...(Foi um longo dia sem você, meu amigo / E eu vou te contar tudo sobre isso quando te ver novamente). —See You Again" de Wiz Khalifa ft. Charlie Puth ...
...˙❥˙Capítulo 2: Um reencontro inesperado....
O dia tinha começado de uma maneira que eu nunca poderia imaginar. Acordei com os beijos suaves de Henry descendo pelas minhas costas nuas, cada toque seu despertava uma sensação de calor e segurança. Ele riu suavemente ao perceber minha reação ao seu toque e mordeu de leve a lateral do meu quadril, fazendo-me estremecer.
— Hmmm... isto está ótimo — ele disse, com um sorriso malicioso. O amor que emanava de seus gestos era palpável.
— E que bom que acordou, meu amor — Henry continuou, enquanto retomava o caminho de beijos pelo meu corpo. — Eu te trouxe o café da manhã. — Ao dizer isso, ele se afastou um pouco, e eu, instintivamente, puxei o lençol para me cobrir enquanto me sentava. A bandeja que ele segurava estava repleta de delícias: frutas frescas, torradas crocantes, diversas geleias, queijo, ovos bem cozidos, suco de laranja fresco e iogurte natural.
— Uau... você sempre me surpreende, isso está maravilhoso — eu não pude deixar de exclamar, impressionada com o esforço e o carinho.
— Estou feliz, porque a minha namorada aceitou se casar comigo ontem à noite. Sou o homem mais feliz e sortudo do mundo — ele disse, seu rosto irradiando uma alegria genuína antes de se inclinar para me beijar. Eu retribuí o beijo com igual fervor.
— Eu que tive a sorte de encontrar você. Se não fosse pela sua ajuda, eu nem sei o que seria de mim — confessei, lembrando como, após o acidente que me roubou a memória, Henry havia sido minha âncora, ajudando-me a reconstruir uma vida juntos, com ou sem as lembranças do meu passado. Nosso momento foi interrompido pelo toque do telefone de Henry um lembrete de que, apesar da bolha de felicidade em que nos encontrávamos, o mundo exterior ainda clamava por atenção.
...♡˙❥˙♡...
Quando cheguei ao hospital, fui imediatamente abordado por Carlos, um dos enfermeiros da minha equipe.
— Desculpe te chamar no seu dia de folga, Henry — ele começou, claramente constrangido. — Mas é um caso urgente. Um dos nossos pediatras ficou preso no trânsito e temos aqui uma situação delicada com uma criança.
Assenti, compreendendo a gravidade do momento.
— Claro, não se preocupe. Onde está a paciente? — perguntei, já me preparando mentalmente para o que viria a seguir.
Ao entrar na sala, vi a pequena garotinha sentada na cama, segurando o braço com uma expressão de dor que me cortou o coração. Ao seu redor, um casal que presumi ser seus pais, olhava ansioso, junto com algumas outras pessoas que pareciam familiares preocupados.
— Olá, eu sou o Dr. Henry — me apresentei com um sorriso acolhedor, tentando aliviar a tensão do ambiente. — Ouvi dizer que tivemos um pequeno acidente, não é? — me dirigi à garota, tentando suavizar a situação com meu tom de voz.
— Sim — ela murmurou, tentando sorrir de volta, mas a dor era evidente.
— Vamos cuidar disso para você se sentir melhor, tá bom? — continuei, explicando cuidadosamente enquanto preparava o material necessário. — Primeiro, vamos precisar fazer um raio-X para ver exatamente o que aconteceu com seu braço. Depois, vamos colocar um gesso para manter tudo no lugar enquanto cura. Você vai poder escolher a cor do gesso, também.
Os pais dela assentiram, visivelmente aliviados por estarem em boas mãos. Eu me concentrei completamente na pequena paciente, garantindo que cada passo do procedimento fosse explicado e que ela se sentisse o mais confortável possível durante o processo. A medicina pode ser desafiadora, mas momentos como esses reforçam o porquê de ter escolhido essa carreira — fazer a diferença, um paciente de cada vez.
Eu terminei de engessar o braço esquerdo da pequena com todo o cuidado do mundo. Ela era corajosa, mas via-se que a dor ainda incomodava um pouco.
— Pronto, querida, está tudo certo agora. Mas tenho um último remédio mágico para você. — disse, entregando-lhe um pirulito colorido. Seus olhos brilharam ao receber o doce, e um sorriso tímido surgiu em seu rosto.
Enquanto ela se deliciava com o pirulito, levantei os olhos para os pais que observavam ansiosos toda a cena. Foi então que o reconhecimento me atingiu como um raio. Não podia ser. Mas era. Hain O'Neill, meu melhor amigo de infância, estava ali, na minha frente, depois de mais de quinze anos. Por um momento, fiquei sem ação, olhando para ele, revivendo em segundos as inúmeras aventuras que compartilhamos nos campos atrás da escola antes de eu me mudar para outro país.
— Hain? — Minha voz saiu quase como um sussurro, incrédulo.
Ele olhou para mim, inicialmente com uma expressão confusa, que logo se iluminou com a lembrança.
— Henry? Henry Cooper? Não acredito! Cara, quanto tempo! — Ele se aproximou e nos abraçamos, um abraço de velhos amigos que compartilharam um pedaço precioso da vida juntos.
— Eu mal posso acreditar que é você. E essa é sua filha? Como o tempo voa, meu amigo. — Comentei, ainda um pouco chocado.
— Sim, essa é a Claire. E sim, o tempo definitivamente voou. Você se tornou médico, huh? Sempre soube que você faria algo incrível. — Hain respondeu, com um orgulho evidente em sua voz.
— Sabe, eu sempre me lembro daqueles dias. Correndo até perder o fôlego, as esconde-escondes, as partidas de futebol improvisadas… — comecei, nostálgico.
— Eu também, Henry. Eu também. E olha, sinto muito por invadir assim seu dia de trabalho com essa emergência. — Hain disse, olhando para a filha que agora parecia um pouco mais animada.
— Que isso, é meu trabalho. Além disso, foi uma excelente surpresa. Digo, não às circunstâncias, claro, mas te reencontrar. — sorri, tentando aliviar o clima.
— Definitivamente, temos que marcar algo, colocar o papo em dia. Quero saber de tudo, como você foi parar aqui, sobre sua família, tudo. — Hain falou com entusiasmo.
— Com certeza, vamos marcar sim. Temos muito o que conversar. Muito mesmo. — concordei, já pensando nos velhos tempos e em como seria bom revivê-los.
Combinamos de trocar contatos e realmente nos esforçar para nos encontrarmos em breve. Enquanto isso, finalizei o atendimento da pequena Claire, que agora já estava pronta para ir para casa com seu novo gesso e um grande sorriso no rosto, graças ao pirulito mágico.
Despedi-me de Hain e de sua família, mas com a promessa de um reencontro. Sua filha olha para trás sorrindo para mim, e por mais estranho que pareça, o seu sorriso me lembra o de Esther. Assim que eles saíram, sentei-me por um momento, refletindo sobre a incrível coincidência da vida. Por mais que o tempo e a distância nos afastem, às vezes, o mundo dá suas voltas e nos traz de volta às pessoas que foram importantes em nossa jornada. E isso, pensei, é algo verdadeiramente mágico.
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Atualizado até capítulo 59
Comments
Fafa
Eitaaaaa!!! O médico é o noivo da mãe da menina! O mundo realmente da voltas 😲.
2024-06-11
1
Cirlande Ferreira
verdade.
2024-01-03
1
Sirena 🧜🏾♀️💦
Que confusão isso vai dar!
2023-11-04
2