— Que lindo. Sr. Colins! A enfermeira exclamou, fascinada com as flores que Edu segurava.
Ele sorriu, meio sem jeito. Aproximando-se de Bia, entregou-lhe o buquê.
— Olá, princesa! Para você!
Ela sorriu, tímida. Queria encontrar na sua memória, algo que a fizesse lembrar dele. Tudo em vão. Não podia perder a oportunidade de perguntar quem realmente ele era.
— Obrigada... Não lembro o seu nome...
— Meu nome é Eduardo Colins, mas pode me chamar de Edu.
Ele a olhava atentamente. Havia uma certa curiosidade no seu semblante, enquanto checava as suas reações. Bia estava achando tudo aquilo muito estranho.
— Não consigo lembrar de você... Mas é muito gentil, Edu.
Ele a olhou profundamente. Parecia que ele queria dizer algo a mais. Seria impressão sua?
Os olhos azuis a incomodava e, ao mesmo tempo fascinava, fazendo com que desviasse o olhar para as flores. Entregou- as para a enfermeira, que prontamente pôs num vaso com água.
— Prontinho, querida, até mais. Qualquer coisa, estou por perto.— A enfermeira disse e saiu, deixando-os a sós.
Ele pôs as mãos nos bolsos da calça e aproximou-se mais. Bia sentia-se acuada com tanta masculinidade emanando daquele homem estranho para ela.
— O doutor informou-me que você está tendo excelente progresso. Fico feliz que está se recuperando rapidamente. Creio que depois de amanhã receberá alta.
— Ah, é mesmo? Que bom! Mas onde vou ficar? Não lembro onde moro...
— Já resolvi essa situação. Por enquanto ficará hospedada numa casa que aluguei aqui na cidade.
— Quanto à minha memória? Ela perguntou com ansiedade.
— Ele me explicou que em poucos dias ou mais você pode recuperar a sua memória. Às vezes leva algum tempo, mas tenho certeza que vai conseguir bem rápido.
— Mas o que aconteceu comigo? Você deve saber... Por favor, diga-me.
— Bem... O que sabemos até agora, é que você sofreu um acidente... Deve ter escorregado e batido a cabeça na mata onde foi encontrada.
— Como assim? Explique para mim o que realmente aconteceu.
— Calma, Bia! Não está em condições para conversarmos sobre isso. Tenha paciência, ok?
—Ta bom, Edu. É que... É uma agonia você não lembrar de fatos importantes de sua vida... Estou me sentindo tão desorientada.
— Sim, sei disso. Nao se preocupe. Tudo no seu tempo. Você não precisa fazer nenhum esforço. Quando menos se espera, tudo vai voltando ao normal.
—Tomara que sim.— Ela pensou um pouco, e olhando-o nos olhos, perguntou, curiosa — Eu o conheço de onde?
Surpreso, ele ficou parado, olhando-a de um jeito diferente. Enquanto aguardava sua resposta, admirou o rosto bem feito dele. Edu abriu a boca para responder. Nesse instante, o doutor chegou, cumprimentando-os. Bia não obteve resposta para sua pergunta. Sentiu-se frustrada com a interrupção. O médico começou a fazer exames de rotina, conversas, recomendações e palavras de incentivo.
Bia percebia que Edu acompanhava aquilo tudo em silêncio. Sentiu -se bem com a sua companhia, no entanto, uma dúvida pairava na sua mente: o que aquele homem lindo representava para ela? Por que mesmo estava ali?
_____________________________
Durante a madrugada, no hospital, algo inusitado aconteceu, fazendo com que acordasse assustada. Como Edu estava acompanhando-a, prontamente ele se aproximou dela.
Lágrimas começaram a rolar em sua face. Edu a estreitou em seus braços e falou-lhe palavras de conforto.
Enquanto era amparada por seus braços fortes, as lembranças de um sonho estranho vieram aos seus pensamentos.
Ela sonhou que estava em um jardim muito florido. Seguia cantarolando pelo caminho largo e deserto. Havia pétalas vermelhas no chão. À sua frente, uma penteadeira com um grande espelho. Esse objeto, parecera-lhe familiar. Notou que estava em um bonito vestido de noiva. Mirou-se por um tempo. Havia um colar em suas mãos. Uma voz feminina lhe disse:
" Esse colar não vai combinar com o vestido"
A voz parecia da enfermeira. Bia não deu ouvidos. Começou a pôr o colar.
— Eu gosto muito dele. Foi um presente de meu aniversário de 15 anos.
— É, pode ser, só que hoje é o seu casamento.
— Meu casamento? Não, eu não quero me casar. Com quem eu vou me casar? — Falou assustada.
De repente apareceu em outro lugar. Estava numa mata. As pétalas vermelhas caiam do céu como se fossem gotas.
Bia então retirou o colar e ao olhá-lo com atenção, percebeu delicadas letras douradas: Bia.
Ela estremeceu diante da inesperada descoberta. A respiração ainda ofegante e uma certeza tomando forma em seus pensamentos.
—Você quer que eu chame o doutor? Edu perguntava, preocupado.
— Não... Não precisa... Eu acho que descobri algo...
Edu retesou-se, e ainda com os braços envoltos nela, afastou -se um pouco, a fim de observá-la melhor.
— Diga-me...O que descobriu?
— Eu lembrei o meu nome...Acho que meu apelido.
Ele permaneceu atento, em silêncio, aguardando que continuasse.
— Eu acho que me chamo... Bia.
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Atualizado até capítulo 43
Comments
Jane Cleide
Pq esse abestado não fala que é o marido dela !!!
2024-11-14
1
Bia R. Boppre
E a família dela, ninguém sabe do acidente....?
2024-05-02
6
Regiane Pimenta
Aff ele continua escondendo coisas dela
2024-04-27
2