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Emma Duran

Desligo o celular com as mãos trêmulas.

Acho que consegui enrolar Noah e apesar de querer falar a verdade, dessa vez eu não podia. Não depois de receber a ligação de Meg, e em vez de falar com ela, ouvir a voz de Rupert.

—  Não conte para ninguém, venha até seu apartamento sozinha. Se desobedecer, não haverá uma pessoa morta, e sim duas.

A ameaça ecoava em minha mente. Como ele conseguiu pegar Meg? Corri porta a fora depois de tirar o alarme e pegar a chave do carro de Noah. Meu apartamento não era tão longe e em meia hora chegaria.

Ao escutar a voz de Rupert com rancor, as lembranças de quando morava com ele inundaram minha cabeça.

Ainda era cedo quando Rupert chegou da rua. Era sua folga e geralmente saía pela manhã para beber e voltava meio-dia já embriagado. Eu só tinha o trabalho de enviá-lo para a cama. Então, ele passava o dia dormindo. Mas não aconteceu isso hoje. Hoje ele chegou cedo. Chamou meu nome e respondi de imediato. Rupert entrou na cozinha com uma garrafa de whisky na mão. Não tive tempo de falar. Tudo que senti foi uma tapa no ouvido e chutes em minhas pernas sem motivo algum, logo depois me puxou com força me deixando de costas para ele que levantou meu vestido e bateu forte em minha bunda, logo em seguida entrou em mim com força. Cerrei os dentes para não gritar, só iria enfurecê-lo, em vez disso, gemi como uma esposa apaixonada e dedicada.

Rupert provavelmente estaria bêbado hoje também e o pior é que está com Meg. Se algo lhe acontecer, Gael nunca mais olhará para mim. Confesso que até eu evitaria os espelhos. Se eu tivesse contado a verdade antes, todos poderiam estar precavidos. Acelero o carro atravessando os poucos sinais em meu caminho. Ele não pode sequer encostar em Meg, se tocar em um fio de cabelo dela sou capaz de matá-lo.

Estaciono do lado de fora e subo a escada correndo. Não tenho tempo para elevador. Já no meu andar e de frente para a porta, respiro duas vezes antes de entrar. Meu corpo treme e meu coração se perturba. O apartamento está bagunçado com minhas roupas espalhadas e rasgadas pelo chão da sala, portaretratos jogados contra a parede, almofadas no chão. Objetos mais pesados e barulhentos continuavam intactos. Claro! Pra que chamar atenção dos vizinhos? Seu pai o havia ensinado direito.

—  Emma? —  giro em direção a voz e o encontro parado na entrada do corredor dos quartos. — Você veio!

A surpresa na voz me desconcerta por instantes. Ele pensou que eu não viria? Rupert está mais magro. Os olhos estão vermelhos e profundos, porém não é isso que está me deixando com medo. Na mão esquerda, ele gira a arma como se fosse um brinquedo inofensivo. Tenho que arranjar um jeito de distraí-lo.

—  O que aconteceu aqui, Rupert? —  pergunto o mais suave possível olhando para o apartamento.

—  Acabei me esbarrando em algumas coisas, me desculpe. —  ele pede andando um passo em minha direção. —  Você está linda, seu cabelo parece de anjo. Está maior do que me lembro.

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Comments

Maria Alves

Maria Alves

Que monstro esse homem.

2024-04-06

0

Paloma Matias

Paloma Matias

desgraçado tomara q noah acabe com ele

2023-07-12

1

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