Processo de cura?

...Madú...

Eu tava sentindo alguém acariciar os meus cabelos, com certa dificuldade fui abrindo os olhos e dei com o chefe na minha frente.

— Bom dia dorminhoca, não disse que acordava cedo? Devo ter te cansado muito ontem! — Ele falava sorrindo, sorri de volta até que me dei conta do que ele disse.

Dorminhoca? Eu havia dormido, sem tomar os remédios. E não me lembro de ter tido pesadelos.

— Bom dia! Eu te acordei? Eu gritei por causa de pesadelos? — Falei aflita.

— Pesadelos? Não. Se teve pesadelos, você não expressou, parecia tão serena dormindo.

— Eu? Dormindo serena? — De fato eu tava me sentindo super bem, fazia anos que eu não acordava assim, tranquila e bem disposta.

— É, por que? Você não dorme bem?

— É... na verdade não. Eu tenho insônia e pesadelos. E não trouxe meus remédios para dormir.

— Então acho que a minha companhia te fez bem. — Ele diz isso com um lindo sorriso. Como pode ser tão bonito assim? — A Marisol trouxe o nosso café da manhã, vem aqui. — Ele me levantou e havia uma mesa posta no quarto dele. Sentamos e tomamos café da manhã regado a muitos carinhos. Quando terminamos ele me carregou de volta pra cama e me deitou de costas. — Vou fazer você relaxar ainda mais. Imagine que estamos num SPA, quando sair daqui você vai estar dormindo como um bebê.

Eu não consigo evitar e um sorriso bobo me escapa. Eu estava bem e até feliz ali, que loucura, como eu poderia estar feliz ao lado de um desconhecido que me pagou para estar com ele? Isso não faz o menor sentido.

Fui retirada dos meus pensamentos pelos toques dele em meu corpo, ele pegou um óleo quente e passou pelas minhas costas e nádegas e foi massageando de uma maneira bem sexy, nos conhecemos a um dia e parece que ele já conhece cada pedaço do meu corpo e sabe bem onde são os meus pontos fracos, ele massageia e beija o meu corpo me fazendo delirar, depois me vira de frente e faz a mesma coisa em meus seios, abdômen, pernas e por fim na minha intimidade, eu já estava totalmente entregue.

Naquela manhã ficamos trancados no quarto onde apenas se ouvia nossos gemidos e o som dos nossos corpos se chocando um contra o outro. Quando já estávamos cansados fomos tomar banho e descemos para o almoço, já passavam das 13h.

— Olá, posso colocar o almoço de vocês na mesa? — Marisol nos recebeu na sala.

— Marisol, eu vou passar a tarde no escritório trabalhando, então leva o meu almoço pra lá. — Ele disse isso e saiu.

— Certo senhor! E você Madú?

— Posso almoçar na cozinha mesmo.

— Então vamos, também não almocei ainda, posso te fazer companhia?

— Mas é claro!

Almoçamos juntas, a Marisol é uma boa pessoa, e ótima companhia. Ela me disse que trabalha aqui na mansão desde antes do Chefe nascer, então ela ajudou a cuidar dele desde sempre. Quando perguntei sobre os pais dele, ela desconversou e disse apenas que eram pessoas maravilhosas, e que não moravam mais lá.

— Marisol, eu confesso que estava bem apreensiva de vir passar esses meses aqui e ser tratada mal, tipo como uma prostituta qualquer. Mas vocês me tratam como uma convidada.

— Bom, nós tratamos todo mundo bem, se a pessoa não for mal caráter terá sempre o nosso melhor tratamento, independente de sua profissão, renda enfim.

— Isso é muito legal da parte de vocês. — Sorri.

— E sobre prostitutas, você não parece ser uma. Eu suponho que você está nisso por uma situação específica. Acertei?

— Acertou. — Falei cabisbaixa.

— O chefe já trouxe outras mulheres do Ciclo Fenin, você é a terceira na verdade, as outras não eram como você, uma se sentiu a dona da casa, me tratava como a cadelinha dela, a outra tentou conquistar o chefe, em vão coitada. E ainda tem as inúmeras mulheres que o Benj traz pra cá. Então você é totalmente diferente, eu gosto de você.

— Bom saber que eu sou especial. — Sorri.

Depois do almoço eu peguei o meu notebook e fui para a área da piscina, resolvi trabalhar um pouco e liguei pro Valter pra saber como estavam as coisas no escritório.

— E aí Madú, como tá a viagem? — Valter atendeu animado.

— Ta tudo certo Valter e como estão as coisas por aí?

— Bom o Valmir já solicitou um novo julgamento pro riquinho estuprador. Mas conseguimos que ele já fosse transferido para o presídio.

— Maravilha Valter. Já vou aproveitar pra reorganizar esse caso, esse sujeitinho não vai se livrar.

— Não mesmo. Mandei as informações pro seu email. E temos um novo caso também. Mais uma vítima de violência doméstica, um senhor rico que gosta de bater nas empregadas.

— Manda esse também pra que eu possa analisar.

Fico um tempo discutindo casos com o Valter, depois desligo e resolvo ligar pro Lú, não falei com ele ontem deve estar uma fera comigo.

— Alguém me disse que iria me ligar todos os dias. Como eu vou saber que você está viva mulher? — Ele atendeu já brigando.

— Eu to viva amigo, e estou bem. Ontem eu passei o dia inteiro com o chefe, então não tinha como ligar.

— Ta, mas me conta como é o chefe?

— Lindo, acho que é o homem mais lindo que eu já vi, e ele me trata super bem, tipo nem sei explicar amigo, foi incrível, ou melhor ta sendo incrível.

— Ai minha nossa! Você tá curtindo isso?

— Pior que tô sim. Está sendo quase um processo de cura.

— Cura? Como assim amiga? — Lú falou num tom de preocupação.

— Serio, além de salvar a minha família, isso pode me salvar também. Tipo eu nem lembrava como sexo podia ser divertido, e ta sendo muito. E eu dormi amigo, sem remédio e sem pesadelo.

— Caramba! Eu estou chocado!

— Eu também!

— Amiga, cuidado, não se apaixona não! — Ele advertiu.

— Ta louco Lú, não vou me apaixonar. Eu vou aproveitar pra sair bem daqui, bem comigo mesma. Vou retornar outra Madú, você vai ver.

— Ta bom.

— E como tá meu pai, minha mãe, a Sofia?

— Ta todo mundo bem, fica tranquila, o Boto nunca mais deu as caras por aqui.

— Maravilha!

Encerro a conversa com o Lú e continuo revisando os casos que o Valter me enviou, quando percebo, já está anoitecendo.

— Madú, o chefe está ta te chamando no escritório. — Marisol apareceu me chamando.

— Certo, obrigada Marisol.

Fui até o escritório, bati na porta e esperei ele responder.

— Pode entrar!

— Mandou me chamar? — Falei abrindo a porta.

— Sim, vem aqui!

Ele estava sentado em frente a mesa no escritório super elegante dele. Ele retirou tudo que tinha no Centro da mesa. Coloquei o notebook e o celular no sofá e parei de frente pra ele.

Ele levantou, me carregou e me colocou sentada no centro da mesa. Retirou o meu vestido, me deixando apenas de calcinha e sutiã, eu já não me sentia mais tímida ao estar assim despida na frente dele, e havia apenas dois dias que eu estava ali.

Ele me deitou sobre a mesa e passou a usar o meu corpo como se fosse um banquete servido pra ele, retirou as poucas roupas que me restaram e usou cada pedacinho meu. Seus beijos, toques, tudo me deixavam completamente fora de mim, me desfiz em sua boca e implorei por ele. Trans@mos em cima da mesa, no sofá, na cadeira, em cada parte daquele escritório.

Quando saímos de lá eu estava tão fraca que mal conseguia andar.

— Marisol, leva o jantar para o meu quarto por favor. — Ele falou com a Marisol que estava passando em frente ao escritório.

— Certo senhor. — Ela respondeu e voltou para a cozinha. Me senti envergonhada.

— Será que dava pra ela ouvir?

— Ouvir o que?

— Os sons, gemidos e tals?

— E o que importa? — Ele falou achando graça.

— Sei lá! É estranho!

— A Marisol não é uma criança, fica tranquila, ela não vai te olhar de cara feia. — Ele disse rindo.

— Ta bom!

Jantamos no quarto e continuamos o que estávamos fazendo no escritório, várias vezes ainda. Esse homem não cansa, é inacreditável. Depois tomamos banho e deitamos para dormir.

Eu ainda fiquei apreensiva de dormir e ter pesadelos, mas o cansaço me venceu, e dormi muito bem a noite inteira.

Assim o primeiro mês se passou e eu estava cada dia mais tranquila e de certa forma feliz naquela mansão.

O Benj aparecia de vez em quando e nos fazia companhia, estava cada vez mais próxima dele, já o considerava um amigo.

E quanto ao chefe o nosso nível de intimidade estava cada dia mais alto, e eu começava a me indagar sobre o que eu sentia por ele de fato.

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Comments

Fatima Vieira

Fatima Vieira

gostando muito

2024-10-26

0

Juliana Vicentina Da Vo

Juliana Vicentina Da Vo

É uma ótima história, amando cada capítulo.

2024-09-23

2

Anonymous

Anonymous

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2024-09-19

1

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