CAP 5 - O QUE EU PERDI?

As pálpebras não a obedeciam. Sentia um gosto amargo na boca. Bia queria falar algo, mas as palavras não saiam. Doía-lhe da cabeça à testa. As mãos e os pés não se moviam. Ouvia vozes. O que estava acontecendo? Por que não conseguia se mexer?

— Hum ... Hum... — Murmurou.

Uma voz feminina disse, animada:

— Olha, ela está acordando!

Ouviu passos se aproximando. Com esforço,  abriu os olhos, devagar, enquanto a claridade do ambiente a incomodava. Um par de olhos azuis a observava:

— Você consegue me ouvir? Era um homem loiro. A voz era carinhosa. Tentou reconhecê-lo, mas foi em vão.

Ela tentou articular algo. As pálpebras, no entanto, fecharam-se de novo. A escuridão do sono a tomou.

________________________________

No dia seguinte, Bia sentiu-se despertar. Inconsciente do tempo, ela ouvia vozes novamente. Dessa vez, ficou quieta de modo a entender de fato o que acontecera.

As vozes eram masculinas. Eles falavam sobre ela.

— Assim que ela despertar, por favor não a force a falar, pois, ainda está muito debilitada. Não sabemos ainda qual sua real situação,  por isso toda a cautela é essencial para ter uma boa recuperação.

— Não se preocupe, doutor! Pelo menos fico aliviado em saber que os resultados dos exames tem sido animadores. O que depender de mim, ela terá todo o tratamento que necessita.

— Bom saber disso. Sr. Colins. Vou ver outros pacientes. Qualquer coisa, é só me chamar.

— Tudo certo, doutor!

Ela abriu os olhos, devagar. Passou a vista pelo ambiente tentando se acostumar com a claridade.

Sentiu um pouco de tontura. Com esforço,  conseguiu movimentar a cabeça de forma que observasse o homem alto, de costas para ela. A roupa que ele vestia estava amassada e o cabelo loiro, desalinhado.

Uma enfermeira chegou para trocar o soro e o curativo da testa. Esta observou o esforço que Bia fazia para permanecer com os olhos abertos.

— Senhor Colins, a bela adormecida finalmente está despertando!

Ele voltou-se rapidamente e caminhou até Bia.

— Bom dia, princesa!

Bia olhou para ele ainda atordoada. Depois, focando melhor a vista, olhou-o atentamente. Voltou os olhos  para a enfermeira.  Novamente focou nele.

— Quem... Quem é... Você?

O homem empalideceu.

— Por gentileza, enfermeira! Chame o doutor!

A mulher assentiu e saiu apressadamente da sala.

— O que estou fazendo aqui? Não estou entendendo...

— Fique tranquila! Você está em boas mãos, ok?

A voz parecia familiar, mas a feição,  irreconhecível.

O doutor chegou.

— Olá, mocinha! Eu sou o Doutor Farias. Que bom que acordou! Precisamos fazer alguns exames. Não se esforce agora. Fique calma. 

_________________________________

Após a realização dos exames, constatou-se que tudo estava dentro da normalidade.  O homem loiro a acompanhava, preocupado.

Bia estava cheia de dúvidas. Uma coisa era certa: havia acontecido algo muito sério com ela para estar ali, só não entendia por que não conseguia recordar.

— Você lembra do seu primeiro nome? — O doutor perguntou.

— Ahn... Não lembro...

— Você lembra onde mora... Ou alguma informação importante para podermos ajudá-la melhor?

— N… não. Não estou lembrando de nada. — Ela choramingou, sentindo uma leve dor de cabeça.

— Não se preocupe! Você vai ficar bem! — O médico virou-se para o rapaz. — Sr. Colins, ela gradualmente vai recuperar a memória. Isso é temporário.

— Certo, doutor. Entendo, mas tem alguma ideia de quando ela vai ficar bem?

— Espero que em breve.

_______________________________

No outro dia, Bia despertou, no momento em que a enfermeira trocava o soro.

— Oi! Bom dia, minha bela! Eu me chamo Sofia.

— Bom dia, Sofia!

— Como você está se sentindo hoje?

— Bem melhor! Ela observou o sofá vazio. — Onde ele está?

A enfermeira olhou também para o sofá.

— Ah, o Sr. Colins precisou dar uma saída, mas não se preocupe, ele volta já!— E com uma simpatia incrível na face, continuou: — Ele pediu para não tirar os olhos de você.  Eu só obedeço, é claro.

Bia sorriu, enquanto levava a mão à cabeça.

— Está sentindo alguma dor de cabeça?

— Bem de leve.

— Muito bem, garota! Você está reagindo conforme o esperado! Brevemente voltará para casa, vivendo a sua vida normalmente, não é  maravilhoso?

— Sim... Creio que sim.

— Daqui a pouco o doutor vem aqui vê-la.

— Certo... Quanto tempo estou aqui?

— Deixe-me ver no seu prontuário... Ahn... Seis dias!

— Tudo isso!? — Bia espantou-se

— É... Não perdeu nada, minha linda! Rotina de sempre! — Sorriu gentil.— Digamos que você precisava tirar uma boa soneca...

— Não estou conseguindo me lembrar de nada...

— Você lembrará, tenho certeza! Agora fique quieta, que vou trocar os curativos.

Enquanto conversavam, alguém bateu na porta, discretamente e logo em seguida, foi entrando.

O homem loiro, alto, olhos azuis surgiu com um buquê de flores brancas na mão. 

Subitamente, Bia sentiu um bem-estar por vê-lo novamente. Não sabia se devia ter certos pensamentos, mas  achava-o muito bonito.

Ele não desviava os olhos dela, visivelmente admirado.  Quem seria aquele homem misterioso? Por que estava ali ajudando-a?

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Comments

Jane Cleide

Jane Cleide

Doida pra saber quem é esse Dr Colins!!!!

2024-11-14

1

Jane Cleide

Jane Cleide

Eita que a pobi tá com aminezia kkkkk,!!!

2024-11-14

1

Noidinha lima

Noidinha lima

acho que os homens tava perseguindo ele e ele matou os homens ele não é quem realmente diz ser.

2024-07-10

4

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