Noah Peterson
Eu sou o homem mais feliz do mundo. É clichê, mas fazer o que, se eu sou. Meus irmãos devem ter dito isso diversas vezes, mas agora chegou a minha vez. Eu tenho Emma debaixo de mim completamente entregue ao meu amor.
A partir de hoje, juro amá-la todos os dias, e não com apenas sexo. Vou mimar, cuidar e fazê-la rir sempre. Vou dançar, assistir filmes e rir de pessoas aleatórias da rua porque Emma merece todo o amor que lhe foi tirado, e isso incluía sua mãe e sua filha.
Os beijos de Emma começam a ficar selvagens e eu já estou no meu limite. Esforço-me em lhe dar um tempo e não ser rápido, mas ela precisava do meu toque, da minha paixão e isso deixa qualquer homem feliz. Deixa-me feliz.
Deslizo minha mão pelo seu corpo até a barra de seu blusão e com sedução vou descobrindo cada pedaço de pele. A calcinha preta de renda esconde pouco e o sutiã acomoda seus seios que sobem e descem rápidos. Termino de tirar puxando o blusão pela sua cabeça, deixando os cabelos espalhados no tapete. Encaro Emma de cima pensando que ela era um pouco egoísta por ser tão linda.
Fazia tempo desde que vi seu corpo e o acariciava com as mãos. Lembrando do dia em que fizemos amor, ela não parecia bêbada e sorrio por ela ter inventado um grau de embriaguez para dar em cima de mim, mesmo naquela época ela deveria saber que eu não resistiria.
— Por que está sorrindo? — ela pergunta sorrindo também.
— Por que eu te amo. — sussurro.
— Então me ame. — ela pede e vou a loucura.
Não sei em qual momento minhas roupas pararam no sofá, nas poltronas e no chão, porém sei bem do momento em que entrei devagar em sua intimidade quente e apertada. Beijei seu rosto e acariciei sua face enquanto ela circulava minha cintura com suas pernas esguias. Subi um pouco meu corpo e com uma mão no chão e a outra em sua coxa, iniciei os movimentos de vai e vem.
Emma gemia e sussurrava meu nome diversas vezes. De vez em quando eu descia meu corpo diminuindo o ritmo e a beijava explorando seu gosto. Seu corpo suado parecia néctar dos deuses, e suas mãos em mim eram como a água que precisava. Senti quando a tensão se construiu em seu corpo. Tanto tempo guardando esse sentimento para este momento, que Emma não demorou a explodir em torno de mim.
A pressão forte em torno de mim me enlouquece, mas seguro para iniciar novamente a tortura com ela.
— Ainda não acabamos. — murmuro e vejo seu sorriso.
— Não... — arfa satisfeita.
Desço e ataco seus seios. Os gemidos voltam assim como suas mãos voltam a apertarem minhas costas. Faço movimentos rápidos e circulares a deixando em êxtase.
Sim, minha linda Emma, você merece todo o amor possível.
Em minutos Emma se desmancha dessa vez me levando junto. Curvei meu corpo apoiando as duas mãos no chão, uma de cada lado do seu corpo e fechando meus olhos. Ela tinha pequenas convulsões debaixo de mim, me pressionando. Isso era bom, incrível.
Mãos pequenas rodearam um de meus braços e senti seus lábios beijando meu pulso. Eu ainda estava ofegante quando abri os olhos. Uma Emma bastante saciada sorria para mim com os olhos cansados e brilhantes.
Tão linda!
Saio devagar com um sorriso nos lábios e deito ao seu lado puxando-a para mim. Fecho outra vez os olhos pensando que um dia me casarei com essa mulher.
— Não sente que dessa vez foi especial? — sua pergunta tranquila me faz pensar por um instante e volto meu rosto para olhá-la.
— Para mim sempre foi especial, Emma. — ela piscou já admitindo uma cara de culpa quando continuo. — Mas talvez você se sinta assim porque não existem mais segredos, você não precisa mais ficar pensando que está mentindo ou escondendo quem é. — murmuro mantendo a voz calma. Não quero que ela se sinta culpada.
Emma vira de frente para mim beijando meus lábios enquanto aperto de leve sua cintura. Em seguida deita de barriga para baixo brincando com o tapete. Descanso a cabeça em meu braço observando-a.
— Depois que eu fugi de casa, minha mãe contou que ele ficou possesso. — diz e apenas ouço-a. Sabia que ela precisava contar. — Rupert tinha certeza que eu voltaria no mês seguinte, mas os meses se transformaram em um ano. Ele achava que eu voltaria por minha filha, e confesso que muitas vezes pensei em voltar. Quando ele percebeu que eu não retornaria, Rupert voltou a sua rotina de beber uma vez por semana nos dias de folga. Apesar de tudo, ele sempre foi profissional em seu trabalho. Graças a Deus nunca houve nenhum incidente com minha mãe e minha filha, mas eu sempre tinha medo de um dia ele chegar a casa tão bêbado e zangado e descontasse a fúria nas duas.
— Você é muito corajosa. — digo vendo seus olhos marejados.
— Eu corajosa? Acho que covarde combina mais.
— diz sarcástica e envolvo-a em meus braços.
— Eu só consigo ver uma mulher linda e corajosa. Não posso falar mais, senão ela pode sair por aí se gabando. — ela ri se encolhendo mais em mim.
— Eu acho que ele passou a me procurar depois que percebeu que eu não iria voltar. Se me viu em alguma foto em site ou jornal, foi puro azar.
— Mas pelo que me disse, você está diferente da Emma. Existe uma possibilidade de ele estar aqui só de passagem.
— Eu quero acreditar nisso Noah.
— Não se preocupe logo tudo irá se resolver.
Eu estou contando com isso. Esse homem atrás das grades, e a família de Emma com ela. Continuei a acariciar suas costas lentamente até que ela adormecesse. Emma era tão boa e amorosa, cheia de luz e de vida, tinha um senso de humor adulto, além de ser extremamente linda. Por que um homem se casaria com ela para lhe bater? Ela ainda lhe deu uma filha, e mesmo assim ele continuou com as agressões.
Ela não precisou dizer, mas pela voz triste com que contava sua história, sabia que um dia amou seu marido. Estranhamente não fiquei com ciúmes, era óbvio que ela amaria seu marido, mas hoje ela tem a mim e por muitos anos.
Acabei por dormir em algum momento e quando acordei Emma ainda dormia com seu corpo nu enroscado no meu. Meu braço debaixo de sua cabeça já estava dormente, mas eu não ligava. Com a outra mão livre, fiz carinhos em seu rosto. Vários resmungos saíram e ela se desvencilhou virando para o lado. Cerro os olhos ao ver sua bunda lisa e branca em minha direção. Minha mão não resistiu ao impulso de tocá-la.
Eu sou um sem-vergonha.
Aperto levemente a fazendo se remexer. Deslizo minha mão por sua coxa para depois voltar e parar em sua barriga. Acomodo-me em suas costas e com as pontas dos dedos subo acariciando seus seios.
Ela geme dando sinal de vida.
— Vamos acordar dorminhoca. — murmuro calmo e baixo tendo o cuidado de não mostrar que a quero agora.
— Mas já está bom assim. — retruca e rio baixinho.
— O que acha de tomarmos um banho?
Ela se virou com os olhos meio abertos e o sorriso preguiçoso nos lábios.
— Essa é uma ótima ideia também.
Depois de um maravilhoso banho, em que dessa vez Emma fez questão de dizer que tomava pílulas, fizemos uma bacia de pipocas e escolhemos um filme na televisão. Foi um tempo tranquilo e essencial, apesar do filme rolar, sabia que nenhum dos dois prestava atenção. Emma provavelmente pensava em sua volta, e eu em uma maneira de mantê-la segura. Talvez por seguranças armados fosse bom. Era um caso a ser pensado.
A manhã seguinte veio com um sol não tão brilhante e nada quente, porém o pouco de calor que irradiava ajudava a esquentar um pouco. Emma estava mais quieta e não perguntei o porquê, eu sabia o motivo. Já havia passado dez minutos e Hellen devia estar perto. Emma se movimentou no sofá tomando um espaço.
— Posso te pedir um favor? — indaga tímida e sorrio caloroso.
— Todos que quiser, se eu conseguir atender.
— Eu sei que tenho que contar a verdade para sua família e principalmente para Meg, ela esteve comigo há mais tempo. — suspira cansada e pego sua mão na minha. — Só quero te pedir que me deixe que eu conte, quero que você fique apenas do meu lado me dando força. Sinto-me mais forte com você por perto.
— Claro que sim amor, não vou sair do seu lado.
— Eu vou contar o mais rápido que puder, não quero demorar muito tempo.
— Como quiser e do jeito que quiser. — afirmo vendo-a morder o lábio. Beijo suas mãos passando tranquilidade. — Estarei do seu lado pelo tempo que aceitar.
— Então, tenho que lhe dizer que quero que seja para sempre. — sussurra e a puxo para meus braços.
— Então, será. — sussurro feliz.
— Eu te amo.
— Eu também amo você.
Do lado de fora pude ouvir o carro se aproximar.
Estava na hora de voltar.
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Comments
Maria Alves
Ele plantou sementes do mal, só poderá colher espinhos
2024-04-06
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Paloma Matias
espero que consigam ferrar aquele desgraçado, tomara q seja preso e vire mulherzinha dos presidiários
2023-07-12
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