As pálpebras não a obedeciam. Sentia um gosto amargo na boca. Bia queria falar algo, mas as palavras não saiam. Doía-lhe da cabeça à testa. As mãos e os pés não se moviam. Ouvia vozes. O que estava acontecendo? Por que não conseguia se mexer?
— Hum ... Hum... — Murmurou.
Uma voz feminina disse, animada:
— Olha, ela está acordando!
Ouviu passos se aproximando. Com esforço, abriu os olhos, devagar, enquanto a claridade do ambiente a incomodava. Um par de olhos azuis a observava:
— Você consegue me ouvir? Era um homem loiro. A voz era carinhosa. Tentou reconhecê-lo, mas foi em vão.
Ela tentou articular algo. As pálpebras, no entanto, fecharam-se de novo. A escuridão do sono a tomou.
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No dia seguinte, Bia sentiu-se despertar. Inconsciente do tempo, ela ouvia vozes novamente. Dessa vez, ficou quieta de modo a entender de fato o que acontecera.
As vozes eram masculinas. Eles falavam sobre ela.
— Assim que ela despertar, por favor não a force a falar, pois, ainda está muito debilitada. Não sabemos ainda qual sua real situação, por isso toda a cautela é essencial para ter uma boa recuperação.
— Não se preocupe, doutor! Pelo menos fico aliviado em saber que os resultados dos exames tem sido animadores. O que depender de mim, ela terá todo o tratamento que necessita.
— Bom saber disso. Sr. Colins. Vou ver outros pacientes. Qualquer coisa, é só me chamar.
— Tudo certo, doutor!
Ela abriu os olhos, devagar. Passou a vista pelo ambiente tentando se acostumar com a claridade.
Sentiu um pouco de tontura. Com esforço, conseguiu movimentar a cabeça de forma que observasse o homem alto, de costas para ela. A roupa que ele vestia estava amassada e o cabelo loiro, desalinhado.
Uma enfermeira chegou para trocar o soro e o curativo da testa. Esta observou o esforço que Bia fazia para permanecer com os olhos abertos.
— Senhor Colins, a bela adormecida finalmente está despertando!
Ele voltou-se rapidamente e caminhou até Bia.
— Bom dia, princesa!
Bia olhou para ele ainda atordoada. Depois, focando melhor a vista, olhou-o atentamente. Voltou os olhos para a enfermeira. Novamente focou nele.
— Quem... Quem é... Você?
O homem empalideceu.
— Por gentileza, enfermeira! Chame o doutor!
A mulher assentiu e saiu apressadamente da sala.
— O que estou fazendo aqui? Não estou entendendo...
— Fique tranquila! Você está em boas mãos, ok?
A voz parecia familiar, mas a feição, irreconhecível.
O doutor chegou.
— Olá, mocinha! Eu sou o Doutor Farias. Que bom que acordou! Precisamos fazer alguns exames. Não se esforce agora. Fique calma.
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Após a realização dos exames, constatou-se que tudo estava dentro da normalidade. O homem loiro a acompanhava, preocupado.
Bia estava cheia de dúvidas. Uma coisa era certa: havia acontecido algo muito sério com ela para estar ali, só não entendia por que não conseguia recordar.
— Você lembra do seu primeiro nome? — O doutor perguntou.
— Ahn... Não lembro...
— Você lembra onde mora... Ou alguma informação importante para podermos ajudá-la melhor?
— N… não. Não estou lembrando de nada. — Ela choramingou, sentindo uma leve dor de cabeça.
— Não se preocupe! Você vai ficar bem! — O médico virou-se para o rapaz. — Sr. Colins, ela gradualmente vai recuperar a memória. Isso é temporário.
— Certo, doutor. Entendo, mas tem alguma ideia de quando ela vai ficar bem?
— Espero que em breve.
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No outro dia, Bia despertou, no momento em que a enfermeira trocava o soro.
— Oi! Bom dia, minha bela! Eu me chamo Sofia.
— Bom dia, Sofia!
— Como você está se sentindo hoje?
— Bem melhor! Ela observou o sofá vazio. — Onde ele está?
A enfermeira olhou também para o sofá.
— Ah, o Sr. Colins precisou dar uma saída, mas não se preocupe, ele volta já!— E com uma simpatia incrível na face, continuou: — Ele pediu para não tirar os olhos de você. Eu só obedeço, é claro.
Bia sorriu, enquanto levava a mão à cabeça.
— Está sentindo alguma dor de cabeça?
— Bem de leve.
— Muito bem, garota! Você está reagindo conforme o esperado! Brevemente voltará para casa, vivendo a sua vida normalmente, não é maravilhoso?
— Sim... Creio que sim.
— Daqui a pouco o doutor vem aqui vê-la.
— Certo... Quanto tempo estou aqui?
— Deixe-me ver no seu prontuário... Ahn... Seis dias!
— Tudo isso!? — Bia espantou-se
— É... Não perdeu nada, minha linda! Rotina de sempre! — Sorriu gentil.— Digamos que você precisava tirar uma boa soneca...
— Não estou conseguindo me lembrar de nada...
— Você lembrará, tenho certeza! Agora fique quieta, que vou trocar os curativos.
Enquanto conversavam, alguém bateu na porta, discretamente e logo em seguida, foi entrando.
O homem loiro, alto, olhos azuis surgiu com um buquê de flores brancas na mão.
Subitamente, Bia sentiu um bem-estar por vê-lo novamente. Não sabia se devia ter certos pensamentos, mas achava-o muito bonito.
Ele não desviava os olhos dela, visivelmente admirado. Quem seria aquele homem misterioso? Por que estava ali ajudando-a?
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Atualizado até capítulo 43
Comments
Jane Cleide
Doida pra saber quem é esse Dr Colins!!!!
2024-11-14
1
Jane Cleide
Eita que a pobi tá com aminezia kkkkk,!!!
2024-11-14
1
Noidinha lima
acho que os homens tava perseguindo ele e ele matou os homens ele não é quem realmente diz ser.
2024-07-10
4