No dia seguinte, após tomar o seu café, Bia, como de costume, foi cuidar do jardim. Era uma terapia que aliviava o peso do dia a dia. Desde que chegará naquela casa, encontou o jardim como refúgio que precisava e satisfeita, observava que algumas flores surgiram. O ambiente, cada vez mais, ficava bonito.
Rita aproximou -se.
— Querida, você fez um excelente trabalho! Que jardim lindo!
— Obrigada! Vendo que Rita continuava ali. Parou o que estava fazendo e olhou-a nos olhos, sem vergonha de esconder o inchaço dos olhos de tanto chorar.
— Bia, eu quero te pedir desculpas... Ontem, assim que o Sr. Colins chegou, tentei subir e te chamar, mas ele não permitiu. Fiquei torcendo para que não acontecesse nada daquilo que a gente pensava e... Bem, Bia, assim que percebi que você já estava conversando com ele, subi. Então... Ouvi o suficiente para entender...Oh, menina, nem dormi direito! É inacreditável que você é a esposa do irmão gêmeo dele.
Bia deu um meio sorriso.
— Tudo bem, Rita... Impressionante, né? Ele deveria ter me contado antes. Evitaria tantos problemas, mas pensando bem...Agora sabemos a verdade!
Uma verdade que doía tanto! Quando sairia daquele pesadelo de incertezas? Ela pensava, angustiada.
— Oh, filha! Vai ficar tudo bem! Eu não gosto de ver você tão triste, pobrezinha!
— Não se preocupe. Sabe, Rita, está sendo muito difícil. Eu não lembro do meu próprio marido! Não sei onde ele está! Não sei se eu o amo! Tudo está tão complicado... Mas brevemente vou superar.
Rita observou-a com pesar. As revelações da noite passada afetaram muito aquela moça, que estava num confuso dilema sobre os seus sentimentos. De forma perspicaz, já havia percebido a atração ente ela e o seu patrão.
— Sabe, Bia, sei que não lembra do passado, mas você é a dona do seu coração. Você é quem decide o que vai fazê-la feliz. Quando estiver pronta, escolha sem medo. Não se preocupe com os julgamentos dos outros, ok?
— Sei disso, Rita, mas no momento não sei o que fazer... Ela baixou a cabeça e cruzou os braços.
— Ontem, assim que você foi para o quarto, ouvi Sr. Colins ligando para a namorada dele. Parece-me que eles terminaram.
Mesmo triste por tudo que estava acontecendo, lá, no fundo, uma ponta de esperança foi surgindo no coração de Bia. No entanto, lembrou-se que não podia pensar em Edu de outra forma a não ser como cunhado.
— Não posso ter nenhuma expectativa sobre... Edu. Sabe... Se o meu marido aparecer por aquela porta, tenho um compromisso firmado com ele... Não posso deixá-lo assim.
Rita levantou a cabeça de Bia e disse-lhe:
— Isso, querida, é você que decide. Quem mentiu para você foi seu marido, não o Sr. Colins.
Dito isso, Rita falou que ia preparar o almoço e afastou-se.
Bia e Edu passaram o dia se evitando e à noite, após o jantar ela tratou de recolher-se cedo.
De madrugada, acordou subitamente. Sentindo a boca seca, levantou-se para tomar água. Estranhou o fato de ouvir o som da tv. ligada na sala de estar. Foi descendo as escadas, e chegando lá, avistou Edu, adormecido.
Ele estava deitado com as pernas longas para fora, já que o sofá não o cabia.
Com o semblante sereno, pareceu mais jovem e não sabia quanto tempo ficara ali contemplando-o de forma apaixonada, segurando-se no corrimão da escada. Só sabia que a sua vida estava bem complicada, pois os seus sentimentos a levavam até Edu o tempo todo.
Não lembrava se chegou a amar o marido. Só entendia que naquele momento o seu corpo deseja o homem perfeito que dormia a sua frente.
Suspirando, terminou de descer as escada e foi para a cozinha. Quando ela voltou, Edu já estava acordando. Ao vê-la, falou:
— Oi, Bia, eu acho que o filme que eu assistia era tão ruim que acabei dormindo!
Ela sorriu.
— Boa maneira de dormir mais rápido!
— É... Eu estava precisando... — Ele sorriu de volta.
Edu se espreguiçou e depois arrumou o corpo no sofá, sentando-se. Bia ficou sem jeito, ao vê-lo novamente com o peito à mostra. O coração ia acelerando, enquanto o seu corpo reagia com desejo. O instinto gritava: "Perigo! Hora de sair dali!"
— Então, certo... Eu vou para o meu quarto...
Deu meia volta para sair. Ele a chamou:
— Bia?
Ela se virou e ele já estava em pé.
— Sim?
— Desculpe-me por não ter contado a você sobre o meu irmão.
— É... Tudo bem... Quero me desculpar por achar que fosse meu...
Desconcertada, não conseguia encontrar as palavras certas. Ele interrompeu, compreensivo.
— Não precisa falar nada! Eu entendo o que você está passando e não foi nada culpa sua... Eu é que não tenho me comportado como devia.
Eles tentavam falar normalmente, mas seus olhos o traiam. Era nítido que queriam um ao outro.
— Assim que encontrarem o meu marido, tudo vai ficar bem, né? Então não se preocupe. Agradeço por está ajudando a procurá-lo.
— É... Você tem razão! Tudo vai voltar ao normal...
Eles ficaram em silêncio. Edu suspirou e disse
— Meu irmão é um homem de sorte!
Com um esforço tremendo, Bia desviou o seu olhar para o outro lado. Não queria se perder naqueles olhos azuis.
— Bom, até amanhã, Edu!
— Boa noite, Bia!
Ela seguiu para o quarto, trêmula. Estava muito difícil não desejá-lo. Edu também, ainda na sala, fechou os olhos e sentou-se de novo no sofá. Seu desejo era ir atrás dela para beijá-la loucamente. Porém, aquilo era impossível. Que imbecil! Como podia se apaixonar pela mulher errada?
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Atualizado até capítulo 43
Comments
Elizabeth Fernandes
Ela tá casada com Edu e não com Edgar então não estão fazendo nada de errado
2024-11-10
2
Matildes Lindaura
ou ele ia prostitui_la pra pagar dívidas dele pq até usou o nome do irmão pra casar ,na verdade ela é casada com o Edu
2024-10-15
1
Noidinha lima
na verdade pelo que entendi os pensamentos de Edigar era só ficar com uma mulher virgem e ela foi a escolhida.
2024-07-10
5