Emma Duran
— Obrigada. Que bom que gostou. — sorrio forçada olhando em outra direção. Ele não pode desconfiar.
— Depois de todos esses anos você ainda continua gostosa. — comenta. Engulo a vontade de lhe olhar com fúria.
— Há mais alguém conosco, Rupert?
— Não, não precisa se preocupar estamos sozinhos. — anda mais um pouco e me mexo para o lado do sofá.
Como assim sozinhos? Meu desespero aumenta e inspiro fundo para não transparecer minha confusão.
— Mas você disse que minha amiga estava aqui.
— Eu menti, apenas roubei o celular e a fiz pensar que estava com ela. Você é tão tola. — diz irritado e suspiro. Ela está bem, provavelmente em casa. — Você só veio por ela? — Rupert grita e meu corpo pula com o susto.
— Não! — penso nas palavras. — Vim por você também. Apenas quis saber se estávamos realmente sozinhos, não queria uma plateia vendo o nosso reencontro.
— Mentirosa! — berra e balança a mão com o revólver. Escondo as lágrimas. — Eu te dei tudo, TUDO! Te dei até uma filha e você me agradece, fugindo?
— Mas eu estou de volta querido. — digo controlando as emoções. — Não sabe como esperei por esse momento. Eu vi você pelas ruas e fiquei imaginando quando me acharia. Sei que é inteligente. Sempre foi o melhor da sua turma.
— Verdade?
— Sim! E você chegou, finalmente veio me buscar.
— Emma... Por que fugiu? Éramos tão felizes. — Rupert se aproxima e deixo.
O hálito de álcool é forte, e sinto o gosto quando me beija. Ele agarra com força meu braço se separando de mim, desferindo uma tapa em meu rosto.
— Mentirosa! Fiquei um dia te esperando aqui. O quê? Estava pensando em fugir de novo? Só voltou por causa daquela vaca gorda da sua amiga.
A raiva me domina e junto minhas forças empurrando-o. Sou libertada por segundos até um peso humano cair em cima de mim.
— VADIAAA!
— Rupert, por favor... — imploro com medo.
Um soco em minhas costelas me interrompe de tentar levantar. Sinto quando ele sai de cima de mim e me contorço sentindo a dor. A respiração falha um pouco e minha visão escurece.
— Eu te amo tanto Emma, por que sempre me obriga a te bater? — pergunta inconformado e me sento encostada na parede.
— Eu que te amava. — murmuro baixo.
— Olha o que você me obriga a fazer? E é tudo culpa sua Emma. Está feliz? Tudo culpa sua.
Levanto-me com dificuldade e olho para Rupert com nojo.
— Você me batia pelo simples motivo da água não estar gelada o suficiente para beber, por esquecer de pegar as correspondências ou até mesmo por estar chovendo quando você tinha folga.
— Mas você só reclamou uma vez. — retruca.
— Será que foi porque na segunda vez que me queixei das agressões você me ameaçou com uma arma na cabeça?
— Não zomba do seu marido. — ordena sério e olho-o com desprezo.
— Você nunca foi meu marido.
Rupert vem em minha direção e pego um vaso de flores ao meu lado acertando sua mão. A arma cai no chão com o impacto e Rupert urra com dor. — MALDITA! Sua vagabunda!
Tento fugir, mas ele me pega pelos cabelos. O puxão dói em meu couro cabeludo e com tapas em seu braço tento me soltar. Sou arremessada contra a parede com força machucando meu corpo e virada de frente para ele, em seguida recebo um soco na cara.
A dor se espalha pelo meu corpo. A visão escurece e sinto a dureza do chão me recebendo.
O cheiro do álcool me acorda. Tento mover minhas mãos, mas estão presas. Ao abrir os olhos, vejo Rupert na minha frente com uma caixa de fósforos na mão.
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Comments
Maria Alves
Prisão é muito pouco, ele merece ser amarrado e sendo torturado até a morte.
2024-04-06
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vixe!😱😱😱
2024-04-02
0