CAP 10 - CONSUMIDOS PELO DESEJO

Alguns dias se passaram e nenhuma notícia de Edu. Ela tentava controlar a ansiedade. Tudo em vão. Gostaria que ele tivesse a consideração de ligar. Sentia falta dele. Queria ao menos ouvir a sua voz.

Entediada, passava o dia lendo ou indo à piscina, após cuidar do jardim.

Conversava com Rita e ocasionalmente procurava no escritório alguma pista que a ajudasse a solucionar as suas suspeitas sobre Edu.

Certo dia, após assistir a alguns filmes, percebeu que já estava tarde. Era hora de encarar um bom sono. Levantou-se e tomou um banho demorado. Aproveitou para lavar o cabelo, enquanto, mais uma vez, tentava lembrar do seu passado. Nenhuma memória vinha. Suspirando, deixava a água cair pelo seu corpo.

Logo em seguida, pegou um roupão felpudo. Usava, ainda, uma toalha para enxugar os cabelos. Avistou a porta que dava acesso ao quarto de Edu. Diariamente olhava para aquela porta. A vontade que tinha era abri-la para conhecer melhor o espaço.

Continuou a enxugar o cabelo, mas a curiosidade só aumentava. Soltou a toalha e ficou em frente à porta, lutando consigo mesma.

O instinto dizia para não encostar lá. Aquilo era errado, já que fazia parte da privacidade dele. Lembrou, porém, que estava sozinha na casa. Então, enchendo-se de coragem, virou a chave. Respirando fundo, pôs a mão na maçaneta. Entrou devagar, cautelosa.

Passeou o olhar pelo lugar. Tudo estava bem organizado. A parede era pintada com tons pastéis. Os poucos móveis naquele quarto mostrava que ele privilegiava a praticidade.

Nesse momento, para sua surpresa,  Edu apareceu com uma pequena  bagagem de mão. Ele já havia chegado e Bia nem percebera por estar distraída.

Arregalou os olhos e tentou esboçar algumas palavras. Pedir desculpas por estar ali, mas não conseguia articular nada. Enquanto isso, refeito do susto inicial, Edu mostrou um sorriso sedutor:

— É bom te ver também, princesa!

Sem jeito, ela ficou imóvel. Gaguejando, tentou explicar:

— É... É que eu...

Ele caminhou devagar até ela. Os olhos azuis a atraiam. Os pensamentos estavam concentrados no homem que cada vez mais se aproximava. Sentiu a ameaça aos seus sentidos, perturbando-a. Por instinto, tentou recuar, mas as pernas bambas não a obedeciam.

Quando  percebeu, fora tomada pelos braços dele e em segundos, uniram -se em um beijo avassalador. Bia sentiu o corpo dele reagir de forma imediata.

Arrepiada, deixou-se ser cativa daquele desejo que a consumia fazia dias. Não queria pensar em nada. Só queria sentir aqueles lábios macios arrancando-lhe gemidos de prazer.

— Oh, Bia! Não imagina como lutei com todas as minhas forças para ficar longe de você...— e pegando-a no colo, levou-a para cama. — Você é irresistível, princesa!

— Edu... Oh, Edu...— Bia sussurrava, enlouquecida.

Os lábios dele estavam famintos. Os beijos quentes e possessivos eram uma espécie de recompensa pelo desejo contido.

Sem dificuldade, ele  abriu o roupão de Bia. Ao constatar que ela estava totalmente nua,  soltou um gemido agonizante e enterrou os lábios no seio dela, sugando um, depois o outro. 

Ela gemia e se contorcia, enquanto ele passeava pelo seu corpo, descobrindo todos os seus detalhes.

Depois ele passeou a língua pelo lóbulo da sua orelha, ela estremeceu de prazer. Ele se deliciava com a reação dela e sem dar trégua, desceu para o seu colo, trilhando outra vez para seus seios.

Ela suspendeu a respiração, por um instante, ao sentir a mão dele tocando delicadamente a sua intimidade, enquanto ela se enroscava nele, gemendo.

Com o corpo queimando de desejo, rapidamente, ele se despiu e Bia vislumbrou o seu membro viril. Por instinto, ela se arqueou e apertou-lhe a bunda. Ele suspirou forte.

Ao fundo, um telefone tocava. Sem dar atenção, ele abriu as suas pernas com a intenção de possuí-la, finalmente.

 Bia aguardava, sem reservas, mas o toque insistente do telefone, fez com que recobrasse a lucidez, despertando-a do momento de prazer.

— Edu...O telefone...— Falou, ainda ofegante, com as mãos, afastando-o.

Ele parou por um momento, tentando entender atordoado o quê que ela lhe falava. Entreolharam-se com respirações rápidas e olhos escurecidos pelo desejo.

— Deixa tocar...— Ele murmurou, rouco.

O telefone insistia.

— Não! Pode ser algo importante. — Bia disse, já com a voz firme.

Ela se afastou de vez, levantando-se. Virada de costas,  cobriu-se com o roupão.

— Que droga! Ele pegou a calça e vestiu-a.

— Vou ver o que é. Por favor, Bia, espere-me aqui. — a sua voz era suplicante.

Ela não respondeu nada. Sentia-se trêmula. A respiração voltando , aos poucos ao normal.  Por um instante, ficou parada, próxima à cama. Ouvia a voz dele na sala ao telefone, enquanto caiu em si.

Com os pensamentos voltando ao lugar, pôs-se a sentir-se envergonhada! " Como sou burra! O que ele vai pensar de mim? Mal conheço esse homem, agora facilmente já  estou em sua cama? Oh, não! Tenho que sair daqui!"

Bia levantou-se rapidamente,  correu para seu quarto e trancou a porta de acesso.

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Comments

Jane Cleide

Jane Cleide

eita que ficaram só na vontade, maldito telefone kkkkkk!!!!

2024-11-14

1

Jane Cleide

Jane Cleide

mas tbm não acho justo ele se envolver com ela assim sem falar a verdade pra ela.

2024-11-14

1

Elizabeth Fernandes

Elizabeth Fernandes

Agora que ia pegar fogo 🔥🔥🔥🔥

2024-11-10

1

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