16

Emma Duran

—  Obrigada. Que bom que gostou. —  sorrio forçada olhando em outra direção. Ele não pode desconfiar.

—  Depois de todos esses anos você ainda continua gostosa. —  comenta. Engulo a vontade de lhe olhar com fúria.

—  Há mais alguém conosco, Rupert?

—  Não, não precisa se preocupar estamos sozinhos. —  anda mais um pouco e me mexo para o lado do sofá.

Como assim sozinhos? Meu desespero aumenta e inspiro fundo para não transparecer minha confusão.

—  Mas você disse que minha amiga estava aqui.

—  Eu menti, apenas roubei o celular e a fiz pensar que estava com ela. Você é tão tola. —  diz irritado e suspiro. Ela está bem, provavelmente em casa. —  Você só veio por ela? —  Rupert grita e meu corpo pula com o susto.

—  Não! —  penso nas palavras. —  Vim por você também. Apenas quis saber se estávamos realmente sozinhos, não queria uma plateia vendo o nosso reencontro.

—  Mentirosa! —  berra e balança a mão com o revólver. Escondo as lágrimas. —  Eu te dei tudo, TUDO! Te dei até uma filha e você me agradece, fugindo?

—  Mas eu estou de volta querido. —  digo controlando as emoções. —  Não sabe como esperei por esse momento. Eu vi você pelas ruas e fiquei imaginando quando me acharia. Sei que é inteligente. Sempre foi o melhor da sua turma.

—  Verdade?

—  Sim! E você chegou, finalmente veio me buscar.

—  Emma... Por que fugiu? Éramos tão felizes. — Rupert se aproxima e deixo.

O hálito de álcool é forte, e sinto o gosto quando me beija. Ele agarra com força meu braço se separando de mim, desferindo uma tapa em meu rosto.

—  Mentirosa! Fiquei um dia te esperando aqui. O quê? Estava pensando em fugir de novo? Só voltou por causa daquela vaca gorda da sua amiga.

A raiva me domina e junto minhas forças empurrando-o. Sou libertada por segundos até um peso humano cair em cima de mim.

—  VADIAAA!

—  Rupert, por favor... —  imploro com medo.

Um soco em minhas costelas me interrompe de tentar levantar. Sinto quando ele sai de cima de mim e me contorço sentindo a dor. A respiração falha um pouco e minha visão escurece.

—  Eu te amo tanto Emma, por que sempre me obriga a te bater? —  pergunta inconformado e me sento encostada na parede.

—  Eu que te amava. —  murmuro baixo.

—  Olha o que você me obriga a fazer? E é tudo culpa sua Emma. Está feliz? Tudo culpa sua.

Levanto-me com dificuldade e olho para Rupert com nojo.

—  Você me batia pelo simples motivo da água não estar gelada o suficiente para beber, por esquecer de pegar as correspondências ou até mesmo por estar chovendo quando você tinha folga.

—  Mas você só reclamou uma vez. —  retruca.

—  Será que foi porque na segunda vez que me queixei das agressões você me ameaçou com uma arma na cabeça?

—  Não zomba do seu marido. —  ordena sério e olho-o com desprezo.

—  Você nunca foi meu marido.

Rupert vem em minha direção e pego um vaso de flores ao meu lado acertando sua mão. A arma cai no chão com o impacto e Rupert urra com dor. —  MALDITA! Sua vagabunda!

Tento fugir, mas ele me pega pelos cabelos. O puxão dói em meu couro cabeludo e com tapas em seu braço tento me soltar. Sou arremessada contra a parede com força machucando meu corpo e virada de frente para ele, em seguida recebo um soco na cara.

A dor se espalha pelo meu corpo. A visão escurece e sinto a dureza do chão me recebendo.

O cheiro do álcool me acorda. Tento mover minhas mãos, mas estão presas. Ao abrir os olhos, vejo Rupert na minha frente com uma caixa de fósforos na mão.

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Comments

Maria Alves

Maria Alves

Prisão é muito pouco, ele merece ser amarrado e sendo torturado até a morte.

2024-04-06

0

vixe!😱😱😱

2024-04-02

0

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