— Filha, filha! Sua bolsa aqui!
Edu já estava com o carro ligado para partir, quando Fabrícia, a mãe de Bia, corria, ofegante, agitando uma bolsa na mão direita.
Os convidados, que momentos antes, estavam acenando para os noivos, quase que instantaneamente se viraram para ela, a fim de matarem a curiosidade.
Bia, observando a cena, lembrou-se que não estava com sua bolsa. Ainda bem que sua mãe encontrou.
— Espere um momento, Edu!— Saiu do carro e foi ao encontro da sua mãe.
— Oh, mãe, obrigada! Meus documentos estão aí. Imagine a confusão quando eu chegasse no aeroporto...
— Pois, então, filha! Creio que estava em cima de uma das bagagens e sem vocês perceberem deve ter caído!
— Você salvou o meu dia, mãe! Ela a abraçou e deu-lhe um beijo na bochecha: — Te amo, mãe!
— Eu também, querida! Boa viagem!
Assim, que Edu começou a dirigir, ele perguntou se havia algum atalho que os levasse para Formosa. Bia respondeu:
— Sim, tem a estrada velha. A outra, no entanto, é melhor porque é bem pavimentada...
— Só me diz o caminho da estrada velha, tá? — O tom de voz dele era impaciente e saiu mais alto que o normal. — Quero chegar mais rápido!
A garota aquieceu, disfarçando o espanto. Começou a achar estranho o comportamento de seu marido.
Desapontada, arrrumou-se no banco do carro e se pôs a mostrar-lhe o caminho.
O instinto a alertava a ficar atenta, afinal de contas não o conhecia direito, mas ao mesmo tempo, ao vê-lo tão concentrado no volante, não o achava ameaçador.
Na verdade, ele parecia tenso apenas. Talvez fosse por conta do estresse do casamento.
Para se descontrair, abriu o guarda-volumes do carro e havia revistas lá . Eram quatro. Todas se referiam ao seu marido.
Abriu a primeira e se deparou com fotos dele em vários eventos. Em uma das matérias, ele posava com antigas namoradas. A reportagem fez uma espécie de retrospectiva de seus romances.
Com uma ponta de ciúmes viu que eram modelos conhecidas e outras celebridades abraçadas a ele. Nas outra revistas havia fotos de seus desfiles e coleções de roupas de marcas famosas. Ficou distraída, por um tempo, folheando-as. Depois, ouviu a voz do marido:
— Querida, preciso conversar algo importante com você! — Ele estava estranhamente sério.
— Tudo bem, Edu, aconteceu alguma coisa? Ela largou as revistas e olhou com atenção para ele.
— Bem... Estive pensando...Acho que devemos despachar seu primo James... Aquele que é corretor de imóveis. Morar em Monte Serra pode prejudicar os meus negócios. É uma cidade que não tem nada! Tenho dificuldade até de falar com meus funcionários!
Primeiramente, Bia arregalou os olhos, surpresa com as palavras tão frias de Edu. Aos poucos, a raiva foi tomando forma em todo seu ser.
— O quê? Não acredito que você está me dizendo isso! Lembra que foi você mesmo quem disse que não tinha problema algum em morar lá?
— Sim, eu sei, mas mudei de ideia! Na verdade estou pensando em você! Não é o seu sonho administrar seu próprio negócio? Naquele lugar você vai é desperdiçar seus talentos!
Bia nem acreditava que o romântico Edu sumiu como um passe de mágica, dando lugar para aquele babaca metido!
— Você sabe que não se trata disso! Amo aquele lugar e jamais pretendo sair de perto de minha família e meus amigos!
— Querida, seja razoável ! Eu quero o melhor para você...
— Não está parecendo! Quando aceitei casar eu disse minhas condições e você não viu problema algum, agora vem com outra história? Se for pra ser assim já estou começando a achar que esse casamento foi um erro!
Nervosamente, ele passou a mão no cabelo. Olhou-a rapidamente e voltou a atenção para a estrada . Bia tremia de raiva. Controlava-se para não chorar.
Com a intenção de aliviar a tensão, Edu falou :
— Desculpe, amor! Eu não devia falar assim... É a nossa lua de mel e já estamos tendo nossa primeira briga? Que droga, né? Prometo que isso não vai mais acontecer... Você tem razão! É tolice minha querer que você vá morar longe de sua família, mas eu pensei que você fosse gostar de ir pra um lugar mais sofisticado, com mais oportunidades...Eu sou um tolo mesmo!
Depois de ouvir essas palavras, Bia sentiu que estava ficando mais calma. Talvez ele não tenha falado por mal. Respirou fundo.
— Desculpe-me também, Edu! Essa não é a hora apropriada pra esse tipo de conversa.
Vamos nos concentrar em nossa viagem, na lua de mel, nos lugares que vamos conhecer juntos...Além do mais, odeio brigas!
Novo silêncio. Uma coisa era certa. Ela não ia ceder. Jamais deixaria sua terra natal. Se ele a amasse, teria que fazer sacrifícios.
Ficaram assim por um bom tempo, até que avistaram a placa da cidade vizinha. Chegaram em um povoado próximo à cidade de Formosa.
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Atualizado até capítulo 43
Comments
Jane Cleide
Tou achando que o príncipe tá virando sapo muito cedo kkkkkk!!!!!
2024-11-13
1
Osny
será que não é Edu? Edu fake.
vamos ver o desenrolar da história.
2024-12-28
1
Elizabeth Fernandes
Edu não o príncipe que ela conheceu e vai se decepcionar
2024-11-10
1