...Quando vejo seu rosto / Não há nada que eu mudaria / Porque você é incrível / Do jeito que você é. - Just the Way You Are de Bruno Mars...
...˙❥˙Capítulo 19: Assim é a maneira como reconquistarei minha Lena....
Estou na cozinha com Elena. Neste fim de semana, Claire pediu para ela vir para cá e aqui estamos nós. O ambiente está aconchegante, com um leve aroma de alho e ervas que ainda paira no ar após o jantar. Elena está ao meu lado, secando a louça enquanto eu lavo.
— Sua mãe, como está sendo o preparo e exames para a operação dela? — Lena me pergunta. A pergunta dela me pega um pouco de surpresa, mas me faz lembrar muito do nosso passado.
— Está indo bem. Conforme o Dr. Phillips, daqui a duas semanas podemos prepará-la para a cirurgia — respondo, entregando mais um prato para ela secar.
Elena franze a testa, uma expressão de preocupação atravessando seu rosto.
— Ela está com medo? — me pergunta novamente.
— Não. Pelo menos se tiver, ela não demonstra. Minha mãe nunca foi de se deixar mostrar seu lado mais fraco. Sempre se mostrou forte para mim e meu irmão.
Desligo a torneira e seco minhas mãos, após lhe entregar o último prato que ela seca com cuidado. Lena parece pensativa por um momento antes de continuar.
— E o seu irmão? Claire me contou que ela tem um tio, além dos padrinhos dela. Ele sabe da doença dela? — A palavra “doença” sempre me incomodou. Parece tão pesada e definitiva.
— Sim. Contei para ele uma semana após descobrirmos. Não consegui contar antes, parece que tudo explodiu de uma vez só, de uma hora para outra. Eles ficaram horas conversando pelo telefone.
— Ele mora longe? — Lena guarda o prato e se vira para mim, se apoiando na pia. Seus olhos refletem uma curiosidade genuína.
— Em Belfast, na Irlanda do Norte. Disse que estaria aqui no dia da cirurgia dela.
— Vocês eram próximos?
— Fui mais próximo do Henry do que dele. Bem, antes de perdermos o contato — e depois da bomba que caiu sobre nós. — Vem, quero te mostrar uma coisa.
Deixando a cozinha, a levo para o andar de cima. Meus pais e os pais dela saíram para tomar sorvete com a Claire. Tenho que agradecer a eles por isso depois. Entro no meu quarto e abro a janela. Elena permanece no corredor do lado de fora do quarto, hesitante.
— Vem, não vou te morder, pode ficar tranquila — digo, tentando aliviar o clima. Ela cora, ficando um pouco sem graça. Exceto se você me peça! Penso, mas guardo esse pensamento só para mim.
Passo uma perna pela janela e depois a outra, fico em pé no beiral e a chamo. Ela se aproxima com cuidado e olha pela janela. Sei que ela não tem medo de altura. Estendo minha mão, que ela aceita, e a ajudo a passar pela janela. Estamos em pé, um de frente para o outro, e a levo até o telhado. Sentamos lado a lado, observando as estrelas.
— O que estamos fazendo aqui? Não é perigoso? — ela pergunta, olhando ao redor com uma mistura de curiosidade e receio.
— Ocasionalmente venho aqui para pensar. É um ótimo lugar para refletir, e a vista é incrível. — Aponto para o céu escuro, pontilhado de estrelas brilhantes.
Ela sorri e suspira, parecendo relaxar um pouco. Ficamos em silêncio por alguns minutos, apenas apreciando a calma da noite.
Eu sorrio, sentindo a brisa fresca da noite acariciar nossos rostos enquanto nos acomodamos no telhado. A vista da cidade à noite é simplesmente deslumbrante. As luzes cintilantes das casas e ruas em contraste com o manto escuro do céu estrelado criam uma sensação de tranquilidade que eu sabia precisarmos naquele momento.
— Às vezes, quando as coisas ficam difíceis, gosto de vir aqui para pensar — digo, olhando para as luzes distantes. — É um lugar onde posso me sentir um pouco mais livre, longe de tudo.
Elena observa o horizonte por um momento, absorvendo a paisagem. Ela respira fundo e se vira para mim, um sorriso tranquilo iluminando seu rosto.
— Entendo — diz ela suavemente. — É bonito aqui em cima. E é bom ter um lugar onde a gente pode escapar, mesmo que só por um tempo.
Ficamos em silêncio por um momento, apenas apreciando a companhia um do outro. O mundo lá fora parecia tão distante, e por um breve instante, tudo o que existia era o presente.
— Hain, eu queria te agradecer por me trazer aqui hoje — diz ela, quebrando o silêncio. — Sei que as coisas não têm sido fáceis para você e sua família, e eu realmente aprecio que você confie em mim para compartilhar isso.
Eu aceno, sentindo um nó na garganta. Era difícil colocar em palavras o quanto significava ter alguém como Elena ao meu lado, especialmente agora.
— Obrigado por estar aqui, Lena. Significa muito para mim — respondo, minha voz um pouco trêmula. — Às vezes eu me sinto sobrecarregado com tudo o que está acontecendo, mas ter você aqui faz com que tudo pareça um pouco mais suportável.
Ela sorri novamente e segura minha mão, apertando-a levemente. Ficamos ali, sentados no telhado, apreciando a companhia um do outro e a paz momentânea que encontramos naquele lugar especial.
— Você acha que sua mãe vai ficar bem? — pergunta ela, com uma preocupação genuína em seu olhar.
— Espero que sim — digo, tentando manter a esperança. — O Dr. Phillips é um dos melhores, e estamos fazendo tudo o que podemos. Mas, honestamente, é difícil não se preocupar.
Ela acena, compreendendo completamente a minha insegurança. Ficamos mais um tempo em silêncio, apenas aproveitando a presença um do outro, até que finalmente decidimos voltar para dentro.
De volta ao meu quarto, Elena olha ao redor, curiosa. Nunca havíamos passado tanto tempo juntos assim, e eu sinto uma mistura de nervosismo e excitação.
— E então, o que mais você tem para me mostrar? — pergunta ela, com uma pitada de brincadeira em sua voz.
Sorrio e vou até minha estante, pegando um álbum de fotos. Sentamos na cama e começamos a folhear as páginas, relembrando momentos da minha infância, das viagens em família e dos dias despreocupados.
— Esse é o Henry? — pergunta ela, apontando para uma foto de nós dois em uma praia.
— Sim, éramos inseparáveis quando éramos crianças — digo, uma pontada de saudade em minha voz. — Mas a vida nos levou por caminhos diferentes. Sinto falta dele.
— Talvez essa situação possa se aproximar de vocês novamente — sugere ela, com um olhar esperançoso.
Eu aceno, pensando na possibilidade. Talvez fosse verdade. Talvez essa crise pudesse nos unir novamente, de uma forma que não havíamos conseguido antes. Apesar de estarmos apaixonados pela mesma mulher.
Passamos o resto da noite conversando, rindo e compartilhando histórias até que, finalmente, o cansaço começa a nos vencer. Agradeço a Elena por tudo e a acompanho até a porta, sentindo uma conexão ainda mais forte entre nós.
— Boa noite, Hain — diz ela, dando-me um abraço caloroso. — E lembre-se, estou aqui para o que você precisar.
— Boa noite, Lena. E obrigado, de verdade — respondo, sentindo uma gratidão profunda.
Assim é a maneira como reconquistarei minha Lena; ela já se apaixonou por mim uma vez, vai se apaixonar novamente.
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Atualizado até capítulo 59
Comments
Fafa
Tomara que a cirurgia dela seja bem sucedida, eles já sofreram demais com a falsa morte da Elena 😢
2024-06-15
0
Paty Helena
As vezes só um abraço é suficiente para confortar na hora de uma perca tão grande como essa . Como dói perder pai e mãe 😥😭😭😭😭😭😭😭😭
2022-10-24
5