...Eu sinto ciúmes da chuva / Que cai sobre sua pele / Está mais próxima do que minhas mãos estiveram / Oh, eu sinto ciúmes da chuva / Eu sinto ciúmes do vento / Que balança suas roupas...
...Está mais próximo do que sua sombra / Oh, eu sinto ciúmes do vento - Jealous do Labrinth. ...
...˙❥˙Capítulo 18: Ele é o pai da minha filha!...
Henry me deu um olhar frio. Sei que ele não gostou de me ouvir falando no seu celular com o Hain.
— Vai passar o dia todo me encarando com essa expressão feia? — Ignoro-o, dirijo-me para a sala, sento-me no sofá e ligo a televisão.
— Como você esperava que eu ficasse após ver e ouvir você flertando com ele?
— Flertando? Não estou ouvindo isso! Ele é o pai da minha filha, Henry. Teremos muitas e outras interações entre nós em relação a Claire. Vamos nos encontrar frequentemente, várias e várias vezes. Como eu disse: Ele é o pai da minha filha!
— Ele te ama, ele quer você de volta! Ainda não percebeu isso? — Deixo a televisão de lado e viro-me para ele.
— Henry, não é culpa minha se seu melhor amigo ou ex-amigo faz parte do meu passado. Um passado que não recordo, mas que resultou em uma criança que precisa da mãe dela — ele tenta falar, mas interrompi levantando a mão para silenciá-lo — Infelizmente, quer você goste ou não, ao trazer a minha Claire para nossas vidas, ele estará presente. Ele. É. O. Pai.
— Falar sobre a Claire com ele, tudo bem, mas ficar flertando? Você não correspondeu, ele flertou! — bufo contrariada.
— Henry, você está me ouvindo? Concentre-se. Não me lembro dele, mas estou apaixonada por você. Se, por um acaso, minha memória voltar — embora seja improvável —, você acha que meus sentimentos por você desaparecerão instantaneamente? — ele não responde — Acredita que meus sentimentos não são genuínos?
— E se o que sinto por ele for mais intenso do que o que sente por mim? — Vejo seus olhos se encherem de lágrimas.
— Você não tem certeza disso! É apenas uma suposição de “e se”. Henry, não há como ter certeza. Você quer se antecipar ao que pode ou não acontecer. — Me aproximo dele e continuo — Vamos focar em um dia de cada vez, viveremos o presente.
— Mas e se você o amar mais do que a mim? — ele encosta a testa na minha.
— Então, não era para ter acontecido. Você pode sentir um pouco de dor, mas Deus vai te conceder algo melhor do que eu. Afasto-me um pouco e olho nos seus olhos. Eles são verdes, não azuis, um pouco mais claros que os meus. Não fique remoendo isso, pois não sabemos o que o amanhã reserva, apenas o hoje. Vivamos o presente. Agora, é você que está aqui comigo, não ele.
Henry me beija sedento, angustiado. Querendo mais, querendo uma prova dos meus sentimentos por ele. Correspondo o beijo apaixonada, me sentando em seu colo. Minha blusa vai subindo, à medida que o beijo vai ficando mais voraz. Me afasto para que ele possa tirá-la de mim, e ele faz a jogando em qualquer lugar da casa. Seus beijos voltam descendo do meu pescoço para a minha clavícula, colo e o topo dos meus seios, a parte livre do sutiã.
Agarro os seus cabelos, controlando os meus gemidos. Suas mãos passeiam pelas minhas costas com a mesma paixão que a sua boca marca o meu corpo com os seus beijos. As suas mãos são ágeis e o meu sutiã some do meu corpo. Os seus lábios encontram os meus seios, beijando, sugando e torturando a minha pele.
— Henry… — fecho os olhos puxando os seus cabelos. Quando seus lábios partem para o outro seio e a campainha toca.
Droga!
— Merda… Deixa tocar — esconde o rosto no meu pescoço e morde a minha pele sugando e lambendo depois.
Levanto-me do sofá com os resmungos de Henry pedindo para que eu volte para os seus braços. A campainha não para de tocar.
— Estou de pau duro, Elena! — pego minhas roupas, as vestindo.
Henry corre para o quarto para vestir alguma coisa e eu atendo a porta, sentindo um nervoso inesperado. Assim que abro, fico surpresa ao ver Hain, nossa filha Claire e mais dois senhores atrás deles, com a idade aproximadamente dos meus pais. A senhora começa a chorar, colocando a mão na boca para abafar o choro, e Hain me apresenta como os pais dele, meus sogros e avós paternos de nossa filha. Ele pede desculpa pela hora, mas explica que sua mãe queria muito me ver.
Aceito o abraço emocionado de sua mãe, Muriel, que me chama de “minha menina”, os olhos dela brilhando com lágrimas de felicidade. Logo após, seu esposo Charles também me envolve em um abraço caloroso. A cena é comovente e me sinto um pouco sobrecarregada pela emoção no ar.
— Muriel, Charles, é um prazer conhecê-los — digo, tentando manter a voz estável.
Claire, nossa filha, corre para os braços dos avós, que a recebem com tanto carinho que meu coração quase não aguenta. Henry aparece na porta, sorrindo ao ver a reunião inesperada. Ele cumprimenta os pais de Hain com um aperto de mão firme e um sorriso no rosto.
— Muriel, Charles, é bom vê-los novamente — ele diz, sua voz cheia de sinceridade. Eles respondem calorosamente, lembrando da época em que Henry e Hain eram grandes amigos. A tensão não demora a surgir, pois todos sabemos que a amizade entre eles foi prejudicada pelo fato de ambos amarem a mesma pessoa: eu, Elena, a esposa falecida de Hain que não se lembra de nada após o acidente de carro há seis anos e agora namorada de Henry.
Hain se aproximou de mim, com as mãos tremendo ligeiramente.
— Elena, eu sei que isso é difícil, mas minha mãe estava desesperada para te ver. Ela diz que você sempre foi como uma filha para ela. — Sinto um nó na garganta. Não me lembro desses momentos, mas as emoções no rosto de Muriel são genuínas e profundas.
— Eu entendo, Hain. — respondo, tentando esconder minha própria confusão e emoção.
Henry põe a mão no meu ombro, oferecendo apoio silencioso.
— Vamos todos entrar. Podemos tomar um café e conversar? — sugere, sempre, o mediador. Todos concordam e seguimos para a sala. Enquanto preparo o café na cozinha, ouço as risadas de Claire e os avós na sala de estar. Hain e Henry trocam poucas palavras, mas a tensão é palpável.
Quando volto com a bandeja de café e biscoitos, todos estão sentados, tentando mascarar a estranheza da situação.
— Elena, eu não posso acreditar que finalmente estou aqui com você — diz Muriel, segurando minha mão com firmeza. Charles assente, — Você sempre foi uma parte importante da nossa família, mesmo com tudo o que aconteceu. — As palavras deles são um lembrete doloroso da vida que perdi e das pessoas que ficaram para trás.
A conversa continua e lentamente vou me sentindo mais à vontade, apesar da complexidade da situação. Muriel e Charles compartilham histórias do passado, momentos que eu não consigo lembrar, mas que parecem tão vívidos para eles. Claire está radiante, e ver a alegria dela me dá um sentimento de paz.
— Sei que não me lembro de tudo, mas espero que possamos construir novas memórias juntos — digo finalmente, olhando para todos na sala.
Hain sorri tristemente, mas há um brilho de esperança em seus olhos.
— Claro, Elena. O importante é que estamos todos aqui agora. — Henry me abraça pelos ombros, me dando força. — O que importa é o presente e o futuro que podemos construir — ele acrescenta, e todos assentem.
A noite se desenrola em uma mistura de risos, lágrimas e promessas silenciosas. A visita inesperada dos pais de Hain trouxe à tona muitas emoções, mas também abriu a porta para um novo começo. E assim, com Claire adormecida no colo de Muriel e Henry segurando minha mão, sinto que talvez, apenas talvez, tudo vá ficar bem.
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Atualizado até capítulo 59
Comments
Fafa
Eita que o Hain chegou bem na hora de atrapalhar o rala e rola 🤭
2024-06-15
1
✧・゚: *✧・゚♡*(ᵘʷᵘ)*♡・゚✧*:・゚✧
Adorando essa nova versão /Tongue//Drool/
2024-05-22
2