra você e caipirinha pra gente. — Ele sai e me deixa com a Bruna.
— É a primeira vez que vem aqui? — Perguntei.
— É sim, casa bonita. Meus parabéns!
— Parabéns pelo que? — Falei confusa.
— Pela casa! Você não é a chefa? — Eu quase entalei com a saliva ao ouvir essa pergunta.
— Eu? Não mesmo.
— Nossa, mas você é importante né?
— Por que acha isso? — Que garota esquisita.
— A velha disse que você ia se irritar se me visse aqui. O Benj ficou todo apreensivo quando saiu da casa e te viu aqui fora. Então achei que você mandava aqui. — Ela falava de um jeito tão descontraído que cheguei a achar graça.
— Pronto senhoras, limonada pra parceira e caipirinha pra mim e pra Bia. — Benj retornou com três copos.
— O nome dela é Bruna. — Reclamei.
— Ahh é! Desculpa meu bem. — O celular do Benj vibra, era uma mensagem. — O Chefe pegou o avião, ele chega daqui a 3 horas.
— Certo! — Respirei aliviada. — O que você faz Bruna?
— Como assim?
— Tem alguma ocupação?
— Não. — Ela responde sorrindo, eu olho pro Benj que começa a gargalhar.
Ficamos jogando conversa fora, a pobre Bruna é mesmo uma cabecinha de vento, mas até que é divertida. Ainda assim, essas 3 horas parecem uma eternidade.
Finalmente o chefe chega. Só de olhar pra ele o meu coração acelera, e por mais que tente não consigo esconder a minha cara de felicidade em saber que ele está de volta.
— Olá família, demorei mas cheguei. — Ele veio andando até onde estavamos e para de frente para mim. — Não mereço um abraço? — Me levanto e dou um abraço bem fraco nele. É claro que a minha vontade era correr para os seus braços assim que ele chegou, abraçar bem forte e o encher de beijos, mas eu queria que ele pagasse pelo que me fez passar, eu ainda ia torturar ele um pouquinho. — É só isso que eu mereço?
— É sim. Vem, vou te preparar um banho, deve estar cansado. — Saí andando para dentro da casa.
— Quem é ele Benj? — Bruna perguntou.
— Fica quieta Clara. — Ouço o Benj errar o nome dela outra vez e me irrito.
— Fala sério Benj, o nome dela é Bruna. — Me viro sorridente para a garota. — Até mais querida, foi um prazer te conhecer.
— Até mais Chefa. — Ela responde e o Chefe me olha confuso.
— Chefa? — Ele pergunta com a testa enrugada.
— Vem! — Evito responder e puxo ele pro quarto, preparo o banho, ele tira a roupa e entra na banheira me provocando.
— Não vai entrar? — Ele fala manhoso.
— Tomei banho a pouco tempo, relaxa, eu já volto. — Saio do quarto antes que ele proteste, afinal não posso negar nada pra ele. Mas ainda quero que ele seja punido pelo tempo que tive que esperar por ele.
Voltei pro quarto com uma camisola bem provocante, ele estava deitado na cama e me olhou feito um lobo que avistou sua presa.
— Que surpresa maravilhosa!
— Fica quieto! — Ando até ele e pego duas algemas, que por acaso encontrei no meio das coisas dele.
— O que tá fazendo? — Ele me olha confuso.
— Já disse pra ficar quieto! — Pego o seu braço e prendo com a algema em um gancho que pedi ao segurança para colocar no painel atrás da cama. Faço isso em cada braço.
— Pra que isso? Vai me torturar? — Agora ele estava achando graça.
— Vou! — Respondi séria e ele me olhou curioso. Pego uma poltrona e coloco bem na beira da cama, me sento colocando as pernas em cima das pernas dele. — Você me deixou aqui sozinha, sem notícias, nem uma ligação ou mensagem sequer. Atrasou a viagem em 3 dias e ainda perdeu o voo.
— Nada disso foi culpa minha.
— Nem minha. Mas ainda assim eu fiquei aqui abandonada. Agora você não vai poder me tocar.
Lentamente vou retirando as minhas roupas e eu mesma acaricio o meu corpo, vou deslizando as mãos pelos meus seios, abdômen, pernas, até a minha intimidade, tudo bem lentamente, e olhando fixamente nos olhos dele.
— Ta legal, isso já é suficiente, me solta. — Ele começa a puxar as algemas.
— Não, não vou soltar! — Continuo acariciando, introduzi meus dedos em mim e faço movimentos mais rápidos, só de olhar a expressão que ele fazia eu sentia ainda mais prazer, fui aumentando o ritmo e continuava olhando pra ele, intensifiquei ainda mais e comecei a gemer o nome dele. — W...
— Aí já é demais. — Ele praticamente gritou isso.
De repente ouço o barulho de madeira quebrando. Definitivamente eu subestimei ele.
O W puxou as algemas com tanta força que quebrou o painel arrancando os pedaços de madeira onde os ganchos haviam sido presos.
— Você me provocou agora vai ter o que merece! — Ele me pegou pelos ombros e me jogou na cama de forma super brusca, subiu em mim me olhando feito um lobo no cio.
Por um momento eu me arrependi do que tinha feito. Ele parecia louco.
Eu nem sei descrever o que houve naquele quarto. Nada de preliminares, nem carinho, o W entrou em mim com tanta força que foi impossível não gritar, parecia que o seu membro até tinha aumentado de tamanho, de tão profundo que estava, ele me apertava e beijava de forma tão feroz e forte. E as estocadas eram tão intensas que eu mal conseguia respirar.
E por mais estranho que fosse, eu gostei bastante até.
Quando terminamos ele me levou pra banheira e repetimos mais algumas vezes, porém com mais calma.
Depois me trouxe de volta pra cama.
— Viu o que ganhou me provocando? Agora tenho que mandar consertar o painel. — Falou apontando para a madeira quebrada na parede.
— Você é doido de pedra. Olha o que você fez.
— Achou que era só você que estava com saudade? Eu fiz um inferno naquele aeroporto porque precisava te ver. Ai eu chego doido pra ter você e sou recebido assim, com toda essa tentação.
— Sentiu mesmo a minha falta? — Lá estava eu, me enchendo de expectativas outra vez.
— Muito! — Ele sorriu pra mim.
Eu queria tanto dizer que o amava, que o desejava, mais que tudo, mais do que já amei antes.
Porém sabia que não deveria, e não queria estragar esse momento. Apenas o abracei, beijei e adormeci exausta ao lado dele.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 45
Comments
Eliandra Leal
ele devia descobrir o que ela passou e se vingar por ela, com o primeiro e com o outro que tá ameaçando ela e a família dela, e depois do irmão dela.
2025-02-03
1
Silvia Barbosa
Eu também acho que ele é mafioso ou justiceiro.
2025-01-19
2
Aldilene Pereira
acho que ele é mafioso
2025-01-22
0