Enquanto chegava em um posto de combustível, o rapaz quebrou o silêncio ao perguntar se havia outro atalho, mas dessa vez não tinha. Teriam mais uma hora de viagem. A estrada era cercada por uma vegetação extensa. Difícilmente avistariam casas por aquelas bandas.
Apesar de a estrada ser melhor, ela era mais perigosa, porque caso houvesse algum problema com o carro, seria muita sorte conseguir ajuda. O correto era manter a prudência no volante.
Edu abasteceu o carro e entrou numa loja de conveniência. Bia observava pelo retrovisor o vai e vem das pessoas.
De repente, avistou dois homens bem carrancudos, que olhavam fixamente para o carro deles . Lembrou do que Rose dissera. Seria impressão sua? Ficou observando, atenta. Os dois, gesticulando, entraram numa picape preta. Estavam lá, parados com os olhos em sua direção.
Começou a sentir uma sensação estranha. Ficou em dúvida se devia contar para Edu, mas preferiu se manter quieta, rezando pra que fosse apenas uma coincidência.
Edu voltou. Trouxe consigo água e alguns petiscos. Sentou-se ao volante e tocou sua face. Levantou seu queixo, lentamente, olhando-a, arrependido. Sem falar nada, beijou-a docemente.
Não sabia se era porque estivesse ainda chateada, mas naquele momento não sentiu nada. Talvez ele tenha percebido isso, então voltou a beijá-la e pela primeira vez suas mãos subiram ousadamente para seus seios por cima da roupa. Surpresa, encolheu-se e tentou se afastar. Ele deu um risinho irônico e falou:
— Calma, querida, já estamos casados! Hoje você vai experimentar momentos deliciosos comigo, então não tem o que temer.
Bia, ao ouvir isso ficou tensa, mas ainda assim, permitiu que ele a beijasse mais uma vez. Delicadamente retirou as mãos dele de seus seios. De certa forma achou errado, ali no carro e não queria ser flagrada num momento tão íntimo.
—Tudo bem, amor, mas por favor, prometa que será gentil comigo, tá bom?
Os olhos dele brilharam de desejo. Em algumas semanas de namoro, ao saber que ela era virgem, ele afirmara que nunca tivera essa experiência de ir para a cama com uma mulher assim.
Ela imaginava que esse foi o motivo principal para um casamento tão apressado, pois ela não faria sexo antes do matrimônio deles.
— Eu prometo! Será no seu tempo... Vou te ensinar tantas coisas. Amor, depois desta noite é você quem não vai me dar descanso.
Ele a soltou, a contragosto.
—Vamos, querida!
Deu partida no carro e foi pegando a estrada. Bia novamente procurou pelo retrovisor a picape. Percebeu que o carro daqueles desconhecidos também entrou em movimento , mas mantiveram-se à distância.
Não demorou muito, a chuva finalmente desabou com força. Alguns relâmpagos e trovões, fez com que Bia roesse a unha, nervosa.
— É bom não acelerar muito. Tá difícil de enxergar a estrada...
— Não se preocupe, Bia! Daqui a pouco a chuva passa.
Realmente, Edu tinha razão. Assim como começou, a chuva foi passando. Ficou apenas um chuvisco. Agora estava mais aliviada.
— Daqui a meia hora a gente chega!
— Graças a Deus!
Nesse momento, ambos perceberam uma movimentação estranha. A picape acelerou e avançava perigosamente ao encontro do casal.
Edu soltou um palavrão e acelerou o carro. Bia cobria a boca com as mãos para não gritar, enquanto via pelo retrovisor a picape se aproximar cada vez mais.
Era real! Eles estavam mesmo sendo perseguidos!
No instante que Edu acelerava com vontade , um javali apareceu na estrada.
Bia não se aguentou mais. O grito de pavor se misturou com o cantar dos pneus. O carro saiu da estrada e foi descendo desgovernado até bater em uma árvore. O barulho ensurdecedor do carro, deixara Bia atordoada, por alguns segundos. Olhou para o lado e percebeu que Edu também estava ileso.
— Vamos sair daqui, Bia! Precisamos procurar ajuda.
— Sim! Sim!
Bia olhou para trás e avistou os homens, ainda distantes. Pareciam estar armados.
— Querida, precisamos nos separar para despistá-los. Vamos ver se conseguimos ajuda de algum morador.
— Não, Edu! Estou com medo!
Ela o segurou com força, mas ele a empurrou.
— Vá agora ou não posso salvá -la! Eu vou te encontrar, certo?
Chorando, Bia o viu correr , afastando-se. Mesmo sentindo-se abandonada, criou forças e correu no sentido oposto ao de Edu.
Alguns metros depois , acabou se desequilibrando e caindo numa poça de lama.
Só nesse momento que percebeu estar com sua bolsa, mas o objeto ficou engatado num galho e Bia ouvia vozes e passos dos homens se aproximando. Com o coração palpitando desgovernado, levantou-se devagar. Com o medo que estava, acabou deixando a bolsa na lama.
A chuva recomeçou.
Com o barulho da água ressoando na vegetação, aproveitou para correr. Olhou para trás, distraída e ao virar -se, colidiu com uma árvore à sua frente.
Ela caiu imediatamente no chão. Tentou abrir os olhos, mas não conseguia. Sentiu uma dor inexplicável na testa, do lado direito. As gotículas da chuva se misturavam com o sangue da ferida. Antes de apagar completamente, ouviu -se tiros.
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Atualizado até capítulo 43
Comments
Jane Cleide
Eita capítulo tenso ,já tou roendo as unhas de curiosidade kkkkkk.
2024-11-14
1
Osny
esse angu tem caroço.
porque não viajar pela rodovia pavimentada que é rápida?
porque está procurando por atalhos?
aí tem coisa!
escondendo de alguém?
sim bora...
2024-12-28
1
Vilma Teixeira Roquete
Começando hoje 20-10-24..eja com várias interrogações ???????????...E com certeza gostando muito.
2024-10-20
1