Antes de responder, Edu pegou a xícara de café e tomou um gole. Ele parecia procurar as palavras certas para falar.
— Desculpe-me por deixá-la assim. — Ele deu um meio sorriso e cortou um pedaço de bolo, servindo-a. — Prefere suco ou café?
— Suco, por favor! Ela o olhava atentamente.
— Na verdade, eu a encontrei inconsciente naquela mata. Logo, senti-me responsável pela sua segurança, pois não sei por qual motivo estava ali. Tá aqui, seu suco!
Ela segurou o copo, e agradeceu -o.
— Mas como foi para você saber que eu estava... Naquele lugar?
— Um amigo pediu a minha ajuda. Eu não sabia que era você quem estava lá.
— Mas você é também da polícia... Um detetive?
— Não, nada disso! Eu estava por perto apenas.
Bia ficou pensativa. Seria verdade tudo aquilo?
— Você me conhece há muito tempo? Devo ter comentado sobre a minha família...
Ele desviou o olhar, concentrando-se no seu café.
— Infelizmente, não. Eu a conheci recentemente, mas você não me falou sobre a sua família.
— Que pena... Ela continuava desconfiada. Aquela história parecia suspeita. — Tenho outra dúvida... No hospital... Eles falavam comigo como se eu fosse sua esposa... Eu não sei...
— O amigo que eu mencionei antes é policial. Para sua própria segurança, ele me instruiu a falar no hospital que eu era seu marido. — Ele parou por um instante. Olhando-a no olhos, continuou. — Não se sabe se você corre perigo ou não. Você foi encontrada sem documentos ... Então, desculpe-me pela mentira, mas fiz isso para protegê -la.
— Estou entendendo...
— Nossa esperança era que você acordasse e se lembrasse de tudo, mas com a amnésia, resolvi prolongar minha ajuda e aqui estamos.
— Meu Deus, não sei o que pensar! Só que às vezes acho tao louca essa história... É difícil de acreditar...
— Não se preocupe! Você está segura aqui. A minha intenção é apenas ajudá-la. Confie em mim... Não sou nenhum estranho para você. Acredite. Só quero que você retorne com suas memórias. No tempo certo, eu mesmo esclarecerei o que você precisa saber. Por enquanto, fique tranquila.
– Tudo bem, Edu. Espero que eu recupere o mais rápido possível a minha memória, pois isso tem me consumido todos os dias. Posso andar pela cidade... Quem sabe eu lembre de algo?
— Não, não é uma boa ideia. E se foi vítima de uma emboscada? A polícia investiga a possibilidade de você ter sido perseguida, antes de se acidentar... Então o melhor é ficar aqui. Contratei seguranças que ficam se revezando em frente a essa casa. Se sair, só com o motorista ou comigo. Não é prisioneira, mas preocupo-me com você.
As últimas palavras foram ditas de um jeito diferente. Dessa vez foi ela quem desviou o olhar. Com o coração palpitando, agradeceu pelos esclarecimentos.
Ele era tentador, mas ainda não estava convencida das palavras dele. Tinha algo no semblante e na forma de falar que não se encaixava.
O tempo todo parecia que aquilo tudo fora inventado. Temia-o, pois começava a se sentir atraída, embora tivesse a convicção de que aquilo seria um problema.
Não podia se apaixonar por aquele desconhecido. O seu objetivo era descobrir quem realmente era e em que se envolvera para estar naquela situação.
Poderia ser perigoso ter algum tipo de relacionamento amoroso com ele. Que garantia tinha que ele falava a verdade?
Conversaram um pouco mais, enquanto tomavam café, depois ele falou que ia trabalhar no escritório.
Bia para se distrair, resolveu cuidar do jardim da casa.
Depois daquela conversa, mais alguns dias se passaram desde que Edu chegou. Ele a tratava de forma educada, mas preferia se manter distante. Após o café da manhã, trancava-se no escritório e evitava ela, especialmente à noite.
Sentindo -se desanimada, antes de o sol se pôr, Bia resolveu relaxar na área da piscina. Procurou um dos biquínis que comprara. Avistou um vermelho, bem decotado.
Estava meio incerta se devia usá-lo, mas sabia que Edu estaria trabalhando no escritório. Não ia incomodá-la, então foi nadar.
Percebeu que do escritório dele dava para ver toda a movimentação na área da piscina sem ser visto.
A vidraça desse cômodo era fumê. Porém, se estivesse tão entretido com os seus negócios não a notaria.
No íntimo, queria que ele estivesse espiando.
A água estava morna, então em alguns momentos ficava boiando, com o corpo à mostra. Depois, saiu da água e delicadamente, passou o protetor solar.
Deitou-se de bruços. Se ele fosse à janela, estaria dando uma vista privilegiada para Edu.
" Não brinque com fogo , Bia! " Pensou, enquanto, sorria.
À noite, ao descer para o jantar, viu que Edu havia saído. Frustrada, ligou a tv e ficou ali até que começou a ficar sonolenta. Quando menos esperava, acabou cochilando.
Algum tempo depois, entreabriu os olhos. Notou que estava sendo observada por Edu.
— Eu já ia chamá -la, mas você parecia tão bem dormindo...
— Oh, desculpe... Acabei caindo no sono...
— Percebi que você gosta de dormir em frente à TV— Ele sorria, divertido. — Se quiser posso colocar você na cama de novo!
— Não zomba de mim, Edu! —Ela sorriu de volta, ainda sonolenta. —Acho que esse sofá confortável é que é o grande vilão.
Edu fixou seus olhos azuis nela.
— Você é muito atraente, Bia! Enquanto falava, os olhos dele desciam para seu corpo.
Sem jeito, Bia nervosamente pôs uma mecha do cabelo atrás da orelha.
— Obrigada. —Ela falou timidamente.
— Já está tarde! É bom você dormir. — Ele se distanciou dela e suspirando, disse" — Tenho que terminar de ler uns documentos. Vou viajar amanhã cedo.... Então, Boa noite!
— Boa noite e boa viagem, Edu!
Bia foi para o quarto. Sem conseguir policiar os pensamentos, via-se aos beijos com Edu, rolando na cama.
Não queria se envolver com ele, mas bem que gostaria de sentir o sabor de seus lábios.
Aquele homem sexy estava mexendo com suas defesas. Não queria que isso acontecesse. Teria que se contentar apenas com os pensamentos.
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Atualizado até capítulo 43
Comments
Jane Cleide
Uma coisa sei , Helô quer me matar de curiosidade kkkkk!
2024-11-14
1
Jane Cleide
E pior Bia tá se apaixonando kkkk!!!!
2024-11-14
1
Elizabeth Fernandes
A família dela que não a procurou
2024-11-10
1