...E eu ainda estou aqui esperando / Para te pegar se você cair / Não sei porque me importo tanto quando não deveria me importar. - The Reason de Hoobastank...
...˙❥˙Capítulo 11: Papai, essa é a minha mãe?...
Eu estava sentada ao lado dos pais de Henry, minha irmã e meu padrasto, rindo e conversando sobre como a cerimônia havia sido linda. A alegria era palpável, e eu me sentia verdadeiramente feliz. Henry se aproximou de mim com um sorriso no rosto, e eu soube que estava prestes a me apresentar alguém importante.
— Esther, tem alguém que quero muito que você conheça — disse Henry, estendendo a mão para me levantar. Ele parecia animado, apesar de ligeiramente nervoso. — Finalmente, o padrinho de casamento conseguiu chegar. Sei que ele está atrasado, mas estou tão feliz que ele conseguiu vir.
Levantando-me, percebi um homem alto e de aparência familiar parado perto da entrada do jardim. Atrás dele havia uma mulher morena, cujos olhos transpareciam uma mistura de surpresa e algo semelhante à dor. Quando me virei para cumprimentá-lo, o rosto dele se contorceu em choque e descrença.
— Elena?! — ele grita, a voz embargada. O silêncio que se seguiu foi tão pesado que parecia que o tempo havia parado. Todos os olhares se voltaram para nós, cheios de confusão.
— Desculpe, acho que você está me confundindo com outra pessoa — respondi, tentando manter a compostura. — Meu nome é Esther.
— Como assim “outra pessoa”? Como você pode estar casada com Henry se você é minha esposa? Elena, eu sou o Hain! Como você pôde fazer isso? Foram seis anos de sofrimento, acreditando que você estava morta! — A dor na voz dele era palpável, e eu fiquei sem palavras.
— Eu… eu não sei do que você está falando — balbuciei, sentindo minha cabeça girar. — Eu não me lembro de você. Não lembro de nada antes do acidente.
Henry estava tão surpreso quanto eu. Ele segurou minha mão com força, como se tentasse me ancorar na realidade.
— Hain, eu sei que isso é um choque, mas Esther sofreu um acidente há anos e perdeu a memória. Ela não se lembra de nada sobre a vida antes disso.
— Isso não faz sentido! Como você pôde se casar com ela sabendo que ela era minha esposa? — questionei, a raiva começando a tomar conta de mim.
Henry suspirou, parecendo pesaroso.
— Hain, eu não sabia quem ela era quando nos encontramos. Só depois que começamos a nos conhecer que descobri sobre o acidente e sua amnésia. Eu me apaixonei por ela sem saber de sua ligação com você.
Hain deu um passo à frente, com os olhos cheios de lágrimas.
— Você não se lembra de mim, Elena? Não se lembra da nossa filha? Como pode não se lembrar da nossa vida juntos?
— Eu… Eu realmente não sei — respondi, desesperada. — Tudo o que lembro é do acidente de carro. Acordei no hospital, e ninguém sabia quem eu era. Foi Henry que me encontrou e cuidou de mim.
A mulher morena atrás de Hain falou pela primeira vez, a voz suave, mas carregada de emoção.
— Hain, ela perdeu realmente a memória. Devemos tentar entender o que aconteceu no dia do acidente.
— Perder a memória? E quanto à nossa filha? Como explicarei isso a ela? — Hain disse, sua voz cheia de dor e confusão. — Achei que tinha perdido você para sempre, e agora você está aqui, casada com meu melhor amigo.
Henry parecia estar em choque, mas ele apertou minha mão com mais força.
— Hain, precisamos resolver isso. Vamos nos sentar e conversar. Talvez haja uma explicação para tudo isso.
Sentamos todos em uma mesa no jardim, longe da festa que continuava ao fundo, alheia ao drama que se desenrolava. Hain começou a contar como eu, ou melhor, Elena, havia desaparecido após um acidente de carro há seis anos. Ele e a família passaram anos procurando por mim, acreditando que eu estava morta. E agora, ele me encontrava ali, viva e casada com Henry.
— Esther, isso faz algum sentido para você? — Henry perguntou suavemente. — Você se lembra de alguma coisa?
Fechei os olhos, tentando forçar qualquer lembrança a emergir. Mas tudo o que veio foi um vazio.
— Eu queria poder dizer que sim, mas não me lembro de nada. Sinto muito.
Hain segurou a cabeça entre as mãos, claramente devastado.
— Isso é um pesadelo. Como podemos resolver isso?
A mulher morena, que se apresentou como Samantha, sugeriu que talvez a terapia pudesse ajudar a recuperar minhas memórias. — Elena, talvez com tempo e ajuda profissional, você pode se lembrar de tudo.
Henry assentiu, embora visivelmente abalado.
— Vamos fazer isso. O mais importante agora é entender a verdade e lidar com ela da melhor forma possível.
Todos concordaram em dar um passo de cada vez, sem precipitações. Hain parecia mais calmo, mas a dor ainda era evidente em seus olhos.
— Eu só quero que você saiba, Elena, que nunca deixamos de te amar. E nossa filha… ela merece saber a verdade.
— Entendo — respondi, tentando não deixar a culpa me consumir. — Farei o possível para lembrar.
Eu observava a cena à minha frente com um misto de incredulidade e confusão. A pequena festa de casamento no jardim da casa do pai de Henry parecia ter sido arrancada de um conto de fadas, mas agora se transformava em um pesadelo surreal. Minha mente estava uma mistura de fragmentos e sombras; tudo o que eu sabia sobre minha vida antes de Henry era um borrão. Mas a expressão nos rostos ao meu redor me dizia que esse borrão escondia verdades dolorosas.
Olhei para a menina de dez anos que se aproximava de nós, acompanhada por um garotinho de seis anos. Seus olhos estavam fixos em Hain, que estava sentado ao meu lado. Ela parou diante dele, seus olhos grandes e interrogativos, e perguntou com uma voz trêmula, mas decidida:
— Papai, essa é a minha mãe?
O tempo parecia ter parado. Eu podia ouvir meu coração batendo nos meus ouvidos, e a expressão de Hain era uma mistura de dor e surpresa. Antes que ele pudesse responder, a menina olhou para mim, seus olhos cheios de lágrimas e esperança.
— Mamãe é você?
Eu não sabia o que responder. As palavras se recusavam a sair da minha boca. De repente, uma música que tocava ao fundo, uma melodia suave que parecia zombar do caos ao nosso redor, chamou minha atenção. As palavras da música pareciam ecoar minha própria confusão e desespero:
As lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto enquanto eu tentava reconectar os pedaços de uma vida que parecia pertencer a outra pessoa. Henry segurou minha mão, seus olhos cheios de apoio e tristeza.
Sentada aqui no jardim da casa do meu sogro, na festa do meu casamento com Henry, sentado ao meu lado, segurando a minha mão, cercada por pessoas que afirmam ser minha família. Há seis anos, um acidente de carro roubou minhas memórias, deixando-me em coma por semanas. Quando acordei, o passado havia se apagado, e desde então, cada dia é um esforço para ligar os pontos de uma vida que não consigo recordar. Sentado à minha frente está Hain, o homem que deveria ser apenas o padrinho do meu casamento, mas que agora insiste que é meu marido e pai da minha filha. Uma garotinha chorosa está abraçada a ele, e uma mulher e um menino observam a cena, também com lágrimas nos olhos.
Olho para Hain, tentando desesperadamente puxar qualquer lembrança dele. Sua pele bronzeada pelo sol, as sardas em seu rosto, um nariz que antes parecia perfeito, mas agora carrega a marca de uma antiga fratura, e aqueles olhos azuis penetrantes. Seus cabelos castanhos dourados brilham à luz da lua, uma beleza que se destacaria em qualquer multidão. No entanto, por mais que me esforce, não consigo encontrar nenhum vestígio de memória que o conecte a mim. A frustração e a tristeza me consomem, enquanto minha mente permanece um espaço vazio, incapaz de preencher as lacunas de minha história.
A garotinha ao lado dele me observa com olhos cheios de esperança e medo. Ela é minha filha, dizem. O peso dessas palavras é esmagador. Como posso ser mãe de alguém que não lembro ter dado à luz? Como posso ser esposa de um homem que não consigo reconhecer? O amor e a dor em seus olhos me tocam profundamente, mas ainda assim, nada. Sinto-me uma estranha em minha própria vida, uma atriz que entrou no palco sem conhecer seu papel. Tento sorrir para eles, um gesto tímido de compaixão e esperança, mas por dentro, estou em pedaços, lutando para encontrar meu lugar em um mundo que parece ser meu, mas que é completamente desconhecido.
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Atualizado até capítulo 59
Comments
Fafa
Coitada! De repente tudo virou um enorme pesadelo, como será que ela vai viver daqui pra frente, casada com um homem maravilhoso, mas sabendo que seu marido de fato é outro, que infelizmente não se lembra, nem dele nem da filha e nem de nada de antes do acidente 😢
2024-06-14
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corrinha
essa Elena é mesmo muito da safada beijar o marido se sente culpada aí chega em casa vai trepar com o noivo toda oferecida sem culpa remorso não existe nem essa palavra pra começar nem morando juntos era pra ela está mais a Elena não perde tempo se lembrar ela não faz nem questão estou indignada autora se pudesse torcia o pescoço dela safada
2023-06-13
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ANA LUCIA VANDAM DE SOUZA
Puts daí deu ruim..Já eras pro tal Harry 🤭🤭
2023-04-21
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