...Madú...
Uma semana se passou, não recebi nenhuma ligação do chefe, a Mercedes liga todos os dias pra falar com o Hernando e com o Cesar, e às vezes consigo falar com ela, mas sempre diz a mesma coisa, que está tudo bem e que em breve estarão retornando pra casa.
Nisso já são vários dias que não consigo dormir, as minhas olheiras estão cada dia mais fundas e estou triste e cansada, parece que voltei a ser a Madú de antes da terapia, triste, insegura, que vivia andando pelos cantos da casa, sem objetivo de vida.
Isso até fazer a terapia e me dedicar ao trabalho no Escritório Solano. Talvez eu deva voltar a trabalhar. Ocupar a mente com coisas importantes. Resolvo ligar pro Valter.
— Oie Madú, saudade de ouvir a sua voz! — Ele atende sorridente e isso me anima um pouco.
— Oie Valter, saudade de você também! E como estão as coisas?
— Mais ou menos, o Valmir conseguiu autorização pra um novo julgamento e dessa vez ele tá vindo com tudo pra provar a inocência daquele bandido.
— Não vamos permitir. Me manda tudo do caso, vamos analisar minuciosamente.
— Pode deixar.
O Valter me mandou o material e ficamos analisando tudo até tarde. Assim sinto o dia passar mais rápido e tenho menos tempo para me lamentar e me preocupar com o Chefe.
— Oi Parça. Você ta legal? — Benj se senta ao meu lado.
— Mais ou menos.
— Ele vai ficar bem, acredita em mim pow. Nada derruba o Chefe, antes do que você espera ele vai estar de volta.
— Ta tudo bem Benj. Você não tem que dar satisfação. Eu sou só uma diversão aqui.
— Você sabe que é bem mais que isso, pra todo mundo aqui, imagina pro Chefe.
— Eu vou deitar, boa noite Parça.
— Fica de boa Parça.
Dou um abraço no Benj, meu parça, e vou pro quarto do chefe. Sento na cama e começo a meditar, mas estou muito cansada, e o sono vem com tudo pra cima de mim, tento me manter acordada, pois não quero assustar a casa com pesadelos outra vez, mas sou vencida pelo cansaço e adormeço.
...'No meio da noite ouço uma batida forte na porta do quarto, me levanto e vou abrir, de repente não estou mais na mansão e sim, num lugar escuro, molhado e fedido, ouço som de uma goteira insistente e irritante....
...Então ele aparece na minha frente, me segura e começa a me bater, todo o meu corpo dói, ele me levanta, me segura pelo pescoço e diz:...
...— Isso não ser bom, e vai doer muito....
...Então vejo o W correndo em minha direção, ele vem me salvar, mas o outro o derruba e lhe da um tiro'...
— NÃO... W...NÃO, ME SOLTA, DEIXA ELE PAZ, ME SOLTAAAAA, W... SOCORRO. — Sinto alguém me segurar e grito muito.
— Ei, Madú... Acorda, calma, acorda eu tô aqui. — Eu acordo suada, tremendo, e sem entender onde eu estou, até que olho pra ele, era o W ali na minha frente, ou ainda estava sonhando?
— É você? — Passo as mãos no rosto dele pra ter certeza, mas sim, era ele, ele estava aqui.
— Sou eu, tá tudo bem, eu vou te proteger! — Eu o abraço com toda a minha força e não consigo evitar que as lágrimas molhem o meu rosto. — Ei, calma, já passou, foi só um pesadelo, mas eu voltei, agora você vai poder dormir tranquila.
— Como você está? Eu estava com tanto medo de que algo ruim tivesse acontecido. Você se machucou? — Olhei o seu corpo e vi que havia um curativo no abdômen.
— Eu disse que computadores podiam ser muito perigosos. Mas eu tô bem agora. — Ele me carrega no colo e me beija com muita intensidade. — Eu tava com saudade, da sua pele, do seu cheiro, do seu calor, da sua boca, enfim, muita saudade de você.
— Eu também. Vem, vou te preparar um banho quente!
Entro no banheiro, e ajeito tudo, ligo a banheira, espero encher, coloco alguns sais e o ajudo a retirar as roupas e entrar.
— Pode molhar esse curativo? — Perguntei.
— Pode, quando terminar eu faço outro.
— Sabe trocar curativo?
— Ja fiz tantos, tive que aprender. Sou um bom enfermeiro. — Ele deu sorrisinho de lado e entrou na banheira. — Vou tomar banho sozinho?
— Deixa de arte, você está machucado.
— Estou machucado, mas continuo vivo. Se ganhei outra chance de vida, preciso aproveitar. Vem aqui!
Retiro a minha roupa e entro na banheira, sento em seu colo e já sinto o seu membro duro embaixo de mim. Nos beijamos e começo a cavalgar com calma sobre as suas pernas, não faço movimentos bruscos com medo de ele se machucar.
Mas ele toma o controle e me coloca de costas na banheira, me segura pela cintura e me invade com vontade, fazendo estocadas rápidas e intensas, até que nos saciamos.
— Você ta bem? — Falei preocupada.
— Tô ótimo.
Voltamos pra cama, ele troca o curativo e posso ver a marca, parece que ele levou um tiro, meu coração aperta ao ver sua ferida.
Minha nossa, ele poderia ter morrido.
— Pode parar. Dá pra ver na sua cara que tá pensando besteira. — Ele diz como se adivinhasse meus pensamentos.
— Você poderia ter morrido!
— Mas não morri. Então só vamos celebrar a vida ta bom! E eu vou passar os serviços pro Benj e pro Hernando, então teremos mais tempo juntos.
— Maravilha!
Uma semana depois.
O W parece estar bem recuperado, na verdade ele não deixou de fazer nada mesmo com o curativo. Nós dois estamos cada dia mais próximos e não posso negar que estou cada vez mais apaixonada por ele.
— O que acha de darmos um passeio hoje? — Ele propôs e eu acho máximo poder sair um pouco da mansão.
— Acho ótimo, a única vez que saí dessa casa foi no dia em que fui no shopping com a Mercedes. Para onde vamos?
— Vou te lavar no meu lugar preferido. Arruma uma bolsa, pois vamos passar o fim de semana lá.
— Legal!
Corri pro quarto, arrumei uma bolsa com algumas roupas e desci.
Fomos no carro dele até uma área de floresta ainda dentro de Codrinal, o lugar era muito bonito, e remoto também. Dentro da mata havia uma casa feita de madeira.
— Que perfeição! — Falei admirando o lugar.
— Linda né. — Ele me abraçou por trás. — O meu pai construiu pra mim. Era o nosso lugar especial, eu costumo vir aqui pra pensar, ficar sozinho, eu amo esse lugar!
— Nossa, obrigada por me trazer aqui.
Entramos, a casa era ainda mais incrível por dentro. O W me puxou pra um abraço e nos beijamos com muito carinho, a nossa relação tem ficado mais íntima e carinhosa com o tempo.
Ele me pega no colo e sentamos no sofá, continuamos o beijo que se intensifica, aos poucos vamos arrancando as nossas roupas, eu já tinha ficado mais a vontade com ele e também aprendi uns truques que o deixam totalmente enlouquecido.
Deslizo as minhas mãos pelo seu corpo parando perto do seu membro, só isso já deixa ele bastante ansioso, em seguida desço beijando o seu corpo e retiro a cueca que vestia. Assim tenho liberdade para abocanhar toda aquela extensão que eu aprendi a apreciar.
Faço movimentos intensos com o seu membro em minha boca, enquanto ele delira de prazer, quando já não resiste mais ele me puxa e sento em seu membro até que goz@mos juntos.
— Vamos fazer algo pra comer, você me deixou com fome. — Ele se levantou e foi andando para a cozinha.
— Então, eu não sei cozinhar nada. — Falei tímida.
— Eu cozinho, e muito bem por sinal. — Ele disse se gabando. — Mas nem pense que vai ficar aí de dondoca, pode vir me ajudar.
Fomos para a cozinha, e não é que ele realmente cozinha bem. Fizemos um risoto de cogumelos que estava uma delícia.
Depois do almoço fomos passear pela floresta, era linda e silenciosa, que lugar perfeito, paramos próximo ao rio e ficamos jogando conversa fora.
— Você já teve algum namorado? — Ele perguntou se sentando numa rocha.
— Você nunca me falou da sua namorada. — Tentei descobrir algo a mais sobre ele.
— Mas você sabe que tive uma namorada.
— Verdade, sim eu tive um namorado, na época da faculdade.
— Por que terminou?
— Digamos um eu tive uma experiência traumática. E ele não entendia o que eu estava passando. — Depois do meu sofrimento no morro, eu me fechei e o meu namorado simplesmente me abandonou.
— Nossas histórias são parecidas, o meu namoro também passou por algo traumático, e parte disso é culpa minha, já que eu não entendia o que ela passava.
— A terapia me ajudou a perceber que nada do que aconteceu era culpa minha, nem o fim do meu namoro. Talvez você deva tentar fazer, quem sabe te ajuda a se livrar desse peso da culpa. — Tentei o ajudar.
— Vamos mudar de assunto. O passeio tá muito legal pra ficarmos falando de coisas ruins. — Acho que essa questão da namorada é algo bem sensível para ele.
Voltamos para a cabana e nos amamos a noite inteira, o W me faz sentir coisas que eu nem sabia que era possível, transamos em cada parte daquela cabana, e cada vez era melhor, mais intenso, nunca nos cansamos um do outro.
Voltamos para a mansão depois do fim de semana, e com isso outro mês havia se passado. Mais dois meses e eu estaria voltando pra minha casa.
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Fatima Vieira
ele não vai deixar ela voltar
2024-10-26
2
Lucineide Vieira
eles vão se apaixonar e ser feliz
2024-09-27
0
Juliana Vicentina Da Vo
Essa parte parece dolorosa.
2024-09-24
1