Depois da refeição, peguei um dos inúmeros livros para ler, me deitei me envolvendo naquela linda história de aventura,um tempo depois acabei pegando no sono. Quando despertei olhei para a luz que vinha através das janelas e percebi que ainda era fim de tarde pelo tom alaranjado do céu.
— Não é apenas o nome que é de uma deusa, realmente parece uma enquanto dorme. — Sua voz aveludada e sensual toma meus ouvidos fazendo com que congele. Viro o rosto para onde a voz vem, Caspian está sentado na poltrona próximo a lareira me observando, da mesma forma largada que estava sobre o trono.
— Caspian? Como ousa entrar em meus aposentos sem se anunciar? —Ele sorri revelando uma covinha do lado esquerdo.
— O futuro Rei e dono deste lindo castelo. Eu faço o que quiser princesa, e quando quiser. — Bufo o lançando o livro que estava nas mãos, em sua direção, mas Caspian ergue a mão, o pegando antes de atingir seu lindo rosto.
— Quanta agressividade para uma linda donzela. Isso não são modos de tratar seu futuro Rei. Deveria ter modos.
— Disse o príncipe que invadiu meu quarto, enquanto eu dormia. — Rebato com ironia na voz, ele reprime um riso.
— Delicada como um cacto. Já percebi que vamos nos dar muito bem, Freya. — Ele coloca o livro sobre a mesa se levantando. — Te vejo daqui a pouco, no jantar. — Me sento o encarando.
— Eu não vou. — Ergo a sobrancelha. — Não espere por mim. — Ele fita os olhos.
— Qual seria o motivo de não descer para o jantar? — Suspiro me levantando.
— Não quero, não sou obrigada a socializar com você. — O encaro enquanto ele vem em minha direção.
— E por qual motivo não quer falar comigo? Fiz algo que a desagradou? — Ele parou três passos de mim encarando meu olhar.
— Fora a indelicadeza de invadir meus aposentos? Creio que não.
— Te espero no jantar e não falamos mais nisto. — Ele se vira saindo do quarto. — Até breve.
— Não precisa me esperar. — Ele para entre a porta e o corredor.
— Não é um pedido, Freya, é uma ordem. Se não descer ficará com fome, eu proíbo qualquer um de trazer comida para você. — Ele arqueia a sobrancelha.
— Faça como preferir majestade. — Digo com desdém.
Ele ergue o queixo pensativo e bate a porta, deve ter ficado irado com meu comportamento. Mas não quero tornar as coisas fáceis para Caspian, farei de tudo pra que ele desista de me manter aqui e me mande de volta.
— Vou tornar nossos encontros insuportáveis, espere e verá.
As horas passam e meu estômago chega a fazer barulho de fome, tomo água mas já é o terceiro copo que tomo em menos de minutos.
— Eu preciso ficar aqui, me ajuda estômago. — Suspiro. — Terei que descer pro jantar, céus.
Me ajeito e saio do quarto silenciosamente, desço as escadas que dão acesso ao salão de jantar e ouço vozes em meio a uma conversa.
— Contudo são tempos de vigilância, você precisa entender isso. — Ressoa a voz de Caspian.
— Você já sabe minha posição sobre isso Cas. — Responde Ulrik.
— Acho que só por está noite os dois poderiam não discutir no jantar.— Sugeriu Astrid. —Esperava voltar e ter um minuto de paz e acho que Freya também irá querer comer em um ambiente tranquilo. Falando em Freya, onde ela está que ainda não desceu?
— Ela disse que não iria vir jantar. — Ouvi uma risada baixa vinda de Ulrik, reconheceria ela de longe. — Ela é desafiadora.
— Diria que correu tudo bem. Afinal ela ainda está viva e ainda não fugiu. — Rebateu Astrid. — Acho que você encontrou uma a qual te dará trabalho.
— Ela parecia um doce quando chegou. O que será que mudou? — Questionou Caspian.
— Não olha pra mim, sou inocente nesta história. Apenas a encorajei a não ter medo de você, nada mais. — Respondeu Ulrik.
— Senhora, o que faz aqui? — Analis me assusta chegando sorrateiramente atrás de mim. — Deveria estar a mesa.
— Será que eu poderia comer na cozinha?
— Não, o senhor me mataria se soubesse. Ele me proibiu de levar a refeição pra você no quarto. — Respiro fundo. Infelizmente terei que dar o braço a torcer.
— Vou me juntar a eles então.
Sorri enquanto Analis se dirigía até a mesa com um jarro nas mãos.
Respirei fundo enquanto me preparava pra entrar no salão, os três me olharam surpresos, vi um sorriso sendo reprimindo nos lábios de Caspian enquanto me diria a mesa. Caspian estava na ponta e a sua lateral Ulrik e Astrid, na outra ponta estava um lugar preparado para mim.
Ele havia pedido para preparar um lugar a mesa, mesmo eu dizendo que não viria? Como ele é presunçoso. E porque ele pediu que colocasse a mesa para mim em um lugar de honra? O que ele pretende?
— Que bom que mudou de ideia Freya, seria um tédio ficar com estes dois hoje.Eles estão impossíveis. — Me sentei encarando Caspian que se mantia imóvel.
— Vim por respeito a você e Ulrik. — Mentirosa, você veio por não aguentar o monstro faminto dentro de você. — Esperava ver rostos amigos. — Caspian cerrou os olhos mordendo o lábio inferior.
— Ulrik me contou da sua proeza com o Fenrisulf a caminho do castelo.— Dirigi minha atenção a Astrid. — Você deve ter ficado assustada quando o viu.
— E fiquei, ele era gigantesco e assustador. Mas já estou acostumada a lidar com monstros. — Olhei para Caspian que me observava.
— Como foi seu dia? Descansou? — Sondou Ulrik com aquele sorriso lindo que já estava sentindo falta.
— Um pouco... — Me interrompeu Caspian.
— Um pouco? Ela estava babando sobre a manta de seda da cama. Ela apagou a tarde toda. — Os dois o olharam. Ele queria me provocar com aquele comentário nada gentil.— Pelo menos ela não ronca como os porcos. — O fitei com os olhos.
— Completamente desnecessário e ofensivo da sua parte comentar o que acontece na minha intimidade, vossa alteza. — Franzindo o nariz, torço os lábios. Astrid e Ulrik apenas ficam quietos observando.
— Já disse que faço o que quiser, minha querida. — Arqueio a sobrancelha comprimindo os lábios.
— Eu não sou sua querida! — Retruquei pegando a faca na mesa.Os olhos de Ulrik e Astrid dançavam entre mim e Caspian.
— Mas vai ser. — Disse em tom baixo e suave com um sorriso torto.
Lancei a faca em sua direção, ele apenas desviou a faca com uma sombra negra que saíram de sua mão a fazendo atingir a porta de entrada. Aquilo me chamou a atenção. Ele era capaz de dominar as sombras? Quanto daquilo fazia parte dele?
— Que mania de ficar tacando objetos em mim. — Respiro fundo me jogando no encosto da cadeira. — Garota feroz. — Bufo.
— Somos inimigos, não tenho que te tratar bem. Sem falar que é sua culpa eu estar tão longe de casa.— Seus olhos percorrem meu rosto que queimava de raiva por ele ser tão lindo.
— Essa é sua casa agora. Então trate de se acostumar com isso... — Ele fez uma pausa me olhando sério, bateu as mãos e Analis apareceu pela porta rapidamente. — Nos sirva por gentileza, para Freya, coloque uma dose maior de vinho. Ela precisa relaxar. — Ordenou ele.
— Sim, meu senhor. — Assentiu Analis enquanto nos servia.
Nos quatro ficamos em silêncio enquanto ela nos servia, os olhos de Caspian não saiam dos meus. Não seria a primeira a desviar o olhar e mostrar submissão.
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Atualizado até capítulo 146
Comments
Joelma Oliveira
de onde veio tanta coragem assim??? isso tá bom demais 🤗🤗🤗
2022-05-10
2
Joelma Oliveira
ué!? cadê aquela menina doce de antes??? kkkkkk
2022-05-10
1